Por que os homens não gostam de me

Pq os caras são assim?

2020.11.22 12:11 ksadesorvete456 Pq os caras são assim?

Recentemente eu mudei de curso e fiz algumas amizades. Os caras tomam pilula pra deixar o pau ereto por mais tempo. Já deram indicio de que n gostam de chupar buceta. Todos namoram, mas traem as namoradas. Ficam mostrando nude de todas as minas que pegam uns pros outros. Toda vez que alguma mulher passa, eles começam a gritar, dizendo que são gostosas e que pegaria.
É normal esse tipo de atitude?
Foda é que eles falam de mim como se eu fosse otario. Fazem eu me sentir como se tivesse ficado pra trás, que devo rever minhas ações e passa a agir feito um homem, afinal, eles são os verdadeiros homens. Vejo o brilho no olhar deles quando dizem que são pegadores.
Me chamam pros roles, mas n me atrai o tipo de role que eles fazem. Falam frequentemente em por droga na bebida das minas pra pode deixa-las mais soltas e transarem com elas.
Eu me pergunto como uns caras assim conseguem pegar tanta mulher(não que eu ja tenha visto eles pegando, mas um reitera a historia do outro, então tomo como verdade).
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2020.11.19 15:18 yujimei Os homens "amorosos"

A pior coisa que as mulheres podem dizer de um homem não é que ele é um cabrão, um egoísta, um mulherengo, nem sequer um paneleiro. A pior coisa que as mulheres podem dizer de um homem é que ele é "amoroso". Se algum dia uma mulher disser isso de um homem, tal significa que ele não tem qualquer hipótese com ela, que não sente um pingo de desejo por ele e já o colocou na gaveta VSSA (Vamos Ser Só Amigos). Se uma mulher disser que um homem é um egoísta ou um cabrão, isso significa que ele já a comeu, uma ou mais vezes, mas não está a fim de a comer só a ela e quer andar na boa a comer outras. Se uma mulher disser que um homem é um mulherengo, isso quer dizer que tem vontade de o comer, mas também receio. Até se decidir, ela vai andar sempre com um pé atrás e outro à frente, em luta entre a força carnal e a força mental, e por isso vai dizer que ele é um mulherengo, como quem diz "estou doida por te saltar para a espinha mas tenho um terror de morte pois acho que me vais deixar logo depois de me foderes". Quando uma mulher diz que um homem é paneleiro, ela diz isso com alguma pena mas sem qualquer raiva, pois para ela já não conta como hipótese de cama. Agora, mau mesmo é ser "amoroso". Ser "amoroso" é pior do que ser paneleiro, porque o paneleiro não é sequer considerado, e o "amoroso" é considerado por uns minutos e depois é desconsiderado, pois não tem qualquer ponta por onde se lhe pegue, a não ser a amizade, que neste caso se limita a uma espécie de prémio de consolação. Um gajo "amoroso" é um gajo que não dá tesão às mulheres, não lhes causa fraquezas nos joelhos, não provoca nós nas gargantas nem dores de estômago. É uma simpatia doce, um urso de peluche com pilhas permanentes, mas que para mais não serve. Ser "amoroso" é o fim da linha, é o desastre maior que pode acontecer a um pobre homem que goste de mulheres. Eu não sei com quem os amorosos acabam por namorar (provavelmente com a raríssima espécie, quase em vias de extinção, das "mulheres amorosas"), mas sei que raramente seduzem mulheres interessantes, giras e vivaças. E sabem porquê? Porque os amorosos anulam o seu instinto sexual! Na ânsia de serem gostados esquecem-se de ser homens, assexuam-se socialmente na presença das mulheres, e o resultado é um desastre: as mulheres gostam deles mas só para companhia, o que significa que se calhar mais valia serem gays. Pelo menos assim comiam alguém.
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2020.09.10 23:51 Helamaa 😳👉🏻👈🏻

a carência tá imoral e eu tô procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resiliência que resiste à humilhação como se ela fosse nada + tomar banho descalço em chuveiro de academia com chão mijado + musculação caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por mês + PUA + Selo super fã da fúria e tradição + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o cú + meditação transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach quântico + enema de café + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O Método de Wim Hof + sabedoria hiperbórea + artigos da Nova Resistência + Biblioteca do Dídimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer amém quando um 1113 azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com 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Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥️ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.09.04 15:16 pardobsb Mulheres não são interesseiras (em geral) mas buscam segurança.

Eu sei existem mulheres "aproveitadoras" que gostam de viver às custas de algum homem trouxa. Mas dá mesma forma existem homens folgados que vivem às custas da mulher.
MAS O PONTO AQUI É OUTRO Eu tenho duas graduações mas sou desempregado (mesmo empregos que necessitam pouca qualificação não me contratam). Eu conheci essa mina na academia e estamos caminhando para ter um relacionamento, até que ela conheceu um cara que estava formando em medicina. Aos poucos ela se distanciou e agora eles estão namorando. Eu me senti um lixo (por isso e vários outros fatores). Mas eu aprendi essa lição, por mais legal e/ou bonito que eu seja ainda sou um cara desempregado e qualquer um que olhar de fora vai me ver apenas como um vagabundo que ainda mora com os pais após os 25 anos... É só um desabafo triste de quem não aguenta mais tentar (não só por causa dessa história) ser um "homem de verdade"... Talvez eu nunca alcance esse patamar
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2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.08.24 03:40 hello_chewie por algum motivo não gosto de homem

Desde muito cedo, eu não conseguia ficar muito próxima de nenhuma menino, mas isso nunca foi um problema, já que era só eu não ter amigos homens, problema resolvido, mas hoje em dia não é mais assim.
Eu vivo com minha mãe, meu pai e irmão, e graças a forças superiores, eu tenho uma família amorosa e que cuida de mim, e gostam muito de beijar rosto etc, e eu nunca tive problema com isso até dois anos atrás. De uma hora para outra, qualquer coisa que o meu pai ou meu irmão faziam para mim me dava nojo, seja isso um beijo, um cafuné ou abraço, e eles ficam muito chateados que eu fujo do carinho deles, em especial meu pai.
O nojo que eu sinto, o medo que eu sinto, é algo que eu não consigo explicar e não sei como controlar. Agora, o mesmo problema que eu tinha com os meninos próximos de mim, se espalhou para minha família, e eu me sinto tão mal por isso, porque eu não sei o que fazer para não sentir isso, me dá vontade de morrer, e foi por isso que comecei a me machucar.
Tenho mordidas, arranhões com unhas, cortes com plástico de shampoo por todo o meu corpo, tenho que passar maquiagem para esconder da minha mãe, já que se ela descobrir eu to ferrada.
Eu não sei o que eu tenho, me sinto uma aberração.
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2020.08.16 20:32 AltinoAlagoinhas Amizade, Sexo E a escolha das Mulheres.

Ok, textão pq eu não tô sabendo organizar essas ideias na minha cabeça.
Primeiramente, eu sou um cara relativamente "presença" eu tenho 1,89 de altura, isso é relevante pois aqui na cidade onde eu vivo o caras não são tão altos e isso combinado com eu ser jogador de Vôlei em uns times amadores por aqui, meio que me dão uma certa vantagem em conseguir atenção de mulheres. Eu não tenho talento suficiente pra ser profissional e altura não é tudo, mas eu gosto de jogar.
Recentemente meu namoro acabou e eu comecei a refletir mais sobre minha posição e atitudes e como eu sou percebido por homens e mulheres e se isso esta me impedindo de manter um relacionamento solido.
Do ponto de vista dos meus amigos homens, eu tenho a vida que eles pediram a Deus e não ganharam na loteria. Eu tenho relacionamentos bem curtos,, variando de semanas a meses, onde esse ultimo foi o mais longo uns 10 meses e o Covid foi o que provavelmente deu essa vida extra. E nesses períodos sem relacionamento eu sou um tanto quanto bem eficaz em conseguir sexo casual(digo não mais que algumas transas com cada pessoa).O que desperta uma certa inveja nos caras, eles me elogiam e brincam, mas eu sinto o tom de rancor escondido por trás das brincadeiras e que as vezes escapam quando eles estão mais alcoolizados.
Uma vez eu cometi o erro de tentar animar um camarada que tava sofrendo depois de uma serie de rejeições, ele veio com "tu pega todo mundo e eu não pego nem as sobras" e tentei dizer algo assim "Calma, isso não é uma competição,qualquer hora vc se da bem,podia aproveitar pra malhar um pouco e etc". Pra que eu fui dizer isso, o cara ficou em tempo de chorar de raiva,"Não é competição pra vc que é um gigante e as mulheres fazem fila, nenhum treino no mundo vai me deixar mais alto ou bonito". Na hora eu não entendi o que eu falei de errado, depois eu vi que ele entendeu o que falei como pena pela inabilidade dele de conseguir atrair mulheres.
Aqui eu tenho que dar um contexto, aqui no meu circulo de amigos,talvez essa cidade (não tenho como saber), tem essa crença entre os homens que é mais fácil transar de cara(logo nos primeiros encontros) com uma mulher que não gosta de vc, mas te acha sexualmente atraente do que se ela tiver intenção de te namorar, a logica por trás disso é que ela pode sentir desejo pelo cara, mas não gosta dele como pessoa ou acha que vai ser traída o que deixa ela livre pra "dar" de primeira sem se preocupar se o cara vai perguntar se ela chegou em casa bem no dia seguinte. E tem os caras que elas tem intenção de criar algo solido e esses vão ralar pra levar elas pra cama,pois elas tem medo de ser vistas como fáceis. No geral nunca me importei com isso pq com o tinder outros app e o modo mais agressivo que as mulheres se aproximam de mim faz essa teoria soar muito machista e produto de ressentimento de caras rejeitados.
Mas ai uma semana atras, essa conhecida minha da academia começou a falar de amizade e sexo e então descobri que ela é lésbica, e na conversa ela disse que era opção pessoal dela nunca se envolver com amigas que ela não quisesse perder, mesmo existindo o conceito de amizades com beneficio(que ela abomina) e tal ela só se relacionou com 2 "amigas" que ela não se importava em cortar relações,o argumento dela é que relacionamentos sexuais dificilmente acabam amigavelmente e ela não quer correr esse risco com amigas que ela preza muito.
Enfim, essa duas ideias tão se chocando na minha cabeça agora, pq eu tô achando que eu sou vitima disso, que as mulheres já se aproximam de mim achando que vai ser só pra passar uma chuva(com medo de ser traídas ou simplesmente não gostam da minha pessoa mas me acham atraente).O que meio aponta pra ideia dos caras, nesse últimos 3 anos eu tive muitos casos de "uma noite" onde eu nem sei se fiquei no final da lista de contatinhos delas. Eu não uso Apps de encontros onde ´sexo casual é supostamente a norma, Meus encontros são sempre da academia, trabalho, cursinho e etc. O que deveria facilitar relacionamentos sólidos.
Eu sei que um relacionamento depende de inúmeros outros fatores, mas se os meus ja começam com data pra expirar, vale a pena investir nisso?
É isso, quem leu até aqui sem ficar entediado agradeço, quem se decepcionou foi mal. só precisava escrever pra tentar organizar melhor minha mente, pq segunda eu volto ao batente.
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2020.08.08 01:49 mulhermedrosa Sou lésbica e não entendo

Oi pessoal. Preciso muito desabafar, porque estou me sentindo muito mal mesmo. Eu espero de coração não ofender ninguém porque estou sendo sincera sobre minhas próprias questões, e não tenho nada a ver com a vida de ninguém a não ser a minha.
Eu tenho 34 anos e sou lésbica. Me assumi como lésbica aos 16 quando entendi que não queria nenhum tipo de homem na minha vida, nada do sexo masculino, não queria relação com órgão masculino. Para mim é uma sexualidade e sempre teve a ver com sexo, e não com gênero.
Foi muito difícil me entender como lésbica, entender o que eu sentia, forçar tentativa de relação com homens só para me sentir um lixo depois, sofrer preconceito na minha familia, correr de gente com barra de ferro na rua só por andar de mão dadas, ouvir xingamentos e ameaças por dar selinhos, nunca ter minhas namoradas aceitas nas festas de família, ouvir que eu não era mulher, tentativa de suicidio, enfim. Um inferno, tudo por não gostar de pênis e não querer um homem. Eu sentia muito medo.
Tudo melhorou quando um pouco mais velha eu encontrei espaços e grupos lésbicos, apenas para mulheres, que entendiam tudo que passei. Mulheres que se orgulhavam de serem lésbicas, que se orgulhavam de suas vulvas, de seu útero. Inclusive algumas namoravam homens trans e continuavam se considerando lesbicas, pq nunca foi sobre gênero. E minha saúde mental melhorou muito.
Mas agora, o movimento LGBT vem nos pressionando a usar a palavra "lésbica" para mulheres trans, e até a aceitar como relação lésbica a relação com um pênis. Mudaram a bandeira que a gente usava desde os anos 70 para tirar o triângulo que representava o útero. Os símbolos de vulva que usávamos com orgulho estão sendo chamados de transfóbicos. Nossa orientação sexual é a única que não envolvia pênis, a única onde eu me sentia confortável. É mês da visibilidade lesbica e meu feed tá cheio de imagens de relação que chamávamos de hétero (dois sexos diferentes) falando que é sexo lesbico. Isso é muito gatilho para mim e para muitas outras.
E eu não entendo. Porque não podemos manter a palavra lésbica só para nós, os espaços seguros só para nós? Esse nome, essa luta, esses símbolos são usados há décadas por fêmeas que gostam apenas de fêmeas para nos reunir, para nos proteger, para lutar pelos nossos direitos. Eu sinto medo de falar sobre isso com qualquer um fora da minha bolha lésbica porque sou atacada como transfóbica.
Eu realmente não quero ofender ninguém, eu quero direitos para todos, não quero que ninguém fique para trás, mas também não quero perder minha identidade. Isso tá me dando crises de pânico e me deprimindo.
Obrigada a quem teve paciência de ler.
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2020.07.29 00:45 jujubadejurubeba Vocês também costumam imaginar como pessoas desconhecidas (ou conhecidas mesmo) devem ser nuas ou pensam sobre como determinados casais devem ser na cama?

Hoje me peguei fazendo algo que faço sempre, mas nunca havia me dado conta ou entendi o porquê.
Sou homem, gay, e sempre que vejo homens que me atraem nas ruas, no ônibus ou onde quer que seja, e imagino como é que eles são por debaixo das roupas que estão vestindo, nus. Se são lisos ou peludos, como são os mamilos, as axilas, se são bem dotados ou não e, muitas vezes, não penso de forma sexual, pelo tesão, digo, mas por mera curiosidade mesmo de saber como algumas pessoas desconhecidas são nuas. Inclusive, apesar de não sentir atração por mulheres, fico curioso em saber como são os seios delas também, os mamilos, etc.
Ressalto aqui que não fico encarando essas pessoas ou digo algo que possa fazê-las sentir desconfortáveis, assediando. É algo rápido, inconsciente e, como expliquei, sem maldade alguma.
Além disso, assisti a uma entrevista recente de um ex-pré-candidato à presidência dos Estados Unidos abertamente gay e casado (Pete Buttigieg) e me percebi imaginando como seria a vida sexual e as interações do casal na cama, do que gostam, se são românticos, mais agressivos, quais fantasias e fetiches devem ter, etc. E, outra vez, nenhum dos dois me atrai! Ainda assim, me percebi curioso sobre eles.
Me pergunto se sou o único. E vocês? Têm essa mania também?
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2020.07.22 00:22 sonic_star_2 só queria amor verdadeiro bicho :c

sla, nos últimos dois dias eu tava raciocinando aq, refletindo sobre meus namoros e amizades, e sla cara, eu sinto q nunca fui amado de verdade mesmo por alguém, sla. Eu sempre gostei de algumas meninas, mas sempre era rejeitado, nunca dava em nada, e eu via elas gostando de outras pessoas e ficava sla tipo "Poxa, qq eu n tenho q eles tem? ;-;", mas eu nunca me preocupei muito com isso, só q de uns dias pra cá eu venho ficando meio triste por causa disso, ver os meus amigos com suas namoradas e ver q eles tão super felizes juntos, agora pouco mesmo eu vi o status no whatsapp da namorada de um amigo meu dela postando coisa dos dois, e tipo, os dois parecem se gostar muito, e isso é recorrente, não é só com eles, é com tipo, 80% dos meus colegas tlgd. Qnd eu vejo essas coisas eu fico ao mesmo tempo feliz e triste, feliz pq eu adoro amor, eu fico tranquilo e feliz por eles qnd eu vejo q as 2 pessoas se amam e combinam, eu fico feliz vendo meus amigos com as namoradas deles e vendo q a coisa tá fluindo bem, e tal (inclusive com casais de filme de romance eu sinto a msm coisa ;-; Sing Street é o apice até hj ;-;), só q ao msm tempo eu fico triste pq eu nunca achei uma "namorada como a deles", basicamente todos meus relacionamentos foram curtos e/ou uma bosta, só se salva no máximo uns 2, tanto por que não tinha química e tal entre a gnt, ou pq deu merda no namoro q tava indo tão bem (visto meus posts antigos), ou por que a garota não gostava realmente de mim. Sla, vendo tds meus amigos com as namoradas deles que realmente tem carinho por eles, são fofinhas, atenciosas, postam coisa sobre eles, e eu sempre senti falta disso nos meus relacionamentos... Eu só queria uma menina que quando eu tivesse triste chegasse e perguntasse se eu tava bem, uma garota que tem disposição, me chamasse pra fazer as coisas, tivesse o mesmo animo q eu tenho, pq sla, tds meus relacionamentos parece q eu tinha q conquistar a pessoa, inclusive qnd elas msm me pediam (q foram no máximo umas 2 vezes por sinal).
Eu só queria ter alguém que fosse carinhosa, que eu realmente gostasse, e que ela realmente gostasse de mim, que fizesse as mesmas coisas que as namoradas dos meus amigos fazem que eles se sentem especiais, pq eu sempre fui carinhoso com todas elas, mas o contrário eu nunca consegui experimentar, sla, nunca me senti amado de verdade com ngm. Meus pais falam q do jeito q eu sou bonito eu posso escolher qm eu quiser, mas eu sei q n é assim q funciona as coisas, pra mim é super difícil arranjar alguém... Inclusive uns 4 dias atrás eu conversei sobre me sentir meio estranho por esses dias, e ela falou q provavelmente é falta de alguém que gosta de mim, falta de uma namoradinha pra conversar e tal, lá no fundo até ela sabe vei q eu n consigo ngm ;-; e ninguém nunca gostou realmente de mim, tds estavam interessados em outras pessoas e tal, eu to chorando, desculpa, eu só queria alguém que me visse como especial, eu só queria completar a vida de alguém, igual os meus amigos, eu queria alguém que fizesse tanto por mim quanto eu faço pra ela, ou inclusive mais, sla, eu to falando com umas pessoas diferentes e tal, mas fica num chove-não-molha e sla, parece q se eu for ficar com alguma delas vai ser a msm coisa, Eu q vou ter q conquistar elas pra dps ficar nisso de sla, eu ter q agradar e dps de um tempo td acabar e ver q n era amor de verdade e tal. Só queria alguém q sla, n sou só eu que preciso ficar mandando coisa, inventando assunto, fazendo carinho, enquanto ela só recebe, eu queria uma namorada igual dos meus amigos, que é tão carinhosa quanto eles, e dá pra ver, eles n tem vergonha de andar de mão dada em público por exemplo, nem de assumir que se amam. A vontade que dá é de só desistir, apagar todos os meus contatos que eu to falando agora e só sumir, parar de tentar, meus amigos mais proximos pelo menos são quem deixa minha sanidade no chão, e enquanto eu tiver eles eu sei q eu vou ter um porto seguro, isso as vzs me leva a pensar q qnd eu to com eles eu não preciso de mais ninguém, eu me sinto completo com eles, eu sei que eles são meus amigos, mas sla, se eles fossem pessoas q eu gostasse, e compartilhassem do msm sentimento q o meu, e fossem garotas (pq eu sou hétero), seria a coisa mais perfeita do mundo. Por esses dias inclusive eu entrei no omegle de noite e uma garota gaúcha de 17 anos tava mt triste com o namorado dela pq ela desconfiava q tava sendo traida, e q ele tratava ela meio mal, até o ponto que ela me perguntou "Mano, me explica por favor, por que vocês, homens, não gostam de meninas chiclete? que perguntam como você tá, que pensam em ti toda hora e estão apaixonadas? meu namorado ameaça me deixar por isso", a única coisa que passou na minha cabeça na hora foi "COMO QUE UM FDP DESSES FAZ ISSO COM UMA MENINA SUPER GENTE FINA COMO ELA? KRL, TUDO ISSO Q ELA FALOU Q ELE ODIAVA É TUDO Q EU MAIS QUERIA, PQP". Aiai, vou pegar um lenço pra limpar minhas lágrimas ;-
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2020.07.16 16:29 fobygrassman ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA

ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA
Esposas infiéis são mais duradouras, limpas e autênticas do que garotas de programa
Esqueça garotas de programa transando nunca foi tão fácil! De uma dona de casa traidora real.
As mulheres casadas NÃO estão procurando relacionamentos, elas já estão nelas, estão procurando parceiros discretos e divertidos para reacender e explorar sua sexualidade.
As garotas de programa estão sempre procurando extrair mais dinheiro de você. Você nunca sabe com quem eles acabaram de fazer sexo e isso torna impossível também fazer sexo apaixonado com eles.
Quantas vezes você ficou com tesão e decidiu pedir uma garota de programa? Então, depois de ter um encontro decepcionante, lamento totalmente gastar tanto em ganhar pouco!
Sempre que você liga para uma garota de programa, está jogando. Jogando com sua saúde e com sua experiência.
Ela será parecida com as fotos dela?
A mesma garota das fotos vai aparecer?
Ela será anti-higiênica?
Ela será hostil?
Ela vai tratá-lo com um mau atendimento ao cliente?
Eu sei o que você está pensando,Eu sei o que você está pensando,
MAS AS MENINAS DE CHAMADA SÃO MUITO MAIS SIMPLES!
Não é verdade!
Sim, uma garota de programa fica a apenas uma ligação, mas toda vez que você a vê, paga. Você paga com dinheiro suado. Pense em quanto tempo você precisa trabalhar para pagar por uma garota de programa.
10 horas?
20 horas?
Portanto, nenhuma garota de programa não está a um telefonema de distância, elas têm +10 horas de trabalho E uma ligação de distância.
Além disso, as garotas de programa não se importam com você ou precisam de você.
Depois de conhecer uma esposa realmente insatisfeita e dar a ela a atenção que lhe falta, você experimentará a diferença entre uma garota de programa e uma mulher de verdade.
Esposas insatisfeitas são gratas por encontrar um homem que possa agradá-las!
As esposas infiéis têm todos os benefícios e nenhum dos problemas das garotas de programa:
Conhecer as preferências sexuais do seu parceiro = melhores experiências sexuais
O envio de mensagens maliciosas acelera sua semana de trabalho;)
Verdadeira paixão e emoção de ambos os parceiros!
Limpo, Seguro e Legal.
Não constantemente tentando manipular você.
A verdade é que as mulheres ficam excitadas quando estão se escondendo e tendo encontros secretos. Esposas insatisfeitas querem ser suas garotas de programa pessoais, mas elas precisam de um pouco de incentivo e você precisa incentivá-las de uma maneira elegante e elegante.
Você não pode tratar mal as esposas infiéis da maneira que pode com uma garota de programa, mas elas também não o tratam mal como uma garota de programa. Eles não vão contar o relógio quando estão com você.
Se você acha que encontrar uma mulher casada sozinha é ainda mais difícil, pense novamente.
Você não pode ser um idiota e acha que atrairá uma mulher casada para ser sua garota de programa pessoal.
De fato, existem dicas e truques para encontrar um o mais facilmente possível aqui >>
Siga estas etapas simples e você encontrará uma esposa insatisfeita e fará dela sua garota de programa pessoal em menos de uma semana.
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E lembre-se de que você pode repetir essas etapas e encontrar uma nova esposa traidora sempre que quiser!
  1. Tire uma boa foto de si mesmo. Não precisa incluir seu rosto, pode ser discreto. Muitos perfis em ashley madison não têm fotos de rosto públicas (geralmente em sua galeria de fotos particular). Esta imagem pode ser do seu corpo ou você de fato bem ajustado (sem o rosto).
  2. Escolha um nome de usuário atraente! Esta é a primeira coisa que as mulheres veem depois da sua foto. Escolha algo descritivo ou divertido.
  3. Destaque sua necessidade de discrição. Isso aliviará as preocupações das mulheres sobre sua própria discrição.
  4. Crie uma mensagem de introdução bem pensada que você possa enviar para muitas mulheres.
  5. Torne sua galeria privada irresistível. É aqui que você inclui suas melhores fotos.
  6. Configure uma data discreta!
Traindo esposas vs garotas de programa Todos nós procuramos garotas de programa no google. Mas existe uma enorme lacuna entre ponderar e pesquisar na web a sua garota de programa mais próxima. Existem vários, mas eles são extremamente estigmatizados - por razões óbvias. Garotas de programa não são para todos, mas o sexo certamente é. Por isso, seria melhor encontrar uma alternativa para garotas de programa. Criamos um substituto para as garotas de programa, para aquelas que estão interessadas em saber como a alternativa funciona. Espero que minha experiência e discernimento possam lhe dar uma ou duas coisas para questionar, e talvez até abrir você para garotas dispostas a dormir com você gratuitamente! Por que você deve procurar alternativas para escoltar serviços? Se você ouvir alguém se gabar de uma escolta, precisará sentar esse homem e ter um momento de clareza. Mas deixe esse argumento de lado, posso escrever um romance inteiro para você. Deixe-me começar com algumas dicas. As acompanhantes são desassociadas Não é incomum pagar por sexo, mas é ilegal na maioria dos países e ajuda uma indústria bastante cruel a tirar vantagem de membros da sociedade desprovidos de frustração. Acompanhantes NÃO GOSTAM DE VOCÊ Este é o meu argumento número um por não dormir com acompanhantes. Eles não teriam dormido com você se você não pagasse. Eles não gostam necessariamente do sexo ou querem vê-lo ligado. Geralmente é por isso que gosto de sexo - porque me excita vê-la gostosa e gostosa quando ela olha para mim. Acompanhantes não são higiênicos Os acompanhantes dormiram com toneladas de homens. Pense em quantos homens a garota de programa que você está vendo dormiu naquele DIA! Se você vir uma garota de programa ou uma acompanhante às 20h, provavelmente já dormiu com pelo menos dois homens antes daquele dia. Imagens falsas As acompanhantes raramente aparecem em suas fotos. Você tem sorte se a mesma mulher aparecer. Você pode dizer que isso também pode acontecer em um site de namoro ou em uma sala de bate-papo para adultos, mas eu diria que a probabilidade de ser "pescada" por uma mulher em um site de namoro é menor do que por uma garota de programa. A maioria das acompanhantes encontra-se com suas imagens. Com segurança Eles afirmam ser seguros e testados todos os dias, mas você nunca pode ter certeza. Isso significa que qualquer homem que não seja estúpido usará camisinha 100% das vezes que dorme com uma garota de programa ... e todos sabemos que preservativos não são divertidos.
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2020.07.14 16:30 galoccego Relato de um ex-barman

ESSE RELATO NÃO É MEU, ENCONTREI NO FACE E COMO ACHEI MUITO INTERESSANTE DECIDI TRAZER PARA O REDDIT.
Relato da internet: Parte 1 Já trabalhei como barman e observando bastante a vida dos que estavam do outro lado do balcão, tudo o que já falaram é verdade.
Entradas para as mulheres são sempre cortesias. Os homens pagam caro. E não se enganem achando que as mulheres não pagam a entrada, quem paga são os homens. Se a entrada na noite custa R$ 30,00 pra um homem, a verdade é que é R$ 15,00 masc(a dele). e R$ 15,00 femin(de alguma menina que entrou "free"). Os donos de bares jamais levam prejuízos e nada é de graça. No bar que eu trabalhava, o dono fazia "descontos" para os amigos, e usava esse argumento.
Nos bares sempre tem as bebidas originais bem guardadas, que são destinadas aos Vips. Geralmente, os alfa$. Os ricos chegam, as bebidas de qualidade vão todos para eles, e pegam mulher com o rodo. Já os pobres coitados que não são ricos, consomem bebidas falsificadas e não pegam ninguém.
Nesses lugares, o que mais vi mandar em tudo é o dinheiro. Quanto mais rico o cara for, mais mulher ele consegue. E nunca vi um alfa físico sair ganhando de um rico. A ordem de prevalências pelo que já constatei é:
  1. Ricos.
  2. Caras que tem o shape massa.
O resto nem entra, porque gordos, magrelos, baixos, pobres, etc, só levam prejuízo na balada. Prejuízo financeiro e EMOCIONAL. Quando conseguem alguma coisa, é no final da noite com alguma feínha que foi rejeitada pelos alfas. Quando a balada está terminando, e aquelas meninas que foram rejeitadas pelos alfas estão voltando para casa chateadas com a vida, é onde os zé ninguéns conseguem alguém. A única chance para o cara mediano na balada conseguir alguma coisa, é no fim dela. Pois mesmo uma vilena numa balada se sente uma rainha, e despreza todo mundo, com um ego gigantesco. Elas fazem isso porque se acham dignas apenas dos alfas. Mas quando os alfas as dispensam e a rejeitam porque acharam outra mulher mais atraente, é um tiro bem no meio do ego dela, pois ela passou a festa inteira dispensando os medianos porque se achava digna apenas do alfa, e agora no final ela vai embora sozinha sem ninguém? Aqui é onde o emocional está fragilizado e onde o homem mediano terá mais chances de conseguir alguma coisa com uma menina mediana ou feia. As bonitas, esqueçam. Não tem nem como se você não for alfa.
Se a intenção é pegar mulher, se for ao puteiro gastará bem menos financeiramente, não terá desgaste emocional, e o risco de pegar DST é o mesmo da mulher baladeira. Se brincar, é até menor. Se não for rico, beberá bebidas falsas, terá prejuízo, e saíra com o emocional destruído de lá, achando que o problema do mundo não te aceitar e te enxergar é seu.
Já vi muitos clientes homens medianos, indo pagar sua conta cabisbaixo, sem graças, com dois ou três amigos tudo desanimado porque vão embora sozinhos dentro um carro. E outros fingindo que só foram na balada pra curtir, que embora não tenham pegado ninguém, se divertiram e etc. O que é mito.
E tem um monte de mulher que paga de santinha falando que vai só pra curtir e ver o Dj, ou porque gosta de tal banda e etc, mas vai só pra dar toco. Não gostam de transar, não gostam de beber, não gostam de nada, só de se sentirem poderosas. Até os alfas penam nas mãos dessas mulheres em baladas.
Em baladas, o único que ganha realmente é o dono da boate. Pois ele ganhou um lucro exorbitante nas bebidas que vendeu(porque TODAS as bebidas são compradas a preço de banana, se você paga R$ 250,00 numa garrafa de whisky, pode ter certeza que ela foi comprada por R$60,00 no máximo, e se for falso, R$ 20,00 ou 30,00). Para constatar isso do preço, é bem simples, vá um supermercado e olhe o preço da garrafa. Depois divida ele por 2. E compare com o preço que você pagou na boate. No bar que trabalhei, compravam latinhas de Antartica por R$ 1,45 no próprio supermercado, e revendiam a R$ 5,50. Quando compravamos direto da Ambev, havia longneck que pagamos 0,90c a unidade, e revendiamos a R$ 6,00 ou R$ 7,00. O dono sempre tem mulher no pé dele, e mulher top. Ele nunca fica "desamparado sexualmente". O status do cara de ser dono de uma boate, desbanca todos os alfas.
Na minha opinião boate é um prejuízo de todas as formas possíveis, exceto para o dono. Mesmo para os alfas e ricos, é um prejuízo tanto financeiro como emocional. Pois você continua pagando pra comer a menina e se desgatando emocional fingindo interesse, competindo com outros machos e etc., mas eles não ligam, né?
Parte 2 Baladas é tanto o puteiro para mulheres, como disseram, como também é armadilha para bobos. É bom mostrar os outros aspectos que prejudica o homem, não sendo só as mulheres, para que possam ficar alertas. Todos os panfletos, as propagandas, as pulseiras de camarote, os copos e bonés e outros brindes... Tudo isso é friamente pensado pelos organizadores da festa para vender uma ilusão enorme, de tal forma que faça o nerd jogador de minecraft sentir vontade de sair de casa e ir lá e gastar seu dinheiro achando que vai se dar bem, de fazer a mais alta piranha sonhar que vai encontrar o Eike Batista dela lá dentro. Observem bem na cidade de vocês como são as propagandas, se você esquecer seu bom senso um pouquinho, você vai cair no conto de que balada é o melhor lugar para ir e ser feliz.
Por trás dos autofalantes, dos graves, do neon, daquelas pessoas fingindo ser felizes, está um máquina pronta pra sugar seu dinheiro. A intenção é sempre pegar o dinheiro do homem. É por isso que eles também lotam de mulheres, quanto mais cheio de mulher um lugar estiver, mais homem disposto a perder tudo o que tem. Mulheres são as iscas, a massa de manobra, para juntar homens fracos emocionalmente e sugarem seu dinheiro. Em uma análise bronca, pode-se dizer que boate é uma das coisas mais anti-homem já criadas. Porque ela nunca prejudica as mulheres de fato, somente homens. Pois mesmo as mulheres sendo apenas iscas, elas ganham emocionalmente e ganham a chance de encontrar um bobo para ser provedor (e acreditem, tem muito playboy que assume uma bomba dessa).
E depois que o camarada entra lá dentro, ele vai ser vampirizado financeiramente o quando puder. A vampirização emocional é só a consequência de ser bobo. Eu mesmo comprava maços de Carlton por R$ 6,50, e vendia cada cigarro picado por R$ 2,00. Eu ganhava em torno de R$ 30,00 por maço, pois na boate não era permitido vender e fumar, mas o cigarro é um símbolo de status que todo mundo lá dentro quer, até quem não fuma quer fumar pra poder ser notado, e quem se aproveitar disso... Será que é errado? Não sei. Eu fazia. Sei que quando meus maços acabavam, os caras ficavam tão fissurados que saíam da boate, iam até os postos de combustíveis, compram cigarro e voltavam. Só pra poder senta na mesa fumando. E a mesma lógica vale também as drogas ilicitas (que eu não vendia, mas quem vendia ganhava uma puta grana).
O ambiente geralmente é tão baixo, que as pessoas que estão no camarote, com pulserinha e copo estilizados por exemplo, esnobam as pessoas que estão na pista. Mulher então? Elas faziam questão de mostrar que são apenas para os vips lá de cima. As mulheres quando sobem para os andares superiores, elas se sentem como verdadeiras deusas. E falo isso porque, eu trabalhei no bar de camarote, e minha função era apenas preparar coqueteis e servir bebidas, nada mais e também não abria nenhuma exceção pra favorzinho. E ouvia muitos sapos de mulheres dizendo que estudam medicina ou direito, que estavam acompanhadas de fulano de tal, que eu tinha que fazer o que eles mandavam... E eu nunca fazia. Só me restringia ao bar. Já tive que chamar segurança pra me defender porque os ricões, além de bobos, ainda queriam pagar de machões e iam lá tirar satisfação do porque não levei algo para a mesa deles etc, sendo que tinha garçom pra isso. Alias, os garçons... Pobres coitados! Eram o que mais sofriam. Raramente eu trabalhei com o mesmo garçom por mais de dois meses, eles não aguentam. Eles chegam na mesa e são ridicularizados, pelos homens que querem bancar os machoes e pelas mulheres que sentem poderosas. É realmente um trabalho de cão. A maioria dos garçons(e barmans) eram estudantes, caras feios, magros, precisavam de um dinheiro extra, e faziam esses bicos. E quando topavam de servir uma mesa cheio de caras ricos, mulheres bonitas e etc... Puts. Dava dó. Eram motivo de piadas. Você via nitidamente o emocional dos caras destruídos. Tinha que ter um emocional muito forte pra aguentar aquilo sem esmorecer. As mulheres sentiam um prazer enorme em ver outros caras pisando no pobre coitado que estava servindo elas, elas se sentiam, de verdade, deusas. Eu aposto que elas gozavam quando debochavam dos outros.
E, também, boate é um ambiente muito inseguro. Além das brigas constantes que sempre acontecem, quase dono nenhum gasta dinheiro investindo na segurança da infraestrutura, porque eles pensam que nunca vai acontecer nada na boate deles.
Parte3
Sobre DSTs, era prache eu ouvir comentários de fulanas e ciclanas que tinham herpes na xota. Com tempo você vai pegando amizade com alguns caras, seguranças, e as fofocas correm. Mulheres bonitas, que só frequentam camarote e só andam com os ricões e esnobavam todo mundo, tinham histórias muito cabulosas. Tinha menina que eles falavam pra não deixar ela nem fazer boquete porque senão o pau pegava carie. Meninas que todo matrixiano JAMAIS pensaria que fosse tão nojenta. E são essas meninas que vão se casar aos 30 anos com um bobo matrixiano que jamais vai saber do passado negro dela. Já vi alguns casais por aqui, um cara gente fina, que mal saia de casa, junto com uma menina que era verdadeiro carrapato de boate. E quando elas reconhecem a gente na rua, abaixam os olhos, ficam com medo da gente ser amigo do namorado dela e contar as coisas que viamos.
Mals o textão. Mas pra quem teve saco e quis ler, fica o relato. Se eu contar todas as histórias escabrosas que já vi e ouvi, do que a gente faz nas boates com as bebidas, enfim, é de doer os olhos. Mas tem gente que apanha e apanha e continua indo. Tenho amigos que diz que exagero muito, que eu sou revoltado e etc. Mas, as pessoas são como animais criados pro abate, são influenciados pela propaganda, sempre vão, se dão mal, passam mal, mas acordam no outro dia crente que o próximo final de semana será diferente. Enquanto isso vão só perdendo dinheiro e tempo.
Eu não recomendo o cara nem ir a um pub bem light. Embora não sejam um ambiente tão fútil e banal como é a boate, acontecem as mesmas coisas, mas apenas em menor escala e mais discretamente. Se a intenção é beber com os amigos, descontrair e relaxar, é melhor queimar uma carne em casa e comprar bebidas por conta, por exemplo. Pelo menos é minha opinião. Para conhecer mulheres: não faça isso, meu amigo. É tiro no pé.
Talvez alguém pense que essas coisas são exageros, mas é a minha conclusão da minha experiência pessoal enquanto fiz bicos de barman. E quando falo barman, esqueçam aquele esteriotipo de cara fortão, bonito que usa uma gravata borboleta no pescoço, na maioria dos casos é só gente normal fazendo bico. Esses "showmans" são outra parte da história que tem bastante privilégios por serem alfas. Eu não fazia parte dessa categoria. Pra eles as boates devem ser boas. Não era para mim porque eu sou um cara normal, e talvez por isso até pareça um butthurt. Mas é só um relato que espero que sirva de alerta. Hehe
Parte 4 Obrigado pelas boas vindas, pessoal!
Então... Sobre as histórias cabulosas, vou começar contando as profissionais. Claro que existe boates exceções assim como mulheres (será? ), mas... Enfim. Eu também não trabalhei em clubes de tão alto padrão assim, quando eu falo que era clubes pra quem tinha dinheiro, é porque as coisas eram muito caras. Mas, não é nada comparado a uma boate grande e famosa. hehe
Começando pelas bebidas, coisas que barmans geralmente são obrigados a fazer:
- A maioria das pessoas não bebem as cervejas completamente, pois elas esquentam rápido na mão, e sempre volta pro bar ou fica espalhado pelo lugar longnecks pela metade. No final da festa, alguns barmans despejam toda essa sobra de cerveja num balde, enfileira as longnecks e coloca funis nos gargalos, e sai enchendo elas tudo novamente. Depois colocam a tampinha e botam pra gelar. As cervejas, lógicamente, vão ficar chocas. Por isso só devem começar a servidas após 2h da manhã, por exemplo. Onde a maioria já se encontra bêbada e qualquer coisa que consumir está gostoso. Como os barmans, por cortesia, sempre abrem as longnecks para os clientes, eles nunca desconfiam das tampas frouxas. Não fiz muito isso, mas já trabalhei em um local e uma festa ao ar livre que fez. Não era prática diária comigo.
- Os sucos naturais, não são naturais. Muita gente pagava o preço por um coquetel feito com o suco da laranja exprimida na hora, mas tudo era somente suco de saquinho(tang ou o mais barato que tiver) batido no liquidificador. Ele fica consistente e espumoso como um suco da fruta. Restaurantes também fazem essa jogada. Um copo de suco "natural" de 200ml era R$ 4,50, por exemplo. O saquinho tang que fazia 1l no liquidificador era 1 e pouco.
- As tequilas sempre saíam em dose, e as garrafas sempre ficam com o barman. Reaproveitamos sempre a mesma garrafa, enchíamos ela um pouco menos da metade de whisky vagabundo ou falsificado, e completávamos com pinga vagabunda. Sacudiamos e vu a la! Tinhamos uma tequila ouro José Cuervo. Como a maioria das pessoas não conhece gosto de nada, pagam R$ 15,00 numa dose de 50ml que custou apenas, no máximo, R$ 5,00 pra fazer. E pior: muitos ainda elogiavam. xD
- Tinhamos um tónel, que se dizia vender cachaça artesanal. Cada dose de 50ml era R$ 6,00. Mas sabe o que tinha lá dentro? Pinga barata de R$ 3,00 o litro. Aquelas 51, 21, 31...
- Os whiskys que servíamos no bar, sempre eram tretas. Muitas vezes a gente fazia aquele lance de encher a garrafa de coca-cola com whisky barato e acoplar ela na boca de uma garrafa de Red Label e mandar o o whisky vagabundo pra lá. Essas geralmente são as que ficam penduradas no dosador de garrafa invertido. Numa festa com umas 3 ou 4 caixas de whisky, tinha no máximo 3 ou 4 garrafas realmente originais, guardadas para os magnatas.
- Quase sempre a gente recebia ordens pra marcar coisa a mais na comada do cliente, se ele parecesse que estivesse muito bêbado. Quando eles iam pagar, sempre ficavam muito putos com as meninas que trabalhavam no caixa, mas, então o gerente jogava aquela onda de que ele emprestou a comanda pra alguma mulher, que ele não lembra, se a coisa aperta muito já vinhas os seguranças intimidar, no final o cara sempre pagava. Não tinha jeito.
- As porções nunca jogavam fora. Já vi cozinheira tirando cinzas de cigarro de um resto de porção de batata e guardando as batatas pra usar com outra pessoa que comprava porção.
Tomem bastante cuidado, porque vocês nunca vão saber o que realmente estão consumindo. Isso não vale só pra boate, vale pra restaurante, lanchonete, casa da vó etc.
Também existia alguns esquemas de lavagem de dinheiro, eu não sabia muito sobre isso, só ouvia a respeito. Mas alguns eventos em fazendas particulares, reunia bastante magnata e alguns amigos afirmavam que rolava um esquema de lavar dinheiro tenebroso. E que muitas boates são usadas pra isso. Sobre isso não posso afirmar com certeza, isso foi só um boato que eu ouvia e acreditava, por tudo o que eu já presenciei lá.
Para atrair homens para festa, o promoter dava brindes, cortesias e até dinheiro pra algum grupo de meninas fazer volume na porta da boate. Já dava as instruções para elas irem super maquiadas, roupas curtas e ficarem bem visíveis. A panfletagem nas ruas e nas faculdades, era sempre feito por meninas bonitas e com roupas curtas. O próprio promoter que cuidava da casa, fazia uma propaganda ferrenha no Facebook. Pra cada 5 mulheres que ele marcava no post, ele marcava 1 homem, por exemplo. E pedia pras meninas confirmarem presença no evento divulgado no Facebook. Tudo isso pra dar a impressão que naquela festa tem mais mulher do que homem.
Parte 5 Então, o homem escravogina, solitário e carente, via aquele harém pela baguetala de R$ 30,00 o ingresso... Era casa cheia na certa. Uma vez lá dentro, o cara até parcela a consumação no cartão de crédito. A maior dificuldade é sempre fazer o homem entrar na boate, porque depois que está lá dentro, já era.
Um pouco do lado obscuro:
As mulheres nunca me cantaram no balcão com um real interesse em mim. Geralmente, aparecia uma mediana que estava de favor na festa, jogar um charme pra tentar descolar um drink de graça. Como eu não dava, saíam nervosas e davam chiliques. Mas alguns colegas davam, e só ganhavam um sorrisinho de volta e a menina nem voltava mais no bar, senão pra tentar pegar outro drink na faixa. Mas para meus colegas, aquele sorrisinho era sinônimo de um casamento. kkkkk
Elas sempre pediam para o acompanhante delas levantar e buscar bebida no bar, jamais ela ia sozinha ou ia junto com ele. E nesses momentos, esses prazos de 5 e 10 min, é onde ela flertava com muitos outros homens. O cara saia da mesa para buscar mais bebida para ela, e ela levava aquelas bulinadas do cafa de leve, pra elas era como se estivessem numa sauna greco-romana.
Banheiro de deficiente físico sempre foi usado como quarto de sexo. Isso era unânime em todas casas que trabalhei e eventos que fiz, era só jogar um "café" na mão do segurança, que o próprio segurança vigiava a porta pra não deixar ninguém interromper a trepada. Aqui era onde muito cara com físico bom e pouca grana, algumas vezes ganhava a noite. Ele não precisava de carro, nem de levar no motel, nem nada, torava a menina na lá no banheiro e só dava uma gorjeta pro segurança. Havia vezes que garotas de programas trabalhavam discretamente nos eventos, em parceria com os seguranças. Elas davam uma grana pra eles, e ela fazia o trabalho. A mesma menina, que nem parecia puta, ás vezes transava com 3 ou 4 cara na mesma noite, sem ninguém nem desconfiar que rolava uma fita dessa lá dentro. Mas como nada fica discreto pra sempre, começou querer haver CONCORRÊNCIA, outras meninas também queriam, e aí começou virar bagunça até que o dono deu um jeito de cortar ameaçando os seguranças de demissão.
Muita gente FINGIA ficar bêbada pra ter desculpas para fazer merda. Isso eu via muito, e a maioria sempre era mulheres. Elas subiam na mesa, faziam danças sensuais, ligavam para ex, pegava no pinto do caras, traiam os namorados, enfim, fingindo completamente que estavam bêbadas. Eu sabia que era fingimento, porque eu tinha um certo controle de quem bebia no bar, dava pra saber o quanto a pessoa consumiu e tinha menina que tomava duas cervejas e começava a fazer merdas, só pra ter um monte de cara endeusando elas e poder fazer uma putaria "sem culpa". E quem fica bêbado com duas cervejas? Mas tinha muito idiota que caía.
Certa vez, trabalhei em um evento que veio uma Dj que era da Espanha, senão me engano. Não lembro o nome, mas era uma menina baixinha com trejeitos de sapatão, cabelos raspados do lado e tranças onde tinha cabelo. Quem é mais ligado em música eletrônica deve saber o nome, eu não lembro. (Ela é aquele tipo de dj desconhecido no país onde mora, mas quando vem pro Brasil, faz sucesso, porque brasileiro é lambe-saco de gringo.) Eu sei que foi um evento que todo mundo quis ir, mas o lugar estava lotado, ingressos caros e etc. Havia uma menina que estava lá dentro, mas queria passar mais cinco amigas pra dentro da festa na faixa. O segurança não deixava. Até que uma delas ofereceu um boquete pra ele. Não foi nem o cara que pediu. A própria menina ofereceu. Obviamente, ele não recusou. Deram um jeito de ir pro estacionamento da fazenda e mandou ver. Entrou as cincos. Depois vi essa mesma menina beijando um playboy na mesma festa, o que me embrulhou o estômago. E com o tempo, ela foi ganhando fama de boqueteira entre os seguranças, então toda festa grande, os caras quase saiam no tapa pra decidir quem ia ficar na portaria, porque já sabiam que ela ia aparecer por ali. Afinal, ela não tinha grana e não tinha jeito de entrar, mas queria estar no meio dos playboys. E ela virou figurinha marcada mas depois sumiu. Um belo dia, num pubzinho, eu tava na porta conversando com os seguranças, ela me desce do carro de mãos dadas com um playboy. O segurança cumprimentou ela, e ela fingiu que não conhecia(sendo que ela tinha um passado negro com ele). Cumprimentou apenas o dono do pub e falou que agora estava noiva do fulano de tal. O cara tinha grana, a julgar pelo carro que ele tinha na época. E depois nunca mais víamos ela nas festa, e quando ia, ia acompanhada dele.
Que fique claro que não estou querendo criar ódio por boates, é só um relato do que vivenciei. O cara que quiser ir, não se prenda no que eu falo não, só fique atento. Hehe
Parte 6 Fico feliz em saber que tem alguma utilidade minhas observações. É impressionante o que você enxerga por trás das coisas somente observando. Nem precisa ser clarividente. hehe
Com o decorrer do tempo vou dando um up aqui com as histórias banais.
Mas acho que o mais importante que eu queria ter compartilhado com vocês a respeito das boates, era a questão de como fraudávamos bebidas. Porque isso é algo que prejudica a saúde dos consumidores a longo prazo, e além de pagar caro por algo que você nem sabe o que é. É algo que me arrependo de ter feito, embora fosse meu trabalho, então eu sempre tento alertar as pessoas que vão em boates para ficar espertas nesse sentido.
As histórias das perícias femininas são coisas bem baixas, praticamente histórias de filmes pornôs. Mas nada diferente do que acontece fora da boate, também.
Eu achava mais interessante o comportamento masculino do que o feminino, e aprendi muito observando caras que estavam caídos, usando a tal lógica reversa. Por exemplo, nas festas acontecem muitas frustrações, e na minha condição de barman, muitas vezes acabávamos fazendo um papel de ouvinte e psicólogo. Muitos homens bebem para amenizar as dores, e quando encontram alguém para ouvir os problemas deles, os caras desabam. Geralmente, esse alguém é o barman, o garçom... Ninguém do outro lado do balcão, nem os próprios amigos do cara, o acolhem nesse momento. E aqui vivenciei muitas situações constrangedoras, de caras enormes de tamanho, chorando feitos beberrões na minha frente. Era engraçado, porque eu sou um cara pequeno e mais duro emocionalmente do que eles(que em teoria, pareciam ser os caras mais frios do mundo) . hehe
Eu não podia fazer muita coisa a não ser ouvir e guardar aquelas histórias como experiências. Eu praticamente nunca consegui ajudar nenhum cliente. Todos eles queriam ouvir que a esposa era exceção, que mesmo traídos deveriam dar segunda chance, que ele era o errado da história, etc. Nenhum aceitava qualquer ponto de vista diferente em que a sua companheira fosse uma pessoa ruim. E ás vezes, discutiam comigo defendendo a esposa após eu aplicar pequenas injeções de real. Mas com tempo percebi que era inútil tentar salvar alguém, porque existe homens que se acomodaram a viver numa lama emocional que tem até medo de sair dali. Eu no máximo consegui algumas amizades, que me ajudaram depois a arranjar outro emprego melhor, mas, os caras infelizmente vivem a mesma vida que levavam, com migalhas emocionais, dores profundas e um depressão que eles tentam abafar com bebida, gerando lucro pra alguém que se aproveita da fraqueza emocional desses mesmo caras.
Acho que se o cara assimilou bem a real, é esperto, tem uma grana pra gastar que não vai fazer falta, tem problema nenhuma ir em boate. O único problema que vi mesmo é o cara pobre que se endivida achando que vai ter sexo fácil ou o ingenuo que vai achando que vai encontrara mulher da vida dele lá.
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2020.07.09 19:17 throwawayweird0 Eu (25M) sou virgem e tenho muitas neuras com relação a isso

Fala transudos do meu Brasil. Pois é, eu sou virgem com a idade tardia de 25 anos. Basicamente, eu me sinto uma merda por isso, já que a grande maioria das pessoas perde a virgindade com menos de 18 anos e desde então sai transando loucamente, enquanto eu fico aqui sendo virgem, solitária e patética. Sinto que todo mundo da minha idade está transando menos eu, e morro de medo que os outros descubram, porque se descobrirem vão me zoar sem dó.
"Ah, mas você é mulher, não é a mesma coisa se você fosse homem" eu sei, mas mesmo assim eu me sinto julgada, porque é bizarro e incomum alguém chegar na minha idade sendo virgem. Eu entro no Twitter e vejo as mulheres da minha idade descrevendo em detalhe suas transas da noite anterior, coisas que gostam de fazer na cama / que já fizeram e fico me sentindo humilhada por elas.
Enfim, eu quero muito encontrar a pessoa certa que seja bacana e tals, mas tenho muitas inseguranças:
  1. Minha falta de experiência. Por eu ser virgem, naturalmente eu não sou "boa de cama" e não sei direito como satisfazer um homem. Sim, eu já vi pornô e li fanfic de forma "didática", mas sinto que visto de fora tudo parece fácil quando na vida real é bem mais difícil.
  2. Meu corpo. Ele é feio, eu sei e já aceitei isso, mas mesmo assim sou insegura. Meus seios e bunda são pequenos, minha barriga não é definida e tem celulite, minhas pernas são finas. Eu tento melhorar a aparência do meu corpo com exercícios mas não tenho conseguido resultados, e sofro muito com isso. Eu imagino que o corpo feminino ideal provavelmente é: a barriga da Pugliesi, os peitos da Mia Khalifa, a bunda da Kim Kardashian, as pernas da Gracyanne Barbosa, o rosto da Belle Delphine e a bct e o cu da Stoya
  3. Tapa na cara. Eu não gosto, ou pelo menos na primeira vez eu não quero, posso até concordar em fazer mais tarde mas desde que o cara peça antes. Eu sei que TODO homem adora, não consegue resistir a sentar a mão com força na cara de uma mulher durante a transa, e parece que toda mulher também adora, mas eu (e eu sei que eu sou bizarra e prude por isso) não, e temo que isso também possa me fazer "perder pontos" com o cara.
  4. Estrangulamento. Mesma coisa acima. É, eu sei, eu devo ser muito chata e fresca pra transar, mas eu não consigo ver o apelo das coisas que, se não fossem consensuais, seriam consideradas violência doméstica. Eu prefiro sexo mais carinhosinho e fofinho.
  5. Minhas fantasias sexuais são bizarras e eu tenho tesão em coisas que a maioria dos homens não gosta. Por exemplo, eu quero chupar os mamilos de um cara, mas tenho certeza que quase todo homem hétero odeia isso e vai broxar na hora
Sei lá, vocês devem estar me achando uma merda por todas essas coisas que eu disse, e eu realmente sou uma merda, uma fracassada e provavelmente uma inc3l feminina. Eu sou problemática mesmo, faço terapia pra isso e minha psicóloga fala que eu estou hiperfocada na minha virgindade e deveria desencanar disso, mas não dá. Às vezes eu acho que vou morrer virgem. Será que eu vou ter uma chance algum dia?
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2020.07.07 04:57 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 2)

No prólogo de A Fúria dos Reis vemos Stannis pela primeira vez. Sua austeridade e dureza são representados por suas roupas e palavras. Mas pouco se vê de seu senso de justiça e dever. Sua rispidez é a tônica geral da introdução do personagem.
A arrogância de Baratheon é contrastada pelo modo carinhoso como Cressen pensa no rei. A disparidade se acentua conforme o meistre oferece conselhos ponderados e, por lealdade, decide arriscar a própria vida para evitar a corrupção de Stannis.
Durante o capítulo, vemos Cressen perdendo lugar ao lado do rei, enquanto Melisandre ascende rapidamente. Fala-se abertamente em um projeto de poder que envolve magia e fratricídio. Por fim, Cressen sofre humilhações em público com a conivência do próprio homem que está tentando salvar.
Sendo o rei um homem vaidoso, ambicioso e suscetível, não é difícil detestar Stannis.
Porém, George está nos enganando.
Na cena em que o conhecemos, Stannis acaba de passar uma péssima madrugada com Davos. Nela, ele recebe um desastroso relato de que os senhores das Terras da Tempestade não apoiarão sua pretensão ao Trono de Ferro contra os Lannisters.
É como o preveni. Não se levantarão, Meistre. Por ele, não. Não gostam dele.
[…]
Não poderia lhe trazer alguma esperança?
Só do tipo falso, e eu não faria isso – Davos respondeu. – De mim, ouviu a verdade.
Portanto, se o leitor conhecesse minimamente o rei quando Cressen entra no Tambor de Pedra e o encontra sentado atrás da Mesa Pintada, saberia que suas palavras são decorrente de um orgulho ferido. A visão de Cressen entrando pela porta irrita Stannis não porque Baratheon o detesta, mas porque é um sinal de que a notícia de sua “humilhação” estava se espalhando:
– Eu sabia que você viria, velho, fosse convocado ou não […]. – Eu sabia que você descobriria em breve o que Davos tinha a dizer. É sempre assim, não é?
– Eu não lhe teria nenhuma utilidade se assim não fosse – Cressen respondeu. – Encontrei Davos na escada.
– E ele contou tudo, suponho. Devia ter encurtado a língua do homem junto com os dedos.
É uma péssima primeira impressão para o leitor. Além da linguagem corporal, a composição da cena passa a sensação de antagonismo. Depois de termos visto o renascimento dos dragões, de termos vislumbrado o nascimento da chance de Daenerys poder reclamar o Trono de Ferro, ver Stannis sentado na cadeira de Aegon planejando uma invasão a Westeros é a quintessência do usurpação. Os Baratheons não apenas tiraram de Daenerys o trono como o futuro enredo.
A situação de Stannis se emparelha com a de Daeneyrs por ambos perdido o trono e não terem forças suficientes para retomá-lo. Porém, uma avaliação mais profunda revela que, em contraste com Daenerys, Stannis está apenas reclamando de barriga cheia.
O novo rei tem milhares de homens de armas, dezenas de navios, algum dinheiro à disposição e diversos aliados nobres que reconhecem sua pretensão. Daenerys está sendo aconselhada por um espião e várias aliados incertos, enquanto Stannis está cercado de conselheiros em sua maioria extremamente leais. Além disso, Porto Real está a poucos dias de distância de Pedra do Dragão, ao passo que Daenerys está do outro lado do mundo.
Mesmo diante destas facilidades, Stannis se comporta como uma pessoa acuada, que desesperadamente dá ouvidos a planos de assassinato. De alguma forma, o novo rei lembra seu antecessor na mesa do pequeno conselho que, diante da notícia da gravidez de Daenerys, acatou as mais desonrosas sugestões para garantir o trono.
Entretanto, bastava olhar para Stannis para saber que ele não era igual ao irmão. A própria descrição física já deveria sinalizar que ele é a antítese de Robert. Enquanto a barba de Robert era uma “coisa emaranha, espessa e feroz”, Stannis “como que em resposta Stannis mantinha suas suíças bem aparadas”. Doze anos em Porto Real tornaram Robert cinquenta quilos mais gordo (AGOT, Eddard I), mas Stannis permanecera largo e forte com “bochechas secas e ossudas”. Portanto, enquanto para Robert o cargo era sinônimo de permissividade, para Stannis era sinônimo de responsabilidade.
De fato, em A Guerra dos Tronos, vimos em primeira mão como Robert delega todas as suas atribuições, enquanto Stannis, desde a primeira impressão, parece lidar pessoalmente com tudo. Curiosamente, essa impressão não vem apenas das palavras de Stannis (“Fiz parte de seu conselho durante quinze anos, ajudando Jon Arryn a governar o reino, enquanto Robert bebia e visitava prostitutas”), mas da menção ao briquismo do rei.
O ranger de dentes de Stannis pode parecer um detalhe aleatório. Contudo, o fato de que este hábito não é totalmente voluntário acaba por nos dar um insight sobre a mente de um personagem não-POV. Em outras palavras, o briquismo indica de que Stannis não é leviano em suas reclamações. As frustrações o afetam a nível subconsciente. Seu stress é constante.
As palavras de Cressen podem levar o leitor a pensar que o rei é apenas carrancudo. Afinal é dito que Stannis desde pequeno. Por exemplo, Lorde Steffon falava de trazer um bobo para ensinar Stannis a rir quando o garoto já tinha 14 anos. Mas somente no primeiro capítulo de Davos ficamos sabendo o quanto o novo rei é passional e permeável à dor.
Stannis fala que a experiência de ver o navio dos pais afundar o transformou. Cressen fala disso passageiramente no Prólogo, mas a profundidade do sentimento somente vem a tona depois:
Deixei de acreditar em deuses no dia em que vi o Orgulho do Vento quebrar-se do outro lado da baía. Jurei que quaisquer deuses que fossem monstruosos a ponto de afogar minha mãe e meu pai nunca teriam a minha adoração.
Robert estava ao lado de Stannis e não parece ter sido afetado pela experiência na mesma medida que Stannis. O fato de Stannis ainda guardar rancor do acontecido, aos quase 35 anos de idade, é revelador.
A evidência mais forte que Stannis não estava em seu estado normal durante a conversa no Tambor de Pedra pode ser vista em dois trechos. O primeiro acontece quando Cressen chama Stannis pelo pronome de tratamento correto e o rei encara como provocação:
Vossa Graça – Stannis rebateu amargamente. – Zomba de mim com o tratamento devido a um rei, mas sou rei de quê? Pedra do Dragão e um punhado de rochedos no mar estreito, eis o meu reino.
O segundo trecho que indica que há algo errado ocorre quando Cressen sugere prometer a Robb vingar a morte de Ned Stark, para que eles possam assim formar uma aliança:
Por que eu deveria vingar Eddard Stark? O homem não era nada para mim.
Não há nenhuma mentira nas palavras de Stannis, mas elas foram ditas em um arroubo de raiva. Com efeito, mais tarde, quando está mais calmo, Stannis diz justamente o contrário:
Não tenho qualquer dúvida de que Cersei teve um dedo na morte de Robert. Obterei justiça por ele. Sim, e por Ned Stark e Jon Arryn também.
(ACOK, Davos II)
Quando Cressen deixa a presença do rei, Stannis estava dando ouvidos ao papo de Selyse sobre Melisandre ter visto Renly morto nas chamas. No caminho de volta a seus aposentos, Cressen está alarmardo pelo que ouviu de Stannis e pela forma como está sendo afastado dos eventos. Isso dá ao leitor a falsa sensação de que algo está fora do prumo.
Entretanto, essa sensação é incorreta. Como bem descreve u/arthurmaia em um excelente texto para o portal Gelo & Fogo, Cressen não estava sendo excluído, nem Stannis estava sendo especialmente desagradável com ele. Nenhum dos outros conselheiros do rei havia sido convocado e Stannis é igualmente desagradável com Selyse quando ela aparece.
Eu ainda acrescentaria que o próprio Cressen comentou que Pylos estava ali para substituí-lo quando morresse. Portanto, a substituição de um pelo outro no banquete noturno não era nenhuma grande conspiração contra o velho meistre. Talvez uma desfeita bem leve por parte de Stannis, já que a substituição não ocorreria antes da morte de Cressen, mas ainda assim feita com boas intenções:
É culpa dele que o velho tenha morrido? – Stannis deu uma olhada para o fogo. – Nunca quis Cressen naquele banquete. Sim, ele tinha me irritado, tinha me dado maus conselhos, mas não o queria morto. Tive esperança de que lhe pudessem ser concedidos alguns anos de tranquilidade e conforto. Merecia pelo menos isso, mas… – rangeu os dentes – morreu. E Pylos serve-me com competência.
(ACOK, Davos I)
A urgência de Cressen parece ter sido despertada pela convergência dos fatos. A eclosão da guerra, morte de Robert, Stannis e Renly prestes a se enfrentarem, acúmulo de eventos naturais augorentos e Melisandre conqustando mentes e corações em Pedra do Dragão. Como homem responsável pela criação dos Baratheon e por ser um meistre da Cidadela, é natural que Cressen sinta-se aflito e no dever de se envolver em todas estas questões.
Todavia, a forma como o velho meistre joga toda a culpa da questão em Melisandre é muito precipitada. É claro que não sabemos a quanto tempo ele deve estar testemunhando Melisandre enchendo a cabeça dos ilhéus de Pedra do Dragão e da Senhora Selyse. Ainda, Martin escolhe justamente o momento da conversão de Stannis para nos apresentar à situação, o que agrava a sensação de “causa perdida”.
Stannis, contudo, também está mostrando sinais de desespero com a falta de apoio para sua pretensão. A mulher vermelha não havia conseguido chegar até Stannis (e ficamos sabendo em seu POV em Dança dos Dragões o quanto ela trabalhou para conseguir se aproximar dele).
Assim, enquanto Cressen corria de um lado para evitar que Melisandre tonificasse as ambições de Stannis e levasse irmão a matar irmão, Stannis estendia a mão à mulher de Asshai como quem tinha pouco a perder. O banquete da noite seria aos vassalos e a Melisandre, portanto aquele era o momento tão esperado para a sacerdotiza “vender o seu pão”. Stannis deveria estar bem ciente disto.
Por esta razão que a entrada de Cressen no recinto veio como uma visita inesperada e incômoda. Tudo piora quando o meistre passa a antagonizar com Melisandre quando a feiticeira o estava ajudando a se levantar. Fica ainda pior quando Cressen, em público, o chama de Lorde ao invés de Rei. Aconselhar o rei em público sobre fazer comum com Starks e Arryns é ainda mais constrangedor. Negar o poder do Deus ao qual o rei está querendo se converter também não ajuda a imagem de Stannis.
Quando Cressen está claramente fazendo papel de tolo, Selyse ordena que Cressen volte a utilizar o elmo do bobo. Somente quando Cara-Malhada não entregue o balde é que Stannis interveem:
Sim – concordou a Senhora Selyse. – O elmo do Malhada. Cai bem em você, velho. Volte a colocá-lo, eu ordeno. [...]
Os olhos de Lorde Stannis estavam na sombra das suas pesadas sobrancelhas, sua boca, apertada, enquanto o maxilar trabalhava em silêncio. Rangia os dentes sempre que se zangava.
Bobo – ele rosnou por fim –, a senhora minha esposa ordena. Dê o elmo a Cressen.
Como era de se esperar, o velho meistre ficou horrorizado com Stannis ter feito parte da gozação para com ele. Stannis não deu a mesma ordem que Selyse, é verdade. A julgar por suas palavras, o rei estava mais incomodado de ver a rainha desobedecida do que participando da brincadeira. Mas com esta atitude ambígua por parte de Stannis, GRRM testa os limites da farsa que está montando. Talvez por isso que Martin fez com que Baratheon se redimisse logo a seguir:
Talvez ele deva, daqui para a frente, cantar os seus conselhos – disse a Senhora Selyse.
Foi longe demais, mulher – repreendeu-a Lorde Stannis. – É um velho, e serviu-me bem.
Com a morte de Cressen, o plano de evitar a conversão do rei ao R’hllorismo falha absolutamente. Na verdade, Cressen acaba dando palco para que Davos ficasse ciente dos poderes da mulher de Asshai e passasse a temê-la também. Da parte de Stannis, a morte de Cressen, de tão inexplicável, pareceu decorrer de sua idade.
Não é afirmado qual foi o veredito de Pylos sobre a morte do velho. Mas uma vez que era o novo meistre era bem jovem, possivelmente não deve ter detectado um veneno tão específico como o estrangulador (no caso de Joffrey, a idade e o conhecimento de Pycelle devem ter ajudado o diagnóstico).
Por outro lado, Stannis já estava substituindo Cressen por Pylos. É possível até que goste mais do rapaz “solene” e “sempre correto” do que do velho meistre. Cressen pensava em formas de tornar Pedra do Dragão um lugar mais leve, mas Stannis provavelmente pensava o contrário. “Pylos serve-me com competência”, disse o rei. E para Stannis, competência era metade do caminho andado.
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2020.07.06 16:03 HortaSama Cansado da mesma luta todos os dias

Ok, vamos lá. É a primeira vez que eu falo sobre isso com alguém, então pode precisar de algum contexto.
Eu tenho 18 anos e sofro com depressão e ansiedade desde os 15. Tenho tendências suicidas, facilidade em me isolar e tenho um vício degradante em pornografia. E por muito tempo eu decidi que ignorar esses problemas era melhor do que combatê-los. Por mais que eu tente, essa briga só parece piorar a cada dia, ficando mais e mais difícil.
Eu tinha o mesmo grupo de amigos a 4 anos, mas por conta de burradas minhas, eu acabei me isolando do grupo todo e fazendo com que outras panelinhas se formassem, de forma que eu faço parte da maioria delas, sem fazer parte de maneira propriamente dita. Sou só um fantasma nos grupos de whatsapp, nos servidores de discord e nos squads de jogos onlines. Só mais um número, um nickname. Que não faz diferença. Essas minhas atitudes de isolamento me custaram a amizade com um dos meus melhores amigos, e me faz duvidar se as pessoas realmente gostam de mim pelo o que eu sou de verdade, e não pelo que eu posso oferecer a elas. Esse é um dos pontos.
No começo do ano eu ingressei na federal, mas eu não tenho certeza se esse é o curso que eu quero. Na verdade, eu não sei nem se eu quero mesmo estudar numa faculdade. Meus sonhos são outros, meus objetivos não envolvem diplomas e doutorados, mas é que parecia o mais fácil. Então a dúvida se eu estou no lugar certo, fazendo a coisa certa só piora tudo 100 vezes, porque faz eu me sentir um filho da puta que "roubou a vaga de alguém", sendo que eu passei por mérito próprio pra um curso que eu me interessava.
Minhas relações amorosas são um fardo. A minha única "ex-namorada" me fudeu tanto a cabeça que eu morro de medo de me envolver com alguém e acabar me decepcionando de novo. Foram três anos pra superar a minha ex e eu sinceramente não quero passar por isso de novo. Além disso, minhas duas famílias (paterna e materna) possuem um "sangue ruim", uma fama de que quase todos os homens são escrotos, traem as mulheres e não conseguem guardar o pau dentro da calça. Da minha família paterna, por exemplo, só se salva meu pai, porque de resto... principalmente meu avô. Então eu tenho medo de me relacionar com alguém e acabar magoando a pessoa por ser um filho da puta e tenho medo de me relacionar com alguém e a pessoa acabar me magoando. É maluco. Além de que eu não acho que ninguém mereça ficar com alguém tão problemático quanto eu.
Enfim, ontem eu tive uma recaída e acabei me mutilando. Cortes na costa da mão e no joelho, usando meu barbeador. Por mais doente que pareça, a dor até ajudou um pouco. Mas não é isso que eu quero pra minha vida. Eu só quero que tudo acabe. Espero que com o fim dessa pandemia do inferno, as coisas mudem pra melhor. E se não mudarem, que eu tenha força pra não cometer suicídio.
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2020.07.03 14:34 lululux89 Acho que meu namorado quer que eu brinque com a bunda dele

Já tem bastante tempo que venho percebendo que meu namorado quer que eu "brinque" um pouco com a bunda dele. Já namoramos há oito anos, temos bastante intimidade, mas ele nunca falou disso diretamente. Só que algumas atitudes dele me fazer pensar que ele está desejando experimentar isso. Talvez não fale por vergonha ou por machismo. Sei que pra um homem hétero é difícil admitir a possibilidade de prazer anal. Mas por exemplo, quando tô fazendo sexo oral nele, ele empurra minha cabeça pra baixo, até as bolas, e quanto tô lá ele abre mais as pernas, tipo querendo que eu desça mais até o c*, entendem? Eu super faria isso, mas tenho medo de estar interpretando errado e ele se ofender. Ele é meio "machão" em relação ao sexo, então pode se ofender real se eu "descer um pouco mais". Além disso tudo, uma vez entramos numa sex shop e vi que ele ficou curioso por aquelas cintas penianas. Não que ele tenha dito abertamente que queria experimentar, mas pegou uma da prateleira da loja e ficou fazendo piadinha pra mim.
Eu realmente queria que ele vivenciasse a sexualidade dele em todos os aspectos, mas tenho medo de tomar uma atitude e ele se ofender. Mulheres, vocês fazem isso com seus namorados? Eles pediram? Ou vcs tomaram a iniciativa? Como eles reagem? Homens, vocês acham que meu namorado está dando indícios de que posso tomar a iniciativa? Vocês gostam quando as mulheres fazem isso?
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2020.06.25 18:14 altovaliriano Por que Martin não quer falar sobre Qarth?

Em 2014, quando “O Mundo de Gelo e Fogo” foi lançado nos Estados Unidos, todos os cinco livros com que a saga hoje conta já haviam sido lançados. Em verdade, até mesmo “Atlas das Terras de Gelo e Fogo” já estava a venda havia dois anos. Portanto, os leitores esperavam que o livro co-escrito por Linda Antonsson e Elio Garcia Jr. servisse para aprofundar o conhecimento sobre um mundo que Martin vinha desnudando em câmera lenta, em um longo strip-tease de 18 anos.
O livro provou ser tudo isso e um pouco mais. O autor fictício do livro, meistre Yandel, não se limita a descrever ponto-a-ponto toda a geografia e história conhecida, como também explora relatos, lendas e rumores, ponderando sobre sua confiabilidade e autenticidade. Assim, mesmo a escassez de conhecimento objetivo não impediu meistre Yandel de nos apresentar aos rincões mais distantes do mundo em que “As Crônicas de Gelo e Fogo” se passam.
Exceto em três casos.
1. Os casos de Solarestival, Meereen e Qarth
Desde a primeira leitura de TWOIAF, é possível perceber que Yandel mantém a tragédia em Solarestival sob as mesmas névoas misteriosas que a encobrem na saga principal. Quando o meistre toca no assunto, é sempre breve e digressivo.
De fato, um dos golpes mais baixos de Yandel vem na forma de um relato do Arquimeistre Gyldayn que, convenientemente, estava parcialmente ininteligível em razão de uma mancha de tinta. Ao fim da leitura, era virtualmente possível ouvir as risadinhas de Martin, seguidas pelo tradicional “keep reading“.
O caso da Baía dos Escravos é bem mais sutil. O livro já começa antecipando um resumo sobre as cidades escravocratas. Mas Yandel se limita a relacioná-las com a queda do Império Ghiscari, e lhes retrata com desdém (TWOIAF, A Ascensão de Valíria).
No decorrer do livro, algumas pequenas notas complementam o resumo inicial com curiosidades, mas não há um capítulo dedicado à cultura e história de Astapor, Yunkai, Meereen ou mesmo da Baia dos Escravos como região (como ocorre com outras localidades mais insignificantes, como as planícies de Jogos Nhai).
Acredito que isto passe despercebido em grande parte porque muitos leitores não gostam da campanha de Daenerys na Baía dos Escravos, e perderam o interesse pela região ao longo dos livros. Contudo, como eu achava improvável que Martin compartilhasse da falta de entusiasmo dos leitores, eu senti vontade de verificar a razão do silêncio.
Eu encontrei a resposta em uma entrevista que Elio e Linda deram ao site Adria’s News em 2015. A intenção dos co-autores com isso era, de fato, esconder potenciais spoilers. Mas para minha surpresa, as razões de meistre Yandel era outras, decorrentes de sua personalidade: ele aparentemente abomina a escravidão.
Em todo caso, a entrevista acabou revelando algo muito mais interessante, que eu havia deixado passar. Abaixo transcrevo (e traduzo) a passagem interessante:
Você criou o personagem Meistre Yandel para ser o fio narrativo, mas ele é tendencioso como qualquer historiador é na vida real. Você decidiu que assim seria para ter uma abordagem mais realista ou para pôr possíveis spoilers sob um filtro ambíguo?
Elio M. García Jr: A maior parte das inclinações que vemos decorre do momento, no qual há pessoas importantes e poderosas que ele não deseja ofender. O que será que ele realmente pensa? Essa é a questão. Certamente, ele não deve ter pensado bem no que os Martells iriam falar quando ele escreveu que Elia pode ter assassinado seus próprios filhos. Eu não consegui acreditar que eu inventei isso, mas se ele está preocupado com os Lannister ficarem irritados, ele tem que explicar a morte deles de alguma forma. De todo modo, eu não acho que ele vai passar as férias em Dorne durante algum tempo. Mas, de modo geral, o viés serve apenas para ser realista, haja vista que ele é muito consciente sobre a política do tempo em que ele está escrevendo. Os spoilers foram escondidos ao colocarmos coisas que ele não trata muito, como Qarth e Meereen, pois ele acha que eles são lugares horríveis, com a escravidão e tudo mais, mas também porque George não nos fornecia nada sobre Qarth. O outro grande foco de spoilers era Solarestival, mas George não quis nos informar muito sobre isso também.
Assim, se por um lado, vemos que informações sobre Meereen, Qarth e Solarestival têm sido escondidas do público, por outro, ficamos sabendo que Martin considera que manter segredo sobre Qarth é tão importante para a trama quanto o sigilo sobre o que aconteceu em Solarestival.
E, de fato, Qarth não tem um capítulo em “O Mundo de Gelo e Fogo”. Fora apresentar informações pontuais (algumas até repetições do que havia sido explicado em outros livros), tudo que Yandel diz é: “Sobre a misteriosa Qarth, não posso apontar fonte melhor do que Compêndio de Jade, de Colloquo Votar, o trabalho mais importante sobre as terras ao redor do Mar de Jade” (TWOIAF, Além do Reino do Pôr do Sol: Outras Terras).
Qarth, portanto, merece ser melhor examinada.
2. O que poderia haver em Qarth?
A importância de Solarestival e Meereen são facilmente percebidas. A tragédia de Solarestival será o capítulo final da vida de Dunk e Egg e é um segredo em si mesma. Por sua vez, vimos que o que divide Meereen entre seguidores de Daenerys e falsos amigos da rainha são razões históricas. Portanto, é razoável que Martin prefira deixar os bastidores históricos para “Os Ventos do Inverno”, e surpreender os leitores, do que colocar três páginas a mais em “O Mundo de Gelo e Fogo”.
A história de Qarth, por outro lado, tem implicações diferentes. Uma vez que a cidade nunca foi parte dos domínios valirianos, é muito capaz que essas duas civilizações já tenham guerreado. De fato, em “A Fúria dos Reis”, um dos cavaleiros dothrakis de Daenerys encontra algo relevante ao Sul de Vaes Tolorro:
Rakharo foi o primeiro a voltar. Ao sul, o deserto vermelho estendia-se por uma longa distância, ele relatou, até terminar numa costa desolada junto à água venenosa. Entre aquele lugar e a costa havia apenas turbilhões de areia, rochedos polidos pelo vento e plantas eriçadas de espinhos pontudos. Tinha passado junto às ossadas de um dragão, jurou, tão imensas que havia conduzido o cavalo por entre as suas grandes maxilas negras. Além disso, nada viu.
(ACOK, Daenerys I)
Essa impressionante descrição se assemelha à de outros animais formidáveis, muito conhecidos pelos leitores:
[…] Os poetas tinham-lhes atribuído nomes de deuses: Balerion, Meraxes, Vhagar. Tyrion estivera entre suas maxilas escancaradas, sem palavras e cheio de respeitoso temor. Podia ter entrado a cavalo pela garganta de Vhagar, embora não fosse possível voltar a sair. Meraxes era ainda maior. E o maior de todos, Balerion, o Terror Negro, podia ter engolido um auroque inteiro, ou até mesmo um dos mamutes peludos que diziam viver nas frias extensões para lá do Porto de Ibben.
(AGOT, Tyrion I)
Portanto, a ossada descoberta no Deserto Vermelho indica que o dragão que morreu ali era comparável aos maiores dragões da dinastia Targaryen. À luz da negativa de Martin de elaborar mais sobre a história de Qarth, essa descoberta passa a ser mais chamativa, pois parece indicar que, no passado, os qaathi (povo do qual os qarthenos são os últimos descendentes vivos) foram capazes de derrotar dragões desta magnitude.
Outro item que conecta valirianos e quarthenos é o berrante Atador de Dragões. Euron Greyjoy afirma ter reivindicado o artefato quando caminhou sobre Valíria. Contudo, muitos leitores (e até personagens) duvidam dessa afirmação, e acreditam que Euron roubou o berrante dos magos qarthenos que ele sequestrou (dentre os quais, o inimigo declarado de Daenerys, Pyat Pree). Esta suspeita encontra respaldo em uma fonte semi-canônica (APP, Qarth).
Entretanto, para fins da presente reflexão, interessa saber como os magos da Casa dos imortais conseguiram um berrante com glifos valirianos, feito de chifre de dragão, que supostamente tem o poder de submeter e “atar” dragões à vontade de quem quer que o sopre.
É difícil de se pensar que valirianos presenteariam qarthenos com instrumentos mágicos capazes de domar dragões, à qualquer título que fossem (ex: presente de casamento, oferenda aos imortais ou recompensa por serviços). Seria mais simples que alguém em Qarth o tivesse roubado dos valirianos. Não necessariamente enquanto os donos originais estivessem vivos.
Enquanto refletia sobre o adestramento de Drogon, Daenerys recordou que “os senhores de dragões da antiga Valíria controlavam suas montarias com feitiços de ligação e cornos mágicos” (ADWD, Daenerys X). Nesse sentido, a ossada do dragão no Deserto Vermelho poderia ser uma pista de como os magos o adquiriram. A pilhagem do cadáver de um cavaleiro de dragão que a cidade logrou derrotar explicaria a origem do berrante.
O artefato mágico, inclusive, poderia explicar porque os valirianos nunca expandiram seu império até Qarth. De posse do berrante, os qarthenos poderiam neutralizar o perigo dos dragões de Valíria. O Deserto Vermelho e as muralhas triplas forneciam a proteção da cidade contra investidas por terra, porém o Atador de Dragões seria a garantia de que Qarth estaria à salvo do fogo dos dragões.
Por fim, a última razão: George poderia ainda estar preocupado em dividir informação sobre Qarth porque teria que revelar os segredos da Casa dos imortais e da ordem dos Magos qarthenos, da Sombra da Tarde que eles consomem e das árvores de casca preta e folhas azuis (represeiros de cor invertida) de onde a bebida é extraída.
A mais breve incursão em tais assuntos poderia revelar demais sobre a trama que Martin está reservando para os próximos livros. De fato, os magos de Qarth retornaram à cena em “A Dança dos Dragões” com Euron Greyjoy e chegaram a Westeros antes de Daenerys. Portanto, sua crescente importância como vilões revela um potencial para influenciar o próprio final da saga.
Assim, é natural que Martin procure contornar qualquer oportunidade de falar sobre os magos e a natureza de sua magia. É certo que, como uma organização milenar em Qarth, a Casa dos Imortais deve ter desempenhado papel ativo na proteção da cidade contra eventuais investidas dos valirianos e outros invasores. Assim, falar sobre a história de Qarth é, de certa forma, discutir a natureza dos poderes do magos.
Essas são as razões que consegui supor. Como vemos, todas essas especulações são muito coerentes… mas não temos como afirmar nada disto com convicção.
Com efeito, Qarth não é o único lugar do mundo conhecido que possui organizações secretas com perfil mágico. Yandel foi capaz de dedicar um capítulo inteiro a descrever Braavos em ricos detalhes (apresentando um mapa, inclusive) sem que nenhum segredo dos Homens sem Rosto fosse revelado em “O Mundo de Gelo e Fogo”. Outro capítulo foi dedicado à Asshai (onde também há magos qarthenos em atividade) e a cidade continua tão misteriosa e insondável como sempre. Porto Real foi muito citada e explorada, mas não ganhamos nenhum conhecimento novo sobre a Guilda dos Alquimistas.
Assim, não há razão para acreditarmos que Martin não seria capaz de apresentar a história e a cultura de Qarth evitando discutir a natureza da magia praticada na Casa dos imortais.
Quanto ao Atador de Dragões, apesar de que a hipótese apresentada logre juntar os poucos elementos que temos à disposição de modo coerente, não há qualquer justificativa para nos fecharmos a outras possibilidade. Ou, questiono eu, seria absolutamente impossível que Martin alegasse que, no passado, um senhor de dragões valiriano sem montaria caiu em desgraça, passou por Qarth e vendeu seu valioso berrante para refazer sua fortuna? É uma explicação plausível.
Tampouco cabe alegar que um valiriano jamais cederia o berrante porque isso possibilitaria que Qarth desafiasse Valíria, pois, veja: independentemente de como o conseguiram, os magos têm um berrante. Se isso os pusessem em condições de competir com a península valiriana, o desafio já teria acontecido. E se o desafio já tivesse acontecido, Qarth teria se tornado sede de poder e teria seus próprios dragões. Como nada disso aconteceu, devemos concluir que o Atador de Dragões sozinho não tinha poder o suficiente para abalar Valíria.
Por outro lado, a carcaça de dragão em meio ao Deserto Vermelho dificilmente é prova contundente de coisa alguma, exceto de que ali foi o local do último descanso da fera. Pensar que a criatura era montada por um cavaleiro de dragão é mera especulação.
Ossos de dragão têm sido encontradas de Ibben a Sothoryos. Yandel acredita que isso é evidência de que essas criaturas, ainda que originárias das catorze chamas, “devem ter se espalhado pela maior parte do mundo conhecido antes de serem domados” (TWOIAF, História Antiga: A Ascensão de Valíria).
Além disso, há quem acredite que os dragões surgiram nas “Terras das Sombras para lá de Asshai e das ilhas do Mar de Jade“ (AGOT, Daenerys III). Portanto, os ossos no deserto vermelho podem ser apenas restos de um antigo dragão selvagem.
3. O mistério da fonte
Uma vez que Martin escolheu não nos dar uma fonte primária confiável sobre a história e cultura de Qarth, somente nos resta analisar a fonte a que ele faz remissão: o “Compêndio de Jade”, escrito por Colloquo Votar, um aventureiro de Volantis.
A obra de Votar foi mencionada primeira vez em “O Festim dos Corvos”, e depois novamente em “A Dança dos Dragões” e “O Mundo de Gelo e Fogo”. Na saga principal, porém, o livro não se limita a ser citado. Ele aparece na Muralha. Sam busca um exemplar nas bibliotecas subterrâneas de Castelo Negro para entregar a Meistre Aemon, que, depois de examiná-lo com ajuda de Clydas, o entrega ao Lorde Comandante Jon Snow.
Enquanto relia os livros para escrever esse artigo percebi pela primeira vez que o trecho em que Aemon e Jon conversam brevemente sobre o Compêndio de Jade aparece tanto em “O Festim dos Corvos” quanto em “A Dança dos Dragões” (AFFC, Samwell I; ADWD, Jon II). Fica parecendo que Martin achou por bem frisar aquela conversa.
Ao apresentar o Compêndio a Jon Snow, a intenção de Aemon era que o Lorde Comandante percebesse que a espada de Stannis não se parecia com a Luminífera da profecia de Azor Ahai. Jon chega a ler o livro, mas apenas nas páginas que o velho meistre fez Clydas marcar. O Lorde Comandante resume assim o trecho que leu (grifos nossos):
[…] – Eu olhei o livro que Meistre Aemon me deixou. O Compêndio de Jade. As páginas que falam de Azor Ahai. Luminífera era a espada dele. Temperada com o sangue de sua esposa, se é possível acreditar em Votar. Depois disso, Luminífera nunca foi fria ao toque, mas quente como Nissa Nissa havia sido quente. Em batalha, a lâmina queimava ardente em fogo. Uma vez Azor Ahai lutou com um monstro. Quando enfiou a espada pela barriga da criatura, o sangue do monstro começou a ferver. Fumaça e vapor saíram de sua boca, os olhos derreteram e escorreram pela sua face, e seu corpo explodiu em chamas.
Clydas piscou.
– Uma espada que faz seu próprio calor…
– … seria uma coisa boa na Muralha. – Jon colocou a taça de vinho de lado e vestiu as luvas negras de pele de toupeira. – Uma pena que a espada que Stannis empunha é fria. […]
(ADWD, Jon III)
A parte em negrito acrescenta fatos novos à versão da lenda de Azor Ahai que nos foi contada em “A Fúria dos Reis” por Sallador Saan. Desse modo, parece que o Compêndio conta com uma versão mais completa do mito. E esta versão teria sido resultado das viagens de um estrangeiro, Colloquo Votar, por “todas as terras do Mar de Jade” (AFFC, Samwell I ; ADWD, Jon II). E entre as terras estão Qarth, Yi Ti e Leng.
Por coincidência, este é o livro cujo relato sobre Qarth é, na opinião de meistre Yandel, a melhor fonte de informações que Westeros tem sobre a cidade e arredores (TWOIAF, Além do Reino do Pôr do Sol: Outras Terras ; TWOIAF, Os Ossos e Além: Yi Ti). O livro provavelmente também é a fonte mais completa. Caso contrário Yandel não se limitaria a dizer ao leitor para consultar o “Compêndio”.
Obviamente, a declaração de Yandel foi a forma achada por George Martin para nos dizer que só teremos acesso ao Compêndio (e a informações sobre Qarth) através do que as personagens nos contarem. Entretanto, ao colocar as coisas assim, Martin também nos revela que o Compêndio deve conter informações relevantes inéditas.
Mas quais são as informações que o “Compêndio de Jade” nos deu até o momento?
Samwell Tarly se refere ao livro como “um grosso volume de contos e lendas do Oriente” (AFFC, Samwell I), e realmente contos e lendas é tudo que sabemos haver nele. Segue a lista do que ouvimos falar:
  1. A versão mais completa que já ouvimos sobre a lenda de Azor Ahai e Luminífera, transcrita acima (ADWD, Jon III);
  2. uma lenda curiosa de Yi Ti sobre uma mulher com uma cauda de macaco que logrou trazer de volta o sol, após este ter escondido seu rosto da terra por uma geração – a lifetime, em inglês –, envergonhado de algo que ninguém jamais descobriu o que era (TWOIAF, História Antiga: A Longa Noite);
  3. O melhor relato sobre Qarth, na opinião de meistre Yandel (TWOIAF, Além do Reino do Pôr do Sol: Outras Terras);
  4. A afirmação de que, sob cada cidade de Yi Ti, existem outras três cidades mais antigas enterradas (TWOIAF, Os Ossos e Além: Yi Ti);
  5. o relato de que a Imperatriz de Leng, em pelo menos quatro vezes na história da ilha, condenou todos os estrangeiros da ilha à morte com base em ordens recebidas dos “Antigos”, deuses que viviam nas profundezas das cidades subterrâneas em ruína (TWOIAF, Os Ossos e Além: Leng).
Podemos observar que, fora o que já tratamos ao longo deste artigo, somente temos informações sobre Yi Ti e Leng, regiões que a primeira vista não são de interesse para a trama principal.
Ademais, das três informações, somente uma faz referência indireta a algo de interesse da trama principal: uma lenda sobre a experiência de Yi Ti durante a Longa Noite, em que uma heroína com cauda de macaco salvou o mundo de uma catástrofe.
Ocorre que essa lenda em específico parece reverberar na cultura de Yi Ti até os dias de hoje, da mesma forma como a lenda de Azor Ahai parece estar entranhada nos costumes dos qarthenos.
Não parece ser à toa que o livro pelo qual os westerosis tem a mais completa fonte de informações sobre Qarth é aquele que também contém a versão mais completa da lenda de Azor Ahai.
Explico: há algum tempo, leitores absolutamente detalhistas sugeriram que os vestidos femininos dos qarthenos, que deixam um seio exposto seriam uma referência à Nissa Nissa, a quem, segundo a lenda, Azor Ahai teria ordenado “desnude o peito, e fique sabendo que a amo mais do que a qualquer outra coisa no mundo” (ACOK, Davos I) antes de temperar luminífera em seu coração.
Isso já me soava como algo que se encaixa bem com o estilo de criação de mundo de Martin. Quando, à luz disso, eu li sobre a heroina com cauda de macaco, imediatamente me lembrei que Daenerys havia observado no mercado oriental de Vaes Dothraki “os homens de olhos brilhantes de Yi Ti com seus chapéus de cauda de macaco” (AGOT, Daenerys VI) e que “um gordo comerciante de tecidos de Yi Ti regateava com um pentoshi o preço de um corante verde qualquer, fazendo oscilar de um lado para o outro a cauda de macaco do chapéu quando balançava a cabeça” (AGOT, Daenerys VI).
Portanto, me sinto forçado a concluir que a influência que os mitos da Longa Noite exerceram sobre a moda de Yi Ti e Qarth foi criada para servir de exemplo de equiparação.
Este caso foi feito para servir de parâmetro e possibilitar ao leitor decifrar as correlações entre os eventos descritos no Compêndio de Jade e elementos da vida cotidiana das personagens, escondidas sob a fachada de contos e lendas de terra estranhas.
Por isso, acredito que o silêncio de Martin sobre Qarth funciona como convite à reflexão das evidências cifradas a nossa disposição. E, conforme se vê da lista acima, há no mínimo mais dois de relatos do livro de Colloquo Votar cuja funções na narrativa permanecem desconhecidas.
O que vocês acham?
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2020.06.10 05:39 allydunno Completamente perdida no vazio.

Aviso: desabafo muito grande e desorganizado cronologicamente e até ortograficamente. Sei que já exclui esse post várias vezes e coloquei novamente, peço perdão.
Não tenho tanto a reclamar da minha vida apesar de não querer ela, ela nunca foi extremamente ruim, tive os brinquedos que queria e de início uma família reunida. A memória mais vivida que tenho é do bullying. Entrei em uma escola aos 11 anos e foi lá que tudo começou a desandar. Fiz um grupo de amigas inicialmente que no fim eram tudo menos minhas amigas de verdade. A minha "melhor amiga" nesse grupo sempre teve problemas psicológicos (tinha problemas com a aparência dela) e sempre tentei ajudar apesar de ser bem ingênua na época mas, acho que não fiz o suficiente ou talvez não tenha sido uma amiga boa o suficiente. Ela dizia na minha cara que me odiava, me fez sentir mal muitas vezes mas ainda sim eu sentia compaixão e empatia por ela, não por pena mas sim porque eu a considerava minha amiga de verdade. Ela chegou a quase me enforcar um dia na escola, e depois passei a entender que talvez ela me odiasse de verdade. Um dia disse que se ela morresse a culpa seria minha e até hoje eu simplesmente não consigo esquecer isso. Não quero pintar ela como a vilã pois sei que ela estava lidando com conflitos internos mas ainda sim, a forma como fui quebrada e estraçalhada nessa amizade é irreversível. Sofri bullying por outras garotas na escola, minhas outras duas amigas desse grupo me humilharam algumas vezes e foi nessa escola que fui literalmente um objeto para satisfação alheia, não importa o quanto aquelas pessoas me machucassem eu ainda estaria ali por elas firme e forte. Eu passei a me arrastar para ir a essa escola, tomava remédios de ansiedade porque toda vez que eu via aquelas pessoas eu ficava extremamente ansiosa (tive problemas físicos com isso), nunca contei nada a minha mãe e para minha vó porque nunca achei que fosse importante. Inclusive gostei de um garoto (perto do meu último ano nessa escola, passei 4 anos lá) mas hoje em dia me pergunto se gostei dele de verdade ou se senti isso porque todos falavam que a gente dava certo junto, e bem, eu queria agradar todo mundo né?...
Aos 15 anos fui para outra escola começar o ensino médio, de início foi incrível uma das melhores coisas, perdi grande parte da minha timidez e parei de tomar remédios para ansiedade. Comecei a gostar de outro menino e com ele tive meu primeiro namoro e meu primeiro beijo, no começo foi mágico mas depois tudo começou a desandar. Ele queria me forçar a fazer sexo/a ter desejos sexuais, me criticava por não conseguir demonstrar meus sentimentos e afirmava que eu não o amava por causa disso tudo. Me destruiu psicologicamente pois me fez perceber o quão fraca e covarde eu sou. Foi nesse mesmo ano que me machuquei pela primeira vez. Novamente, achei que não era importante então não contei a ninguém.
No mesmo ano comecei a gostar de um garoto, um garoto que me amava de verdade, um garoto que teve uma decepção amorosa anterior e que se tornou meu melhor amigo. Em pouco tempo a gente se aproximou, demais. Beijei ele mas decidi acabar tudo antes de começar porque tive medo, medo de machucar ele assim como eu me machuco, medo de não demonstrar sentimentos e ele se decepcionar, medo de perder tudo. Ele se afastou e parou de falar comigo para sempre, até mudou de escola, me senti a pior pessoa do mundo e me sinto até hoje. Novamente não achei importante, fiquei calada
No ano seguinte, no meu segundo ano do ensino médio, comecei a namorar um garoto que todos falaram que não valia nada mas eu precisava desesperadamente de alguém para me ouvir, me abraçar e ele pelo menos disse que faria isso, mas nunca o fez. Lembro até hoje do dia que tive uma crise na escola (por causa de uma briga familiar) e ele ficou do meu lado olhando o celular o tempo inteiro, me senti uma ridícula por estar chorando e sendo uma namorada ridícula e fraca. Ele também insista na questão do sexo e até chegamos a fazer certas coisas nada muito além mas fiz apenas para agradar, não me sinto bem até hoje com isso. Novamente, fiquei calada.
No final do mesmo ano, tive outro relacionamento, fomos amigos de início mas logo começamos a namorar, de início foi bom -como sempre- mas conforme o tempo foi passando tudo piorou. Ele também insistiu na questão do sexo e bem, foi nesse relacionamento que sofri com estupro e diversos outros toques que me incomodaram. Certos toques eu simplesmente deixei porque ele gostava então achei melhor, melhor para ele mesmo eu não me sentindo nada confortável. No estupro, não tinha muita força para entender e minha mente se tornou um clarão mas impedi ele de ir bem além porque sei que ele iria. Estou com esse menino até hoje porque não consigo terminar, tenho medo, medo de machucar ele parece ridículo mas é verdade, me tornei dependente emocionalmente e mesmo querendo muito terminar não consigo fazer isso, agora irá demorar mais ainda com a quarentena. Enfim, não achei nada disso importante suficiente para falar então fiquei quieta.
Houveram outras coisas no meio desses anos, no meu último ano do fundamental meu pai se separou da minha mãe e nunca mais apareceu, não fala comigo, tentou tirar a casa que eu, minha mãe e meu irmão moramos, passou a viver com a nova família dele, não teve coragem de falar comigo nem para dizer que minha avó paterna havia falecido (isso aconteceu no finalzinho do ano passado).
Meu irmão (quando ainda eramos pequenos provavelmente uns 10 anos e ele uns 15) parou de falar comigo, talvez por raiva, tristeza, não tenho a mínima ideia hoje em dia só trocamos diálogos simples porque moramos na mesma casa, ele e minha mãe brigam várias vezes e parecem dois estranhos entre si ao invés de mãe e filho. Sinto falta dele e das conversas que tínhamos, do abraço dele, das risadas, dos momentos que tivemos mas hoje em dia ele está bem diferente, se tornou muito ganancioso e egoísta. Acho que não tive muita sorte com homens na minha vida sinceramente kkkk
Minha mãe e minha avó são os únicos motivos para eu continuar vivendo aqui, sei que as duas não suportariam viver sem mim então continuo aqui. Minha vó sempre se apoiou em mim e minha mãe também então não seria justo simplesmente fazer elas sofrerem por minha causa.
Me tornei um mar de angústia e desespero, me perdi de mim mesma, olho para o espelho e não sei quem está la mas sei que não tenho orgulho dessa pessoa. Sinto saudades da minha infância quando tudo era diferente, hoje em dia, me tornei destruída, sinto um grande vazio no meu peito. Já senti tristeza por mim, vazio, angústia, até mesmo ódio hoje em dia não sinto nada, sinto um grande vazio num imenso mar de solidão, angústia e silêncio. Não acho meus problemas importantes suficientes por isso nunca falo, acho que outras pessoas sofrem bem mais então não devo ficar falando sobre coisas fúteis como as minhas, falei aqui porque não conheço ninguém, ninguém me conhece e vocês serão como as pessoas que vejo na rua, prestarei atenção mas não nos veremos novamente por isso é mais fácil falar. Sinto essas coisas a muito tempo, desde pequena nunca contei nada para ninguém, talvez tenha sido influência do meu pai porque ele sempre foi uma pessoa fria então talvez me tornei assim também. Me acho um monstro por não conseguir sentir as coisas, faço praticamente tudo porque os outros querem me ver fazer ou gostam, usei diversas vezes roupas para agradar os outros, penteados para agradar os outros, enfim... Me perdi de verdade, não consigo mais organizar meus pensamentos porque tudo está se tornando um borrão. Sou extremamente racional então não irei tentar nada sério, apesar de pensar, me seguro aos meus pensamentos sãos. Talvez futuramente eu procure um psicólogo quando for maior de idade, assim não tenho que dar justificativas para minha mãe não estou preparada para contar tudo isso agora. Aos 17 anos me sinto extremamente perdida, não sei se irei conseguir amar alguém de verdade, não sei quem sou mais tenho apenas leves resquícios meus nesse borrão que eu vejo no espelho, não consigo falar o que sinto, sinto compaixão por todos menos por mim mesma, perdi minha humanidade comigo e não consigo mais encontrar, me sinto um objeto para satisfação alheia. Enfim, essa é só uma parte dos meus pensamentos desorganizados, nunca fui boa para escrever sobre isso mesmo, esse é meu desabafo sobre quase tudo.
Obrigada por ler, se estiver sentindo algo parecido comigo, pare um momento e olhe para o céu: olhar para as estrelas e sentir o vento gelado me ajuda às vezes, espero que te ajude também. ❤️
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2020.06.08 04:48 altovaliriano Shae (parte 2)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
A relação entre Tyrion e Shae começa com um tom promissor. Tyrion fica satisfeito por ter arranjado uma mulher esperta, indolente e com poucos escrúpulos. Shae arranjou um cliente abastado, zeloso e lúcido. A única coisa que vai se transformando durante A Fúria dos Reis é justamente a lucidez de Tyrion.
Agora estou livre de Tysha, pensou. Ela me assombrou durante metade da minha vida, mas já não preciso dela, não mais do que preciso de Alayaya, Dancy ou Marei, ou das centenas de mulheres iguais a elas com que fui me deitando ao longo dos anos. Agora tenho Shae. Shae.
(ACOK, Tyrion VII)
É uma situação que chegará a tal ponto de absurdo em A Tormenta de Espadas que até o próprio Varys se permite a um desabafo:
[…] Confesso que não compreendo o que há nela para fazer com que um homem inteligente como você aja tão tolamente.
(ASOS, Tyrion VII)
Eu acho que consigo responder a Varys o que há em Shae para que Tyrion haja como um bobo. Shae é a muleta na qual Tyrion se apoia durante sua ascensão á posição de maior importância que alcançou em sua vida. Tyrion ignora todos os defeitos de Shae porque ela se torna um amuleto de seu momento. Ele quer preservar Shae na mesma medida em que busca preservar o prestígio recém-adquirido.
Quando Tyrion conhece Shae à beira do Ramo Verde, o anão era apenas o mais desprezível dos Lannisters. Aquele que o próprio Tywin não se importava em enviar à morte como bucha de canhão. Porém, o aprisionamento de Jaime e a impotência de Cersei em controlar Joffrey elevam Tyrion ao terceiro lugar da Casa (Kevan era o segundo, tão importante que Tywin não pode enviá-lo a Porto Real).
Como já aleguei antes,tenho impressão de que a trajetória de Tyrion lembra aquela frase atribuída a Abraham Lincoln: "Quase todos os homens podem suportar adversidades, mas se quiser testar o caráter de um homem, lhe dê poder". A Guerra dos Cinco Reis dá e tira poder de Tyrion, mas ele sempre pode contar com o afeto artificial de Shae.
É real, tudo isso, pensou, as guerras, as intrigas, o grande jogo sangrento, e eu no centro de tudo… eu, o anão, o monstro, aquele de quem zombavam e riam. Mas agora tenho tudo, o poder, a cidade, a moça. Foi para isso que fui feito e, que os deuses me perdoem, adoro tudo…
(ACOK, Tyrion VII)
Porém, o isolamento de Tyrion no poder faz com ele confunda os serviços incondicionais da prostituta com lealdade incondicional. Tyrion desenvolve sentimentos para com Shae, mas não amor, e sim dependência.
Idiota, disse depois a si mesmo, enquanto descansavam no meio do colchão afundado, entre lençóis amarrotados. Nunca aprenderá, anão? Ela é uma prostituta, maldito seja, é o seu dinheiro que ama, não o seu pau. Lembra de Tysha?
(ACOK, Tyrion I)
Tyrion pensa em Shae como uma prostituta e faz para ela os planos que homens fazem para suas concubinas. Ele não ousa sequer sonhar em casar com ela, mas, claro, sabemos que ele pensa assim exatamente porque sabe o que Tywin faria com ela se soubesse. O que Tyrion não conta ao leitor (e nem poderia) é que é justamente porque o pai o proíbe que ele passa a projetar Tysha (seu outro amor proibido) sobre Shae.
Em outras palavras, ele não ama Shae, ele ama a sombra que Tywin jogou sobre ela e, em razão de seu isolamento no poder, Tyrion fica cada vez mais dependente desta relação. Especialmente porque, desta vez, ele não quer que as coisas terminem como terminaram da última vez.
[...] gostaria de ser sua senhora, senhor. Vestiria todas as coisas bonitas que me deu, cetim, samito e pano de ouro, e usaria suas joias, pegaria na sua mão e sentaria ao seu lado nos banquetes. Poderia dar-lhe filhos, sei que poderia… e juro que nunca o envergonharia.
Meu amor por você já me envergonha o suficiente.
(ACOK, Tyrion X)
Shae, contudo, não corresponde nenhum destes sentimentos. Até porque Shae tem pouca capacidade para empatia (uma das coisas que a série de TV difere dos livros). Talvez seja porque a prostituição a fez assim. Ou talvez ela simplesmente é assim.
De fato, quando fala sobre seu trabalho como aia de Lollys Stokeworth após ela sofrer estupro coletivo durante a revolta do pão, Shae desmerece o trauma de Lollys e só mostra nojo com a sujeira de Lollys com a comida:
Está dormindo. Dormir é tudo o que quer fazer, a grande vaca. Dorme e come. Às vezes adormece enquanto está comendo. A comida cai para dentro de sua manta e ela rola em cima, e tenho de limpá-la – fez uma cara enojada. – Tudo o que fizeram foi fodê-la.
(ACOK, Tyrion XII)
Essa resposta é particularmente interessante, pois, em um capítulo anterior, Shae havia assim reagido quando o anão lhe contou sobre a punição de Tysha:
Os olhos de Shae tinham-se aberto muito, mas Tyrion não conseguiu ler o que havia por trás.
(ACOK, Tyrion X)
Apesar de sua esperteza, Shae demonstra repetidas vezes ter uma visão míope sobre como o mundo de Tyrion funciona. Quando Tyrion afirma que não poderia casar com ela por causa de sua família, Shae aparece com uma solução brilhante: mate sua família.
– Então mate-a e resolva o assunto. Não é como se houvesse algum amor entre vocês.
Tyrion suspirou.
– Ela é minha irmã. O homem que mata seu próprio sangue é para sempre maldito aos olhos dos deuses e dos homens. Além disso, [...] meu pai e meu irmão gostam dela. […] Contra Jaime ou meu pai, não tenho mais do que umas costas tortas e um par de pernas atrofiadas.
– Tem a mim – Shae o beijou, deslizando os braços em volta de seu pescoço enquanto pressionava o corpo contra o dele.
(ACOK, Tyrion X)
Em outro momento, quando Varys estava propondo o enigma do mercenário, Shae deixa escapar em um ato falho que o homem rico era o mais poderoso:
– Numa sala estão sentados três grandes homens, um rei, um sacerdote e um homem rico com o seu ouro. Entre eles está um mercenário, [...]: Quem sobrevive e quem morre? […]
Shae franziu seu lindo rosto.
– O rico sobrevive, não é?
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae fica sabendo que Tyrion habitaria a Torre da Mão na Fortaleza Vermelha, ela faz de tudo para manipulá-lo a levá-la também. Mesmo quando Tyrion aluga uma mansão para ela, Shae parece insatisfeita o suficiente para certas máscaras começarem a cair:
Tinha instalado Shae numa vasta mansão [...]. Queria passar mais tempo com ele, tinha dito; queria servi-lo e ajudá-lo. “Ajuda-me mais aqui, entre os lençóis”, disse-lhe uma noite depois do amor [...]. Ela não tinha respondido, exceto com os olhos. Foi aí que viu que aquilo não era o que ela queria ter ouvido.
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae vislumbra que o plano de Tyrion para trazê-la para o castelo era deixá-la nas cozinhas como lavadora de pratos, Shae chega a pedir para ficar na mansão (“não podia apenas me dar mais guardas?”). Tyrion a agride quando ela desdenha do poder de Tywin, ele lhe conta sobre Tysha e ela finalmente concorda.
Neste diálogo vimos Shae fazer alegações sobre seu próprio passado como forma de ameaça velada de deixar Tyrion, com clara intenção de manipulá-lo. Contudo, quando Tyrion a confronta com a versão anterior do relato, ela simplesmente mente para consertar a contradição:
Meu pai fez de mim a ajudante de cozinha dele – ela disse, com a boca se contorcendo. – Foi por isso que fugi.
Tinha me dito que fugiu porque seu pai fez de você a prostituta dele – lembrou-lhe Tyrion.
Isso também.
(ACOK, Tyrion X)
Como Tyrion logo depois conta a Shae que decidiu lhe dar o cargo de aia de Lollys, eu acredito que a garota deve ter sentido que havia conseguido persuadir Tyrion com sua insistência, ignorante de que a alternativa havia sido apresentada e arranjada por Varys.
Eu, inclusive, suspeito que foi neste momento que Shae passou a constar da folha de pagamento do eunuco, que fez isso justamente para evitar que ela entrasse na folha de Petyr Baelish. Permitam-me explicar.
Tyrion havia enganado Varys, Pycelle e Mindinho sobre seus planos com Myrcella (ACOK, Tyrion IV), mas Petyr havia ficado realmente irritado por ter sido dobrado pro Tyrion (ACOK, Tyrion V). Tyrion já está usando o túnel da mão pra visitar Shae há um bom tempo (ACOK, Tyrion III), mas certo dia Tyrion chega ouvir “o som de música pairando sobre os telhados” quando sai dos estábulos (ACOK, Tyrion VII), indicando que talvez Symon Lingua-de-Prata já estivesse espiando as redondezas.
Pois bem, Petyr deixara Porto Real para Ponteamarga algum tempo antes de Myrcela partir (ACOK, Tyrion VIII), um álibi clássico de Petyr antes de dar o sinal verde para seus planos. Após a revolta do pão, Symon já está na mansão com Shae algo que Tyrion não saberia caso não tivesse abandonado a cautela e saído a galope por Porto Real, “correndo para o seu amor” (ACOK, Tyrion X).
Mas a fala de Shae sobre Symon parece indicar que Symon é um visitante habitual desde um pouco depois de que Tyrion e Mindinho tiveram sua desavença:
– Não vai lhe fazer mal, não é? – Shae acendeu uma vela perfumada e ajoelhou-se para tirar suas botas. – Suas canções alegram-me nas noites em que você não vem.
(ACOK, Tyrion X)
Portanto, eu acredito que Symon é um agente de Mindinho que está espionando Shae a fim de descobrir pontos fracos na Mão. Alguns leitores acreditam que a própria Shae seria uma espiã de Petyr, a partir do fato de que ela estava bem informada demais sobre as atrações do casamento de Joffrey - especialmente a justa de bobos (ASOS, Tyrion II). Entretanto, estes leitores deixam passar que foi Symon quem trouxe essas informações à Shae.
Não por outra razão, no mesmo capítulo que Symon e Tyrion se encontram pela primeira vez, Varys encontra a solução perfeita para trazer Shae para a corte. Varys combina perfeitamente as necessidades ostentadoras de Shae, os desejos de Tyrion e a necessidade de tirar urgentemente a menina da linha de fogo dos agentes de Petyr.
– É melhor aia de uma senhora do que ajudante de cozinha –Shae dissera quando Tyrion lhe contou o plano do eunuco. – Posso levar o cinto de flores de prata e o colar de ouro com diamantes negros que disse que se pareciam com meus olhos? Não os usarei, se disser que não devo.
(ACOK, Tyrion XI)
Por outro lado, Lollys é a patroa ideal para neutralizar a ganância de Shae. O esquema de Varys requeria que ele contasse à mãe de Lollys (Senhora Tanda) que a aia atual de sua filha estava roubando jóias (ACOK, Tyrion X). Não sabemos se esta história é verdade ou Varys iria armar para cima da atual serva. O que importa perceber é que, uma vez que a história vazasse, Tanda provavelmente endureceria a vigilância sobre a nova criada, deixando pouco espaço para Shae causar problema roubado coisas na corte.
Como se vê, a natureza de Shae está muito aparente para aqueles ao redor de Tyrion, exceto para o próprio Tyrion. Por mais que exercite com frequência a lembrança de que ela é uma prostituta atrás de dinheiro e conforto, e de saber que a relação entre eles não passará daquele estágio de amor proibido, ele parece incapaz de fantasiar com seu afeto.
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2020.05.25 22:55 GreenDayTodayEver Talvez um pedaço da minha história ajude alguém

Galera, há um tempo eu queria escrever uma série de conselhos que desenvolvi durante a vida, em episódios que vivi. Hoje com quase 40, bem casado, posso talvez dar algumas dicas. Me machuquei muito na vida, mas a vida começou mudar quando entendi certas coisas e principalmente quando comecei a me importar mais com as pessoas sem querer nada em troca.
1 - Ache a sua turma e entenda: vc pertence a ela
Quando eu era criança, sofria bullying na escola, todos meus amigos me chamavam de gordinho, eu não ligava e mostrava o dedo do meio para eles. Era ruim de futebol, mas mesmo assim me enturmava com outra galerinha que gostava de mim, que tinha gostos parecidos e foda-se o resto. Sim. Isso machucava porque as pessoas que eu pensava que eram bacanas, não eram.
2 - As expectativas podem te machucar muito
Sempre fui feio. Para falar a verdade, horrível. Até hoje me olho no espelho e falo: cara como tu é feio pra kct e pergunto para a minha mulher: como vc foi gostar de mim assim? Ela ri e me acha o cara mais lindo do mundo, e isso que me importa. E ela é a mais linda para mim e acabou.
Mas curiosamente eu levei diversos foras quando adolescente. Lembro até hoje quando me apaixonei por uma garota e ela me disse exatamente assim: Cara vc é feio pra caramba, vc só sabe tocar guitarra (eu tinha uns 17) vc acha que será alguém na vida? Eu fiquei sem dizer nada, enfiei a viola no saco, como diz o ditado popular e fui embora para casa chorando que nem um bobo com uma roupa nova da bad boy que tinha acabado de comprar com minha mesada e meses que guardei grana para um Rebook Pump só para ficar bonitão e me declarar para ela. (Edit com esse detalhe)
3 - Cuidado com as pessoas que te humilham por vc ser pobre (ser pobre não é para sempre)
Na cidade pequena onde nasci, eu frequentava uma igreja medíocre que existe até hoje, que tinha pessoas "ricas" da cidade. Até hoje, continua a mesma bosta. Não sabem o que é amor ao próximo e continuam "seletivos". Pessoas daquela "casta" sempre humilharam os mais pobres e classe média. Isso incluiu minha família e eu. Não era pobre necessitado na época, mas minha família era de classe média. Meus colegas viviam dizendo que iam para a Disney etc e contavam e contavam como era lá e me traziam um lápis com uma borracha só, mas eu ficava com vontade... Eu não podia ir, meus pais não tinham como pagar, era tempo de vacas magras e, como se não bastasse, tinham falido.
Todos sem exceção tiravam sarro e me humilhavam de graça. Tinha 1 ou 2 amigos de verdade naquela época dentro daquela MERDA DE IGREJA. Hoje eu sei a REAL definição de igreja. Depois no final vcs entenderão.
4 - Não seja o bobo que compartilha conhecimento de graça
Descobri uma grande vantagem no ensino médio: por conta dos meus problemas eu era vagabundo para estudar mas inteligente. Então, percebia que as menininhas bonitinhas e os carinhas populares queriam material de aula para "copiar" minhas notas de aula, exercícios, tiravam dúvidas. Eu não perdoava, mandava a merda e não compartilhava, porque como adolescente, eu via meu pai falar de sucesso, de coisas que vc deve ou não compartilhar e que as pessoas vem sorrindo para geralmente pedir. Me tornei um cara amargo mas ainda inexperiente na vida e as vezes até imbecil no trato com as pessoas. Só não queria me machucar mais.
5 - Seja o melhor. Sempre há tempo. Mas não humilhe ninguém.
Quando entrei na faculdade decidi que a vagabundagem iria me deixar. Conquistei 5 amigos que eram fodas. A gente era a elite da turma no sentido do conhecimento. Não perdoávamos as outras panelas. Nós éramos os Ramones da computação hahahaha. A gente era foda. Só tirávamos notas fodas. Eu tinha amigos DE VERDADE, perdi dois por câncer já. Uma pena, mas, a gente mostrava que estava ali para estudar. Eu era feio, mas as meninas me amavam porque eu era foda. Eu era inteligente, só tirava 8, 9 e 10. Não me formei com nenhum 5, não tive uma DP e fiquei em exame só uma vez numa baita universidade. Mas minha tristeza com as decepções do passado da adolescência me fizeram ficar esperto com as mulheres.
Tratava todos bem. Ajudava a galera e quanto mais ajudava, eu não sei exatamente o que acontecia mas as coisas davam certo para mim. Ajudava todos.TODOS sem exceção e me tornei menos amargo e mais altruísta. Meu apelido entre os maldosos era o bom samaritano, porque os caras falavam: lá vem o crente que não vai em baladas e é mala. Mas não ficava falando de evangelho nada disso. mas minha vida era levada a sério. Só. Eles percebiam que eu estava ali para tentar mudar de vida e não para perder tempo.
6 - Não tenha vergonha de quem vc é
Eu tinha arrumado um estágio no segundo ano da faculdade já. Mas eu teria que ir de carro ... falei para meu pai: e agora pai? fodeu? Eu era quebrado... ele comprou um corcel 2 para mim, velho. Todo ferrado. Demos uma reformada no bicho mais ou menos porque meu pai não tinha dinheiro para comprar um carro melhor. Eu chegava para estudar no inverno de corcelzão vermelho hahahahaha com insulfilme g5 (única coisa que eu tive grana para colocar para não pegar sol na cara) e um rádio pionerr que um amigo da faculdade me deu... e parava ao lado do carro do meu melhor amigo que tinha uma caminhonete da Dodge vermelha que dava para comprar uns 20 carros iguais o meu. E esse cara, grande amigo meu, foi um anjo que Deus colocou na minha vida. Ele falava assim: cara, vc é demais cara, vc é o irmão que não tive, cara vc é foda, vem de corcel todo dia, pega pista, porra cara vc é corajoso (tudo era necessidade) e ele era bom de coração demais para mim.
A gente fazia nossos churras, eu me lembro uma vez que cheguei em um dia de inverno tom o vidro aberto, ouvindo Ramones dentro do corcel ahahahahah e a galera ficava hahahahaha tipo: porra quem é esse cara idiota, nossa que besta, de corcel aqui na faculdade? Credo... essa faculdade tá perdendo o nível.
7 - As oportunidades certas na hora certa
No segundo ano da faculdade, conheci minha esposa! claro tínhamos só 20 anos hahahaha. Minhas notas melhoraram ela me jogou para cima. Foi a melhor coisa que me aconteceu. Conheci ela e começamos a namorar. A minha vida ficou boa e eu estava assim meio ansioso, mas, deixei a vida rolar. Resumo? hoje estamos há 18 anos juntos :-) hahahahahah lembro até hoje quando ela pegou na minha mão dentro do corcel e falou: vc é tão gatinho e inteligente hahahahah (gente eu sou mais feio que o corcel hahahaha), mas, foi assim demais e lembro de cada detalhe.
Conselho: não tenha medo, as coisas acontecem na hora certa. Acredite.
8 - Sendo correto, tudo dá certo
Eu e meus amigos não colamos durante a graduação inteira. Nunca.
Foi tudo uma beleza, todos nós nos formamos! Todos nós demos certo na vida. Todos nós queríamos o bem das pessoas, todos nós estamos casados com as namoradas que conhecemos na época de faculdade e todos nós tivemos ou temos empresa, todos nós JÁ PASSAMOS POR MUITO SUFOCO (nem tudo foi fácil). Um dos meus amigos foi assaltado, tomou um tiro e está vivo. É... galera... vários sufocos.
Com exceção de 2 que tiveram câncer que infelizmente fazem falta pra caramba para nós. O resto está bem, a gente se apoia a gente se importa e a gente sempre faz o bem a quem puder.
9 - Não ligue o foda-se em situação nenhuma - importe-se
Eu mudei bastante minha personalidade por conta dos traumas de infância e passei a querer o bem de todo mundo sem nada em troca e sem medo de me machucar. Porque entendi: pessoas que vem para nos causar mal, estão causando mal a si mesmas. Eu vi muito cara da cidade onde nasci passar necessidades e era o popular da escola, o bonzão. Uma pena. A vida muda, a vida escolhe quem presentear.
Passamos perrengues juntos. Perdemos pessoas queridas, mas éramos fodas juntos. Um ajudava o outro, estávamos ali. Ninguém abandonava ninguém. Até hoje, somos confidentes. Uns estão melhor que outros financeiramente (mas nós mesmos sabemos que isso não importa porque ninguém mudou), mas somos todos iguais e nos ajudamos sempre. Já teve um amigo nosso que perdeu emprego agora na quarentena e estamos sustentando ele e a família. É isso que somos. Unidos, uma família de verdade.
10 - Seja você e tenha seus amigos como Porto Seguro
Seja você. Se vc quer usar jaqueta do Ramones ao invés de dobrar a manga da camiseta porque está na moda para os homens, use a jaqueta. Esqueça a moda se não se importa. Seja você. As pessoas gostarão de vc pela sua autenticidade, pela seu jeito de viver. Por vc ser você! Aproxime-se de quem gosta de vc. Essas pessoas serão um porto seguro. Porque vc será autentico confiável e principalmente AMIGO. não quele coleguinha sem conversas profundas, sem conselhos e sem se importar. Nossa eu tenho tantos coleguinhas galera... é um porre... o cara dá bom dia reclama da vida, quando acontece uma coisa boa na vida dele ele não te conta. hahahahaha. Coleguinhas que querem só encher seu saco e acham que vc é uma cesta de lixo. Coisa boa não conta, mas desgraça é todo dia. É um porre.
Ame quem te ama! Procure amar as pessoas também e desenvolver laços de amizades verdadeiros. Isso demora anos, mas vale a pena.
Continuo sendo cristão, mas não naquela igreja seletiva e podre. Numa igreja que realmente faz a diferença. Todos eles Continuam com suas religiões, mas isso não importa porque nos respeitamos e somos muito amigos. Porque a amizade é verdadeira e nos importamos e convivemos bem com nossas diferenças.
Finalmente...
Enfim galera, espero que essa experiência tenha motivado vc a ser uma pessoa humana, que tenha um grupo de amigos e que se importe. Que vc não se sinta menor por conta das suas dificuldades, ou se "está pobre" vc não é pobre, vc está pobre, mas isso não é para sempre. Tenha o grupo CERTO de amigos e pessoas que gostam de vc e vc não precisará buscar "aceitação" de ninguém. Existe muita gente boa no mundo galera! Minha vida até os 18 foi uma bosta. Mas, da faculdade em diante graças a Deus muita coisa mudou! Mas eu mudei também, larguei a tristeza e parti em direção ao: fazer, ser, se importar, fazer o bem e não ligar para quem nos faz mal e pronto!
Espero ter ajudado.
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2020.05.22 00:22 edududis Sobre Platão e a prática de apadrinhamento na grécia antiga

Hoje, numa discussão ente amigos num grupo de watsap, meu irmão e eu detectamos nos comentários de um amigo um certo teor de homofobia. Algo sutil, poderiamos estar equivocados. Esse nosso amigo se autodeclara filosofo, ele participa daquele grupo novacropole. É instrutor lá inclusive. Para testar se estavamos ou não enganados meu irmão deu aquela provocada então, dizendo que ele não era filosofo clássico à moda dos gregos. Começou então uma longa discussão a respeito da pederastia na grecia antiga. Ele negava veementemente, inclusive dissertações de mestrado sobre isso. Ao fim depois de varios argumentos e documentos, ele cunhou que tudo bem mas que platão não era adepto da pratica de apadrinhamento. Pra ele isso era inadmissível, não obstante isso, ele me lancou um desafio, encontrar uma só obra de platão em que ele endossasse tal pratica.
Com 5 segundos de pesquisa a partir de um crtl f encontrei em seu celebrado livro o banquete o seguinte trecho:
""como cortículos do macho, gostam dos homens e se comprazem em deitar-se com os homens e a eles se enlaçar, e são estes os melhores meninos e adolescentes, os de natural mais corajoso. Dizem alguns, é verdade, que eles são despudorados, mas estão mentindo; pois não é por despudor que fazem isso, mas por audácia, coragem e masculinidade, porque acolhem o que lhes é semelhante."
Diante disso, apresentando uma certa descrença ele me acusou de pegar um recorte fora do contexto, pergunto aos senhores então, se esse texto não é cristalinamente claro, diria até peremptorio que Platão avalizava tal conduta?

Disclaimer: Não sou homofóbico, minha curiosidade é genuína.
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2020.05.11 05:03 altovaliriano Jon Snow (Parte 5)

Começo o texto como uma pergunta: se Jon tivesse se oposto à migração dos selvagens para a Dádiva ainda haveria motim? Em outras palavras, eu estou querendo saber se Bowen Marsh ainda tramaria contra Jon apenas com base na execução de Janos Slynt e na deserção para lutar contra os Boltons.
A reposta desta questão é necessária para entender a natureza dos acontecimentos em Castelo Negro a partir do momento em que Janos Slynt é executado. A impressão mais comum é que as decisões impopulares do Lorde Comandante vão contrariando as facções representadas por Bowen Marsh e Othell Yarwyck, até esgotar a paciência deles quando Jon Snow resolve dar batalha a Ramsay Snow.
Porém, isso não é inteiramente verdade. Eu ouso dizer que ainda haveria motim mesmo que Jon acatasse todos os conselhos de Marsh em relação aos selvagens. O problema de Marsh com o novo Lorde Comandante eram pessoais, e se tornaram ainda mais pessoais com a morte de Janos Slynt.
No final de A Tormenta de Espadas, depois de nove turnos de votação, havia apenas sete candidatos ao cargo de Lorde Comandante, mas apenas cinco com número considerável de votos. Bowen Marsh era o quinto colocado, Othell Yarwyck era o quarto. Entretanto, Yarwyck demorou mais tempo do que Marsh para começar a perder votos:
Depois da noite passada, restavam sete. Sor Denys Mallister reunira duzentos e treze penhores, Cotter Pyke, cento e oitenta e sete, Lorde Slynt, setenta e quatro, Othell Yarwyck, sessenta, Bowen Marsh, quarenta e nove, Hobb Três-Dedos, cinco, e Edd Doloroso Tollett, um. Pyp e suas estúpidas brincadeiras. Sam verificou as contagens anteriores. Sor Denys, Cotter Pyke e Bowen Marsh vinham todos perdendo votos desde o terceiro dia e Othell Yarwyck, desde o sexto. Só Lorde Janos Slynt subia, dia após dia após dia.
(ASOS, Samwell IV)
Somente depois da décima votação foi que Marsh resolveu ceder sua candidatura e declarar a apoio a ninguém menos do que Janos Slynt, justificando seu voto a partir da experiência de Slynt à frente dos Capas Douradas em Porto Real:
Foi seguido por Bowen Marsh, que se ergueu comuma mão no ombro de Lorde Slynt. – Irmãos e amigos, peço que meu nome seja retirado desta escolha. O ferimento ainda me causa problemas e temo que a tarefa seja grande demais para mim... mas não para Lorde Janos aqui, que comandou os homens de manto dourado emPorto Real durante muitos anos. Vamos todos lhe dar o nosso apoio.
(ASOS, Samwell IV)
Porém, na verdade, todos sabemos que essa experiência é apenas uma fachada, um pretexto empregado por Marsh para enfiar a palavra “Porto Real” em seu discurso. Muitos apologistas de Marsh e do motim em Castelo Negro gostam de apontar Marsh como um legítimo homem da Muralha, visceralmente contrário à Patrulha tomar partido em assuntos dos Sete Reinos.
Entretanto, essas alegações não resistem a qualquer releitura. Desde a eleição, Bowen Marsh vinha utilizando o nome de Tywin como forma de persuasão à candidatura de Slynt:
– Lorde Tywin é favorável a Slynt – disse Bowen Marsh, numa voz inquieta e ansiosa. – Posso lhe mostrar a carta dele, Othell. Chamou Slynt de “o nosso fiel amigo e servidor”.
(ASOS, Jon XII)
Que importava a um legítimo homem da Patrulha da Noite se o Trono de Ferro preferia este ou aquele candidato? Com isto não estou querendo dizer que não seja inteligente da parte de Marsh preferir o candidato que conta com o apoio do governo central dos reinos que ele jurou defender. O próprio Jeor Mormont deu o comando da primeira patrulha de Waymar Royce para “não ofender” Lorde Yohn Royce (AGOT, Tyrion III), alguém notoriamente menos poderoso do que Tywin.
Ocorre que Marsh não é Jeor Mormont. Marsh não tem a mínima vontade de se manter neutro nos assuntos dos homens. Mesmo após a morte de Tywin, Marsh continua insistindo a Jon que se oponha a Stannis:
– Eu sei o que dizem. – Jon ouvira os sussurros e vira homens se afastarem quando ele cruzava o pátio. – O que eles queriam que eu fizesse? Que pegasse em armas contra Stannis e contra os selvagens? Sua Graça tem três vezes os homens que nós temos e, além disso, é nosso hóspede. As leis da hospitalidade o protegem. E nós temos uma dívida com ele.
– Lorde Stannis nos ajudou quando precisamos de ajuda – Marsh disse obstinadamente –, mas ele ainda é um rebelde, e sua causa está condenada. Tão condenada quanto estaremos se o Trono de Ferro nos considerar traidores. Devemos ter certeza de não escolher o lado perdedor.
Não pretendo escolher lado algum – disse Jon –, mas não estou tão certo do resultado desta guerra como você parece estar, senhor. Não com Lorde Ty win morto. [...] O leão em Porto Real é um filhote, e o Trono de Ferro é conhecido por fazer homens crescidos em pedaços.
(ADWD, Jon III)
O início da resposta que Jon dá a Marsh é mais próxima do que poderíamos esperar de um homem da Patrulha da Noite. Entretanto, Jon não se limita a isso, fazendo um cálculo político até razoável, que põe tudo que Marsh falou em perspectiva.
Se fosse a intenção de Bowen apenas entrar nos cálculos do custo-benefício para a Patrulha da Noite, deveria então ter respondido a Jon que Tommen até podia ser criança, mas Roose Bolton não era, tampouco Ramsay, e ambos poderiam sentir a necessidade de intervir na Patrulha se ela continuasse a apoiar Stannis.
Contudo, Bowen não faz isso. Sua nova linha de argumento revela que ele não gosta de Stannis, porque ele é um rei herético, enquanto Marsh é fiel aos Setes (como apontei no último texto):
– Ele pode ser um menino, senhor, mas... o Rei Robert era bastante amado, e a maioria dos homens ainda aceita que Tommen é seu filho. Quanto mais eles veem Lorde Stannis, menos o amam, e gostam ainda menos da Senhora Melisandre, com seus fogos e seu sombrio deus vermelho. Eles reclamam.
(ADWD, Jon III)
Bowen Marsh não liga realmente para a Patrulha ou neutralidade política, seus problemas estão mais ligados com a quebra do status quo. E sua convicção quanto a isso é forte o suficiente a ponto de leva-lo a decisões absurdas.
Por exemplo, quando deixou Castelo Negro para ir combater o Chorão na Ponte das Caveiras, Bowen deixou como castelão Sor Wynton Stout, um cavaleiro desmemoriado com mais de 80 anos de idade, simplesmente pelo fato de que ele era o único cavaleiro ungido na guarnição:
[Jon]: – Se Marsh partiu, quem foi que o nomeou como castelão?
O armeiro soltou uma gargalhada.
[Donal Noye]: – Sor Wynton, que os deuses o protejam. O último cavaleiro no castelo, e tudo mais. O problema é que o Stout parece ter se esquecido e ninguém se apressou em lembrá-lo disso. Suponho que sou o melhor que temos agora como comandante. O mais feroz dos aleijados.
(ASOS, Jon VI)
O mesmo acontece quando ele se opõe a nomeação de Cetim como intendente de Jon, Couros como novo mestre-de-armas de Castelo Negro (ADWD, Jon VIII) ou quando inventa um desculpa para fazer com que recrutas sulistas façam seus votos no septo ao invés de diante dos represeiros na Floresta Assombrada (ADWD, Jon VII).
Nada disso foi “surgindo com o tempo”. São questões pessoais de Marsh que acompanham Marsh desde que ele desistiu da candidatura em prol de Janos Slynt. Quando Bowen se aliou ao ex-capa dourada, estava deixando claro sua oposição a Stannis (cuja intenção era deixar passar pela Muralha os selvagens “convertidos”). Após a eleição de Jon, Bowen era facilmente seu terceiro opositor mais influente, depois de Janos e Alliser.
O mesmo não acontecia com os demais candidatos. Othell Yarwick, por exemplo, que sempre aparece ao lado de Bowen para contestar as decisões de Jon, não era motivo de preocupação. Primeiro porque ele era conhecido por ser uma pessoa tratável:
[Cotter Pyke]: Othell é um seguidor, faz o que lhe dizem, e faz bem, mas não passa disso.
(ASOS, Samwell V)
Othell Yarwyck não era um homem de fortes convicções, exceto naquilo que dizia respeito a madeira, pedra e argamassa. O Velho Urso sabia disso.
(ASOS, Jon XII)
Porém, em segundo lugar, a razão principal do porquê Othell não era de longe tão perigoso quanto Marsh decorria justamente do fato de ele ter, mesmo sem convicção, apoiado Jon:
Seja como for, agora que estou aqui em pé, não me lembro por que foi que pensei que Slynt seria uma escolha assim tão boa. Isso seria como dar um chute na boca do Rei Stannis, e não vejo como é que isso nos é útil. Pode ser que o Snow seja melhor. Está há mais tempo na Muralha, é sobrinho de Ben Stark e serviu o Velho Urso como escudeiro. – Yarwyck encolheu os ombros. – Escolham quem quiserem, desde que não seja eu. – E sentou-se.
(ASOS, Jon XII)
Com efeito, Bowen Marsh era tão perigoso que conseguia angariar apoio mesmo entre os seguidores de Yarwick, como ocorreu no impasse com os Selvagens capturados por Stannis e libertados na Dádiva.
Marsh sugeriu que a Patrulha desse a oportunidade dos Selvagens voltarem para suas vilas e que os Portões fossem selados. Jon Snow concorda que o argumento é bom, mas algo lhe diz que seria uma decisão da qual se arrependeria depois, pois precisava de pessoas patrulhando o outro lado. Mas Marsh discorda, pois homens demais foram perdidos em batalha.
– Se selarmos os portões, não poderemos enviar patrulheiros – observou. – Seremos tão bons quanto cegos.
– A última patrulha de Lorde Mormont custou um quarto dos homens da Patrulha, senhor. Precisamos conservar as forças que nos restam. [...]
(ADWD, Jon III)
O que interessa neste impasse é que, embora Marsh não tenha conseguido convencer Jon e os Patrulheiros, ele consegue convencer os intendentes e até os construtores, homens de Yarwick (quem, como vimos, apoiou Jon na eleição):
[Dywen}: – Sele nossos portões e plante nossos gordos traseiros negros na Muralha, sim, e o povo livre vem fervilhando da Ponte das Caveiras ou através de algum portão que você pensou estar fechado há quinhentos anos – o velho patrulheiro Dywen declarara em voz alta durante o jantar, duas noites antes. – Não temos homens para vigiar a mais de quinhentos quilômetros da Muralha. Tormund Terror dos Gigantes e o maldito Chorão sabem disso também. Já viu um pato congelado em um lago, com os pés no gelo? Funciona do mesmo jeito para os corvos.
A maioria dos patrulheiros fez eco com Dywen, enquanto os intendentes e os construtores se inclinavam para Bowen Marsh.
(ADWD, Jon IV)
Jon levou algum tempo para decidir o que fazer com Alliser Throne (um pouco mais de 2 meses, segundo A Mais Precisa Linha do Tempo), porém deixou Marsh no cargo até o momento final. Após a eleição, Bowen se aproximara “para dizer que ficaria feliz por continuar sendo Senhor Intendente” se Jon o aceitasse (ASOS, Jon XII). Se Jon fosse um jogador político, teria nomeado Samwell ou outra pessoa próxima para o cargo, ao invés de ter o único candidato que se aliou a Janos Slynt lhe servindo.
Isso, porém, não quer dizer que Jon estivesse desatento à possibilidade de Marsh o trair.
Quando Marsh estava alegando que a Patrulha ser inimiga dos selvagens e ter feito votos neste sentido, Jon lembra que não há nada nos votos sobre isso. Diante do silêncio de Bowen e Yarwick, Jon dá ordens a cada um que concordam a contragosto. Neste momento, Jon lembra das palavras de Melisandre, indicando saber que de um deles poderia surgir um motim:
– Sim, Lorde Snow – respondeu Bowen Marsh.
E Jon pensou, Gelo, ela disse, e adagas na escuridão. Sangue congelado vermelho e duro, e aço nu. Sua mão da espada flexionou. O vento estava aumentando.
(ADWD, Jon XI)
Entretanto, isso só torna a situação mais desnecessariamente desafiadora para Jon. Ele conhecia os perigos e os riscos, e os correu sem nenhum motivo plausível. Caso ele tivesse cuidado de todos os aliados de Janos como tratou de Alliser Thorne, talvez não teria que ficar com Melisandre buzinando premonições no ouvido.
Possivelmente, Jon parou de dar crédito aos poderes de Melisandre no momento em que ela errou a previsão sobre Alys Karstark chegando na Muralha. Mas isso é assunto para a próxima parte do texto.
O que eu queria estabelecer aqui é que Bowen Marsh não deixaria passar em branco a deserção de Jon, independentemente se os Selvagens fossem mandados embora. Afinal, mesmo depois que Slynt perdeu a cabeça e Tywin estava morto, Bowen continuava a pregar a obediência ao Trono de Ferro. O mesmo Trono de Ferro que estava patrocinando os Bolton como novo Protetores do Norte, que havia legitimado Ramsay e enviado a falsa Arya para se casar com o novo Senhor de Winterfell.
Na verdade, Jon sempre imperava nos debates contra Marsh e Yarwick. Esse cabo de guerra entre Lorde Comandante, Primeiro Intendente, Primeiro Construtor e, às vezes, o Septão servia para deixar o Lorde Comandante cada vez mais dependente de seus homens do Povo Livre, até o ponto em que Jon Snow estava fazendo planos primeiro com Tormund para só depois discuti-los com seus homens.
Haverá uma parte 6.
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