Ofensivas pegar linhas

Não pode pegar com os pés e nem com as mãos, pois isso configura o segundo toque do goleiro na quadra de defesa, o que é proibido. Um abraço! Prof. Marcio Costa. Responder. Rogério. 22/09/2019 às 00:13 Curta nossa página e acompanhe o Futebol nas 4 Linhas pelo seu ... Paulinho lançou a bola para a entrada da grande área e o volante conseguiu pegar na veia para mandar para o fundo das redes. ... fez muito bem isso e amarrou bastante o jogo no meio de campo e não deixou de criar boas oportunidades ofensivas para o Botafogo sendo o jogador ... Foi numa dessas jogadas ofensivas que aconteceu o lance mais tenso da partida. Após cruzamento do Ygor, Damião subiu para disputar a bola com o goleiro corintiano e os dois se chocaram com muita força. Na jogada, o Cássio saiu na pior, caiu no chão e viu o lateral colorado, Fabrício, pegar a sobra e chutar para o fundo das redes. A linha de pesca, como tudo na vida, sofreu um processo de evolução em suas características, onde com pesquisas nesses 50 anos, apareceram materiais sintéticos de alta resistência e elasticidades. Assim vieram as fibras monofiladas (o nylon, a poliamida e o poliéster) e, em seguida, as de fibras sintéticas microfilamentadas (Kevlar, Spectra), que são microfilamentos ... As perguntas de duplo sentido são conhecidas por fazerem rir tanto quanto as respostas. Impregnadas de ambiguidades e cacofonias, basta uma estar um pouco distraído para escutar uma pergunta e não sacar a ironia ou esperteza na questão.Neste artigo o umCOMO reuniu uma série de perguntas ambíguas que, com certeza, te farão rir ou pensar muito. Prepare o bom humor e inspire-se com ... a menina pisou a relva para pegar um pássaro, o mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era tranquilo em redor de Clara. As crianças olhavam para o céu: não era proibido. A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo. Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos. Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas, Prontinhas pro WhatsApp. Utilizamos cookies, próprios e de terceiros, que o reconhecem e identificam como um usuário único, para garantir a melhor experiência de navegação, personalizar ... Ficaram na intermediária Centroavantes Fez pressão na saída de bola Fechou as linhas de passes entre as duas linhas adversária Não tínhamos a primeira bola Sem profundidade, se concentrou na faixa central do campo Posicionamento na área. Se posicionava dentro da área 30. Análise Final Campeonato Paulista Sub-15 Rodada 05 31. Responsabilidade na internet Ao contrário do que pensa muita gente, a internet não é mundo livre de regras jurídicas, onde as pessoas possam fazer o que desejem, sem enfrentar as consequências de seus atos. Em princípio, qualquer ato ilegal praticado por alguém na internet pode gerar consequências jurídicas. É o que se chama de responsabilidade,… Por João Pedro Izzo do Footstats Segundo Eduardo Cecconi, “o momento de transição defesa/ataque é caracterizado pelos comportamentos que se devem manifestar durante os segundos imediatos ao ganhar-se a posse de bola”. O autor complementa com a ideia de que as equipes que sabem transitar em direção ao campo de ataque conseguem pegar os…

[Encontro Miojo] Coração de Palha (1º Lv; D&D 5e)

2020.02.21 14:56 AdsonLeo [Encontro Miojo] Coração de Palha (1º Lv; D&D 5e)

Olá pessoal. Segue uma aventura que publiquei há um bom tempo em um blog pessoal. Fazia parte de um draft inicial para testar o formato do blog e ver se dava certo e se eu conseguiria formatar algo que fosse nas linhas da 5ª edição e funcionasse como uma aventura rápida e digestível mas ainda assim profunda e que desse ganchos e opções. Também tinha como objetivo servir de complemento ao conto postado anteriormente, para dar mais valor a cada um dos conteúdos.
Depois de um tempo parado decidi postar aqui, onde há mais visibilidade que um blog com divulgação zero da minha parte. O objetivo é mesmo divulgar o meu... trabalho, não sei... e receber opiniões. Quem se sentir confortável para dar um feedback ficarei muito grato. A ideia é trazer mais coisas como essas caso seja um conteúdo válido e que as pessoas tenham algum interesse.
Para aqueles interessados o conto Voo de Asas Cortadas serve de prelúdio para essa aventura e, além de ser uma leitura legal, te ajudará a dar cara aos personagens e clima ao cenário. Como com qualquer aventura pronta, no momento que você a pega ela é sua. Faça o que bem entender! A única coisa que peço é para que, caso se divirta e use elementos dela, dê o devido crédito ao blog e autor (no caso eu). Ajuda bastante!
Este encontro é feito para um grupo de aventureiros de primeiro nível mas, como sempre, use como achar melhor. Mesmo que os encontros sejam fáceis no final o importante é a história e as consequência que virão dela. Nomes apresentados em negrito significam uma criatura presente em algum livro de D&D 5ª edição. Logo depois dele, entre parênteses, virá uma notação com o livro e a página. Sem mais delongas, fiquem com o miojão... digo, encontro de hoje.

Ganchos de Aventura

Seja como one-shot ou um episódio de uma campanha, você pode usar esse encontro da forma que quiser. Os aventureiros atravessaram uma névoa misteriosa e se encontram num local desconhecido. Ou os moradores de uma vila buscam ajuda para lidar com o casarão assombrado que fica afastado. Talvez todos que foram investigar o local não voltaram, e aqueles que passam lá perto escutam vozes e sons indicando atividade, porém estão assutados demais para se aproximarem. Quem sabe seja a casa de uma antiga companheira dos aventureiros, que resolveram passar para uma visita rápida.
Seja como for, o grupo se encontra de frente à propriedade sombria.

Localização

Mesmo durante o dia uma névoa mantém tudo escurecido e os aventureiros não enxergam muito longe. Vá descrevendo e dando os detalhes a medida que se aproximarem de cada estrutura. A propriedade consiste de uma casa, uma plantação pequena e um celeiro. Básico. Alguns corvos se empoleiram nos telhados das construções e voam preguiçosamente em círculos sobre o grupo. As aves crocitam constantemente, formando uma melodia macabra.

1. Casarão Abandonado

A casa pode ser tão pequena ou grande como você quiser. Ela está velha e suja, poeira por todo lado e teias de aranha muito densas nos cantos, além de parecer completamente abandonada. Distribua cômodos e mobília como quiser. Peça um Dexterity Saving Thrown de DC 13 para o primeiro que entrar. Numa falha ele leva 3 (1d6) pontos de dano piercing quando o chão se rompe sobre seus pés e as lascas de madeira perfuram sua perna.
O chão range constantemente e o grupo começa a ouvir vozes infantis vindo de algum lugar do alto da casa. As vozes dizem "Papa, papa" e, se decidirem investigar, eles se deparam com 4 (2d4) corvos, Raven (Monster Manual, 332). As aves imitam o som humano e pouco a pouco se empoleiram nas janelas, observando com seus pequenos olhos negros os aventureiros. Caso alguém ataque as aves elas voam ao redor dos personagens e os atacam com bicadas até que metade delas tenha sido derrotadas, no que as demais voam pela janela mais próxima.
Pela casa é possível encontrar retratos de um casal e, dentre as coisas esperadas numa casa normal, roupas para um bebê semi-costuradas. Um sucesso em um teste de Intelligence (investigation) DC 18 revela uma abertura secreta em um dos quartos. Dentro estão presentes antigas roupas de viagem, um foco arcano na forma de um pé de um ave de rapina, um manto de penas negras e uma algibeira com 10 gemas no valor de 50 pesos de ouro cada. Esse é todo o tesouro na casa além de kits de cozinha e outros utensílios domésticos comuns.

2. Plantação

Nada saudável cresce neste local, e a estacas de madeira pendem tortas onde antes um espantalho estaria. Caso os aventureiros tenham atacado os corvos na área 1 e pelo menos um tenha fugido o espantalho na área 3 fica ciente da presença deles e se disfarça como um objeto no centro da plantação. Um sucesso em um teste de Wisdom (perception) DC 16 revela sinais de movimento recente vindo do celeiro.
O espantalho se defende caso seja descoberto e atacado. Caso contrário espera os aventureiros passarem por ele e os pega de surpresa, tentando assustar um deles na primeira rodada. Se iniciar o turno com metade ou menos de vida, o espantalho foge para o celeiro, mudando claramente de postura, indo da ferocidade e loucura anterior para medo e desespero. Os corvos sobreviventes o seguem.

3. O Celeiro

A construção não é muito grande e está tão velha quanto o casarão. Com um sucesso em um teste de Wisdom (perception) DC 12 é possível ouvir o constante crocitar misturado com os sons de "Papa, papa" vindo de dentro. A porta está trancada e é possível abri-la com um sucesso em um teste de Strength (athletics) DC 15. As janelas estão barradas por tábuas de madeira pregadas.
O interior possui algumas caixas e sacos, mas o que mais chama a atenção é uma grande quantidade de cascas de ovo e penas negras espalhadas pelo local. Dentro de uma gaiola na extremidade oposta à entrada se encontra uma corvo (igualmente um Raven) enorme, que se vira para os aventureiros assim que eles entram. O local é escuro e a única iluminação presente é a fraca luz do sol filtrada pela névoa vinda da porta aberta. Na escuridão é possível ver o brilho de dezenas de olhos os observando em variadas alturas enquanto crocitam e repetem as palavras.
Dentro também está um espantalho, Scarecrow (MM, 268). Caso os aventureiros não consigam abrir a porta do celeiro na primeira tentativa o espantalho tem tempo para se esconder. Faça um teste de Dexterity (stealth) com vantagem para ele, ou use a stealth passiva (10 + Mod. de Dex. + 5 proveniente da vantagem) para pegar os aventureiros de surpresa caso eles tenham forçado a porta. Execute aqui a luta descrita no segundo parágrafo da área 2.
Tenha o espantalho fugido para cá ou lutado já no celeiro, com um terço da sua vida ele muda de atitude repentinamente e se joga de joelhos em frente aos aventureiros. Ele não fala mas entende comum, e tenta se comunicar desesperadamente por meio de gestos. Um teste bem sucedido de Wisdom (insight) ou Intelligence (investigation) DC 10 permite aos personagens entenderem o básico da mensagem.
O espantalho pede calma e diz não querer lutar, mas só consegue manter-se longe da loucura por pouco tempo. A cada poucos segundos ele agarra a cabeça, a balança forte e olha em direção aos corvos que os observam antes de voltar ao normal. Ele pede os aventureiros para libertarem a ave dentro da gaiola e os leva para um canto do celeiro. Neste canto, deitado no chão desacordado e acorrentado, está um humanoide meio corvo do tamanho de uma criança humana, um kenku, com a pele exposta em locais que suas penas foram arrancadas. O espantalho pede para que matem esse ser.
O kenku não possui nenhuma opção ofensiva, tem apenas 1 HP e qualquer ataque contra ele automaticamente acerta. Depois de morto, o kenku retorna à forma de uma criança humana. Todos os corvos no local, 10 (5d4) Raven, atacam os aventureiros, e a ave dentro da gaiola crocita o mais alto possível, se lançando contra as barras.
Caso libertem a corvo antes de matarem o kenku, ela tenta protegê-lo a todo custo, se interpondo entre o espantalho, os aventureiros e ele. Se já o tenham matado ou o façam, ela tenta voar para longe. Todos os corvos no local a seguem numa revoada.
Se, no final, decidirem por libertar a corvo aprisionada e manter ela e o kenku vivos, o humanoide não acorda de jeito nenhum e a ave não sai do seu lado. Os corvos no local pouco a pouco se aproximam, vindo pelo chão e se empoleirando mais próximos da cena.
Independente do que acontecer o espantalho volta à loucura e ataca o grupo novamente, lutando até a morte. Se eles forem gentis com a corvo todas as aves no local os ajudam contra o espantalho. Se a atacarem todas as aves lutam até a morte contra eles.
É possível se comunicar telepaticamente com a corvo presa. Ela revela toda a história do conto, inclusive que se chama Magleth e como ela, o marido e o filho foram transformados por servos da Rainha Corvo e não conseguem se livrar desta maldição de forma alguma, apesar de que em alguns momentos a magia vacila e o marido parece recobrar a consciência. Ela pede para que enterrem, cremem, ou executem algum outro ritual para libertar a alma da criança. Com isso feito ela se vê livre para voar com seus outros filhos ou talvez se unir ao grupo e tentar voltar à sua forma humana.
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2019.08.24 22:08 fidjudisomada Primeira Liga 2019/20, #3: SL Benfica 0-2 FC Porto

OLHAR JÁ EM FRENTE!

O Benfica perdeu o clássico na 3.ª jornada da Liga NOS (0-2). E tudo começou numa carambola, ao minuto 22, com o FC Porto a aproveitar o momento de fortuna para se colocar em vantagem, que reforçaria já muito perto do fim, após o tudo por tudo das águias em busca de outro resultado.
O duelo abriu com um bom lance de ataque do Benfica, em velocidade, mas a bola acabou por não pingar na grande área, desaproveitando-se uma possível oportunidade de golo.
O Benfica procurava ter bola para construir, beneficiou de um livre direto à entrada da área aos 16' (falta sobre Rafa) e, na marcação, Grimaldo tentou alvejar a baliza portista, mas acertou na barreira. O FC Porto replicou a intenção de posse e deu trabalho à defensiva encarnada.
Aos 21', após passe de Marega, Zé Luís acelerou, escapou à linha recuada das águias e, descaído para a direita, na área, disparou para excelente defesa de Odysseas, que repeliu para fora. No canto subsequente (22'), a bola caiu à entrada da pequena área, Ferro afastou de cabeça, mas o esférico ainda espirrou no corpo de Rúben Dias, sobrando, com felicidade, para a emenda de Zé Luís, muito perto do poste direito (0-1). O Benfica sofria assim o primeiro golo nesta edição da Liga NOS.
A equipa benfiquista tentou reagir, mas a ligação e articulação ofensiva não foi suficientemente eficaz para criar desequilíbrios e furar a organização defensiva do FC Porto, que, em ataques rápidos, esboçava ameaças.
Perto do intervalo, quando o guarda-redes Marchesín já tinha visto um cartão amarelo por demora na reposição de bola, as águias ainda apertaram os dragões, mas o cruzamento de Rafa, sobre a esquerda, não foi aproveitado por Seferovic (cabeceamento sobre a trave aos 40').
No arranque do segundo tempo, o treinador Bruno Lage alterou uma peça na estrutura inicial: saiu Samaris, entrou Taarabt. A ideia era aumentar a dinâmica ofensiva, melhorar o critério e ir atrás do golo que igualasse o clássico, para depois poder lutar pela vitória. Porém, as dificuldades de envolvimento e progressão mantiveram-se.
Ao minuto 71 houve nova mudança nas águias: saiu Raul de Tomas e entrou Chiquinho. No lance seguinte, Rafa recebeu a bola na área, deslizou um pouco para a direita e rematou, mas com pouca força, à figura do guarda-redes Marchesín.
Os portistas responderam por Marega na exploração da profundidade. O maliano isolou-se pela ala central, Odysseas fez oposição e a bola foi para fora (78'). Logo a seguir mais uma troca no Benfica: saiu Florentino, entrou Vinícius. Bruno Lage arriscava tudo para modificar o cenário.
Em mais uma bola lançada para as costas da defensiva benfiquista, Marega recolheu o esférico, progrediu e atirou. A bola bateu no poste direito e ressaltou para o interior da baliza encarnada aos 86' (0-2), numa altura em que o Benfica se via confrontado com outro infortúnio: Chiquinho, lesionado, era uma pedra a menos no meio-campo.
Já dentro do tempo adicional, Seferovic ainda acertou nas redes portistas, correspondendo a um centro de Pizzi sobre o flanco direito, mas o golo foi anulado pela equipa de arbitragem (com ratificação do VAR) por fora de jogo.
O clássico fica para trás, agora é olhar em frente: o próximo desafio é a visita a Braga, no dia 1 de setembro (domingo), na 4.ª jornada da Liga NOS.

BRUNO LAGE: “FAZER UM GRANDE JOGO COM O SC BRAGA”

No final do clássico com o FC Porto, em conferência de Imprensa, o treinador do Benfica, Bruno Lage, considerou que as águias foram crescendo na partida, explicou as três substituições, garantiu que conta com todos os futebolistas e apontou baterias a “um jogo complicado” com o SC Braga e à evolução constante.
Análise a uma exibição em crescendo
“Acaba por ser uma vitória justa do FC Porto, porque marcou dois golos e nós não. Muito por culpa própria. Forte pressão inicial do FC Porto, estávamos à espera disso. Tentámos colocar muitas bolas em profundidade, bolas pelo ar, o jogo foi para isso e nós não temos hipóteses, porque [o FC Porto] tem dois centrais muito fortes no jogo aéreo, dois avançados muito fortes a ganhar a primeira e segunda bolas. Não tivemos capacidade de colocar a bola no chão, sair com mais critério na construção para ligar o jogo entrelinhas. Tentámos corrigir e começámos a melhorar com a entrada do Adel [Taarabt]. Tivemos mais qualidade, mas no último terço abusámos do passe vertical, com os nossos avançados a sofrerem marcação cerrada. Na segunda parte fomos crescendo, até que numa transição em que o Chiquinho já estava em dificuldade somos apanhados desprevenidos e o FC Porto fez mais um golo.”
“Às vezes as pessoas perguntam por que é que temos dois médios-centro. É para projetarmos os laterais em profundidade. Chegámos a ter seis homens à frente da linha de bola. Temos de ter algum equilíbrio e por isso jogamos com os dois médios. Tivemos dificuldade na construção e faltou-nos paciência. O primeiro golo do FC Porto é obtido com alguma felicidade. A bola bate no Rúben, sobra e Zé Luís marca. A nossa segunda parte foi mais próxima do que costumamos fazer. Encostámos o FC Porto à área com alguns cruzamentos, mas não tivemos o volume de jogo que costumamos ter.”
As entradas de Taarabt, Chiquinho e Vinícius
“A ideia foi deixar de ter dois médios paralelos aos centrais na construção, tendo o Taarabt noutra linha. Tivemos maior posse de bola e com qualidade; a entrada do Chiquinho foi para termos mais movimentos interiores, nomeadamente na direita. Depois arriscámos tudo com o Vinícius e o Seferovic na frente, por forma a chegarmos mais perto da baliza adversária. Conseguimos, criámos mais volume de jogo e com qualidade. Sinto que fomos superiores na segunda parte.”
Boa resposta a início de temporada complicada
“Sabíamos que tínhamos um início de época complicado. Jogámos com o Sporting, Paços de Ferreira, que foi o campeão da II Liga, Belenenses SAD num campo difícil, FC Porto e agora vamos ao campo do SC Braga. Preparámo-nos para isso. O nosso caminho é olhar para o que fizemos e preparar o jogo seguinte. Será difícil, mas certamente vamos fazer um grande jogo.”
Adversário não surpreendeu
“A única dúvida que tínhamos era se entrava o Romário Baró ou o Otávio. O FC Porto já tinha jogado assim com o Krasnodar na Rússia e voltou a fazê-lo com o V. Setúbal. Acabámos por levar o jogo para as questões mais físicas e aí o FC Porto é mais forte. Mudámos e nos últimos 20/25 minutos o Benfica esteve mais fresco e o FC Porto mais cansado.”
Continuar a evoluir
“As comparações… Tivemos cinco semanas de férias. A época passada fechou e agora temos de fazer algo de novo, porque há jogadores que saem e outros que entram. Temos de olhar para as características dos nossos jogadores, pois são eles que nos dão o que vai ser a nossa dinâmica. A nossa transição defensiva não é tão forte? Certo, porque perdemos um jogador. O Gabriel é muito forte na transição defensiva; em dois/três passos chega forte ao adversário e condiciona a sua saída. Só pela saída deste jogador e entrada de outros temos outra forma de jogar. As avaliações coletivas dependem das características dos jogadores e do que eles oferecem ao coletivo. O importante é percebermos o que temos de fazer para sermos competentes e isso parte do nosso trabalho. O que eu disse ao intervalo aos nossos jogadores foi: ‘se continuarmos a insistir neste jogo que nunca nos levou a lado nenhum, perdemos; vamos à procura do nosso jogo, vamos para cima deles’. Os jogadores correram muito.”
“Acha que é com uma derrota que mudo uma forma de trabalhar de oito meses? A minha forma de trabalhar é muito simples: analisar um jogo, preparar a equipa e o jogo seguinte [com o SC Braga]. Agora vamos ter um adversário difícil, vamos treinar muito bem e prepará-lo da melhor forma para vencer. Vou analisar a lesão do Chiquinho, temos mais uma semana para o André Almeida se preparar da melhor forma, esperar pelo Gedson e pelo David Tavares… Temos sempre de evoluir.”
“Comigo ninguém cai”
“Faço uma substituição aos 45 minutos, outra perto dos 60/65 minutos e outra a 10 minutos do fim. Acabámos o jogo com um médio, o Chiquinho a jogar entrelinhas, dois pontas de lança e apenas três homens no equilíbrio. Não vou mudar a pensar nos outros. Às vezes, arriscamos demais. Não me arrependo de nada. O miúdo [Nuno Tavares] esteve bem com o Sporting, com o Paços de Ferreira (em que marcou), com o Belenenses SAD. Acha que foi por ele que perdemos? Temos de dar valor ao miúdo, que vai fazer uma grande carreira neste Clube. Comigo ninguém cai.”

Coisas e Loisas

  • Ao 4.º jogo, Benfica sofre o 1.º golo da época. No jogo de hoje, o Benfica já permitiu 4 remates ao FC Porto, e ainda só rematou uma vez (sem acertar na baliza) - dados referentes aos 30 primeiros minutos;
  • Pizzi cumpre o jogo 200 na Liga Portuguesa: 41 Paços Ferreira; 2 SC Braga; 157 Benfica; 50 golos; 4 títulos; Melhor Jogador da Liga em 2016/17;
  • 1.ª derrota de Bruno Lage na Liga, ao 22.º jogo. Este foi, ainda, o 1.º jogo do Benfica sob orientação de Bruno Lage que não marcou qualquer golo;
  • 5.ª derrota de Bruno Lage como treinador do Benfica (33 jogos), a 2.ª frente ao FC Porto. Derrotas de Bruno Lage como treinador do Benfica: FC Porto (2); Dinamo Zagreb; Sporting; Eintracht Frankfurt;
  • Benfica não ficava em branco em casa em jogos da Liga desde abril de 2018, frente ao... FC Porto. Sob orientação de Bruno Lage, esta foi a 2.ª vez que o Benfica não marcou em casa (Galatasaray e FC Porto);
  • Ao 16.º jogo, 1.ª derrota de Bruno Lage em casa como treinador do Benfica (todas as competições). O Benfica não perdia no Estádio da Luz desde novembro de 2018 (1x3 frente ao Moreirense);
  • O Benfica efetuou 6 remates (apenas um à baliza), enquanto o FC Porto rematou 11 vezes, com 5 remates enquadrados com a baliza. Remates contra o FC Porto na Liga2019/20: Gil Vicente: 13 (7 à baliza); V. Setúbal: 6 (5 à baliza); Benfica: 6 (1 à baliza).

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o SC Braga na próxima partida, no Estádio Municipal de Braga, em jogo a contar para a 4.ª rodada da Primeira Liga 2019/20. Quais as perspetivas?

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2019.08.17 22:03 fidjudisomada Primeira Liga 2019/20, #2: Os Belenenses, SAD 0-2 SL Benfica

NEM O RELVADO PAROU O BENFICA!

Rematador, persistente e determinado, o Benfica rompeu a organização defensiva do Belenenses SAD e, com golos no segundo tempo (Rafa e Pizzi), venceu por 0-2 na deslocação ao Estádio Nacional. Duas jornadas da Liga NOS, dois triunfos, com sete golos marcados e zero sofridos.
Porque todos os minutos são preciosos, o Benfica, perante um Belenenses SAD com uma linha defensiva formada por cinco elementos, entrou na partida a evidenciar objetividade no ataque e sentido de baliza. Rafa, no minuto inicial do encontro, esgueirou-se pela esquerda e deu trabalho ao guarda-redes Koffi, que mergulhou no relvado para desfazer a potencial ocasião de golo.
Com Pizzi a criar e a (bem) servir o ataque, apesar do (mau) estado do relvado, Raul de Tomas, aos 7', recebeu o esférico na grande área e rematou para defesa de Koffi. Gerando uma segunda vaga imediata, o espanhol procurou a finalização de Seferovic, mas o camisola 14 das águias não conseguiu emendar para dentro da baliza belenense.
Ligando o meio-campo e o ataque, o Benfica dispôs de nova chance aos 18'. Rafa combinou com Pizzi no corredor central, correu e recebeu dentro da área, onde iludiu o guardião Koffi com um toque subtil. Apareceu, no entanto, Nuno Coelho a salvar o Belenenses SAD quase em cima da linha de baliza, repelindo o esférico de qualquer maneira para longe.
Rafa, a fazer um passe certeiro, esteve também em ação no lance que aos 22' quase terminava com a bola colada às malhas do Belenenses SAD, mas Raul de Tomas, de pé direito, errou o alvo por centímetros: o esférico passou a rasar o poste direito.
Um livre direto (a castigar falta de Kau sobre Rafa, cujas "diabruras" penalizaram os adversários com cinco cartões amarelos...) levou Grimaldo para excelente posição para visar a baliza adversária aos 36', mas o lateral-esquerdo do Benfica acertou primeiro na barreira e depois atirou por cima da trave.
O Benfica, sempre muito apoiado pelos milhares de adeptos nas bancadas, continuou a rondar as malhas guardadas por Koffi, e Rafa, aos 41', tentou o golo num toque vistoso no coração da área, depois de um cruzamento de Grimaldo a partir da esquerda. O esférico, no entanto, tomou a direção do guarda-redes da equipa da casa.
A fechar a etapa inicial, a única jogada em que o Belenenses SAD incomodou verdadeiramente a defensiva do Benfica: Kikas escapou pela zona central (Rúben Dias escorregou), mas Odysseas respondeu "presente" e, com muita competência, parou a tentativa de finalização do atacante dos azuis.
De uma aceleração de Rafa sobre a ala direita, seguida de cruzamento, resultou a primeira chance para o Benfica após o intervalo. Seferovic, na área, cabeceou sobre a barra (47').
Os encarnados foram pressionando para se adiantarem no marcador e alcançaram o seu objetivo aos 58': Rafa, descaído para a esquerda, porfiou, jogou curto com Pizzi (assistência) e, já dentro da área, perto da marca de penálti, rematou forte e colocado para o 0-1. O camisola 27 estreava-se assim a faturar na Liga NOS 2019/20.
O Benfica procurou reforçar a vantagem, perante um Belenenses SAD que deu luta e se esforçou para contrariar os intentos do campeão em título. Ainda assim, a equipa azul só num lance no segundo tempo (em que o pé direito de Nuno Tavares não afastou a bola da área) criou calafrios a Odysseas (79').
Contando já com Chiquinho nas elaborações ofensivas (rendeu Raul de Tomas aos 74'), o Benfica desenhou um lance perfeito aos 84' e marcou o 0-2, cabendo a conclusão a Seferovic. Porém, na revisão da jogada, o videoárbitro Carlos Xistra e o árbitro Fábio Veríssimo descortinaram um (muito duvidoso) fora de jogo de Seferovic e anularam o golo.
Em tempo de compensação (e ainda antes de Vinícius e Taarabt renderem Seferovic e Pizzi), as águias fabricaram o desejado 0-2, com Rafa na condução da ofensiva pela esquerda, derivando depois para o meio a fim de assistir Pizzi, que controlou e disparou cruzado com o pé direito, na área (90'+2').
Na ronda n.º 3 o Benfica volta ao Estádio da Luz para jogar o primeiro clássico da temporada, com receção ao FC Porto às 19h00 do dia 24 de agosto (sábado).

BRUNO LAGE: “SÓ UM GRANDE BENFICA PODIA PARAR ESTE BELENENSES”

No rescaldo da vitória frente ao Belenenses (0-2), Bruno Lage mostrou-se “satisfeito” com a exibição da equipa e olhou já para o Benfica-FC Porto do próximo sábado, recusando a ideia de que é um clássico decisivo.
Primeira parte de “enorme qualidade” e golos naturais na segunda
“Vou tocar num assunto, e só vou falar sobre isto porque vencemos. Se não tivéssemos vencido poderia soar a desculpa, mas esta relva dificulta muito a qualidade dos jogadores. Neste caso, de ambas as equipas. O Belenenses SAD tem uma excelente equipa. É um facto que temos melhores jogadores, mas hoje só um grande Benfica podia parar este Belenenses. Foi isso que fizemos, com uma primeira parte de enorme qualidade. Com uma forte pressão, condicionámos ao máximo aquilo que poderia ser um sistema habitual e com bola fomos inteligentes a procurar o corredor e os espaços certos para criar as várias oportunidades de golo.
“Na segunda parte, fizemos novamente uma boa entrada e, com alguma naturalidade, chegámos ao golo. Esse momento fica marcado por algum equilíbrio do Belenenses SAD que, entretanto, foi mudando a disposição do seu meio-campo, até que tentou arriscar mais, pressionar-nos mais à frente. A entrada do Chiquinho foi fundamental para criarmos aquela oportunidade de golo e voltarmos a marcar. O jogo aí ficou fechado. Ficamos muito satisfeitos com esta vitória, justa, com uma boa exibição da nossa parte.”
Chiquinho, o “craque”
“O Chiquinho é um craque. Ele faz muitas posições, mas o mais importante são as movimentações que ele faz. Deixa-me muito satisfeito ter um jogador com a sua qualidade na nossa equipa. É um jogador muito importante.”
Parelha Pizzi e Rafa
“Não é olhar apenas para dois jogadores. Os movimentos deles favorecem movimentos de outros que, por sua vez, também são favorecidos por movimentos de outros. Foi um jogo muito interessante. Entradas de rotura, quer de um lado quer do outro. É verdade que ambos estão em dois momentos de forma, marcam os dois golos... Estamos satisfeitos essencialmente por aquilo que fizemos em termos coletivos.”
“Por vezes, devido àquilo que é a dinâmica e, fundamentalmente, a estratégia, quem analisa o jogo apenas por aquilo que é a posição dos jogadores, fica com a ideia que não jogamos com alas. Hoje foi um bom jogo para se perceber que, quando devem dar largura ou quando têm de jogar como alas, eles também o sabem fazer.”
A dupla Seferovic-Raul de Tomas
“É sempre injusto fazer análises individuais, mas acho que podem combinar e foi visível isso hoje. É muito difícil que as coisas saiam de forma automática, por isso da mesma forma em que, em termos coletivos, estamos no processo de evolução, os jogadores também ainda se estão a conhecer, principalmente aqueles que entraram. Depois é tentar tirar partido daquilo que é também a sua forma de jogar: o Raul jogava de outra maneira; temos o Chiquinho que faz outro tipo de movimentos que também nos favorecem muito… O mais importante é termos soluções para dar resposta a cada jogo.”
“Os homens mais importantes para estarmos a zero são o Seferovic e o Raul de Tomas. Vejam o que eles correm para não sofrermos golos.”
Os centrais Ferro e Rúben Dias
“O meu irmão [Luís Nascimento] era o treinador deles nos Iniciados, ou seja, já jogam juntos há imenso tempo e isso favorece. O que importa realçar é a qualidade dos dois, mas a qualidade que temos nos quatro centrais – eles os dois, mais o nosso sargento Jardel e o Conti – dá-nos totais garantias para esse sector.”
Clássico decisivo?
“Decisivo o Benfica-FC Porto à 3.ª jornada? Nada é decisivo. Isto é um longo caminho.”
Benfica ou FC Porto, quem está mais forte?
“É difícil fazer essa análise porque ainda temos de melhorar o nosso jogo. Neste momento todas as equipas estão à procura da sua melhor forma. Cada jogo é um momento. Ambas as equipas vão ter tempo para trabalhar, para continuar a evoluir, dentro do jogo e dentro de campo, e nesse momento é que temos de dar a devida resposta do nosso valor e da nossa evolução. O que importa agora é olhar para o que fizemos de bom, para o que temos de melhorar. Saímos de um jogo e começamos a preparar o outro. Perceber como é que o FC Porto joga, as suas dinâmicas e depois prepararmo-nos da melhor maneira para continuarmos neste caminho. Daqui a uma semana, o FC Porto vai colocar-nos problemas completamente diferentes daqueles que nos colocou o Belenenses SAD. A resposta é em cada momento.”
Chegar ao clássico sem golos sofridos
“O importante é sair do jogo e entrar no outro – independentemente de ser com o FC Porto ou não – com esta dinâmica de vitória, sentir que a equipa está a evoluir e não sofrer golos. Foi o que fizemos com o terminar de uma época e entrar na outra. Foi aproveitar a nossa qualidade, a forma como terminámos o Campeonato, para que aquelas cinco semanas de férias não se notassem. Esse tinha de ser o nosso desafio. Independentemente de termos conquistado o Campeonato, tínhamos de ter uma entrada muito forte na época. Era isso que nos interessava.”
Poupança de André Almeida?
“Não estamos a poupar ninguém. Está a treinar bem, temos mais uma semana para evoluir. Quer o onze quer os suplentes são sempre escolhidos em função do jogo. Vejam porque é que o Caio [Lucas] hoje foi para o banco... Vejam o nosso primeiro golo contra o Chivas [na ICC]. O Belenenses SAD também joga com uma linha defensiva de cinco. Vejam o jogo e a importância dele. Se hoje precisasse de mexer no jogo, tinha o Caio no banco. Na semana passada, numa linha de quatro, preferi ter o Jota. As coisas são pensadas assim e é assim que penso o futebol.”

Coisas e Loisas

  • Intervalo: Belenenses SAD 0-0 Benfica. Raúl de Tomás na 1.ª parte: 25 ações com a bola (9.º da equipa); 1 ocasião clara de golo; 3 remates (1 à baliza); 14 passes (85% eficácia); Ganhou 33% dos 9 duelos e 33% dos 3 aéreos; 2 faltas cometidas; 6 perdas de bola;
  • 60' Belenenses SAD 0-1 Benfica. Rafa Silva após cinco remates (3 à baliza e 2 bloqueados) coloca o Benfica em vantagem; é o jogador mais rematador da partida. 93% eficácia de passe; 70% duelos ganhos (7); 3 recuperações de bola; Fez o 5.º golo frente ao Belenenses SAD;
  • 70' Belenenses SAD 0-1 Benfica. Rafa Silva abriu o marcador nas quatro das últimas cinco vezes que marcou pelo Benfica (Belenenses, Sporting, Rio Ave e Portimonense);
  • 90'+3 Belenenses SAD 0-2 Benfica. Pizzi está no seu melhor arranque de sempre da carreira: 3 jogos; 5 golos; 3 assistências; 1,66 golos/jogo; 2 bis;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Pizzi lidera a lista na Liga NOS 19/20: Melhor marcadores (3 golos); Mais assistências (2 assistências);
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Pizzi no jogo: 1 golo; 1 remate (100% eficácia); 5 passes de rutura [1.º no jogo]; 1 assistência; 6 cruzamentos (50% eficácia); 6 recuperações de bola; 1 tackle; 1 intercepção de bola;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Benfica não sofreu golos nos três primeiros jogos da época 2019/20, o melhor registo dos últimos cinco anos. Foi a 2.ª vez em 29 anos que este registo aconteceu na formação encarnada;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Foi a 10.ª vez na história das águias que o Benfica chegou aos três primeiros jogos da época sem golos sofridos: 1913/14; 1915/16; 1932/33; 1974/75; 1975/76; 1980/81 [4J - recorde do clube]; 1990/91; 2014/15; 2019/20;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Maiores diferenças de golos do Benfica nos três primeiros jogos da época: 1913/14 - 16 golos de diferença (16-0); 2019/20 - 12 golos de diferença (12-0); 1974/75 - 12 golos de diferença (12-0);
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Duas épocas depois o Benfica vence os três primeiros jogos da época. Foi apenas a 2.ª vez em 17 anos que as águias venceram os três primeiros jogos da época. Últimos 5 registos do clube: 2019/20; 2017/18; 2002/03; 1990/91; 1983/84;
  • Apito final: Belenenses SAD 0-2 Benfica. Bruno Lage venceu todas as equipas que defrontou na Liga Portuguesa (95% de vitórias). Falta defrontar o Gil Vicente e o Famalicão. 21 Jogos; 20 Vitórias; 1 Empate (Belenenses SAD); 79 Golos marcados; 16 Golos sofridos; +63 Dif.;

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o FC Porto na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 3.ª rodada da Primeira Liga 2019/20. Quais as perspetivas?

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2019.07.10 01:32 Tiagocf2 Levei uma restrição de Chat :(

Então, aconteceu... minha primeira restrição de chat depois de 5+ anos jogando isso, engraçado né eu nunca tinha pego isso. Mas dai eu volto a jogar dps de um tempo, o povo trolla minha partida e me xinga, eu retruco (eu xinguei o cara 2x, chamando ele de "lixo" sim tudo isso), mas como não foram com a minha cara pq eu tava fora do "Meta" BAM 4 reports e eu levo restrição por causa de UMA única partidinha, e o pior é que eu perco a honra 3 que eu demorei quase 1 ano pra conseguir.. Meu irmao sempre leva restrição de chat e eu nunca vi ele nem ninguem receber por causa de uma partida, e o pior que eu não fui racista, não fiz ataque pessoal, não trollei o jogo, eu só chamei o cara que tava me diminuindo de lixo (sim no report tem lá a opção de Assédio Verbal né) e um outro eu falei p ele tomar no cu. Pode parecer grave, não sei, mas é muito pouco pra uma coisa dessas pode acreditar, nos Termos de USO constata que ao criar a conta vc se assume um adulto (18 anos), e o jogo vem com filtro de chat ligado por padrão e com a opção de silenciar os outros, isso não é Club Penguim que vc é banido por falar 1 "palavrão" sabe, há uma linha a ser cruzada antes de vc ser punido. Daqui a pouco eu vou levar restrição por chamar alguem de "bobo" - pode ser uma palavra ofensiva se vc considerar como uma, o que é digno de report segundo a descrição do formulario de denuncia no lobby pos jogo, se for assim pra que ter chat? é uma coisa meio anti-intuitiva.
Mas sabe é ai que eu percebi como o sistema de Honra é ruim, qual é o sentido de você ativamente se esforçar UM ANO inteiro pra pegar a Honra e em 10 minutos perder ela? Por favor, é o minimo do Game Design isso, punir pelo esforço do jogador só vai fazer ele desistir ou fazer justamente o contrario do que era esperado. Eu não quero perder o rank de honra então eu espero que a Riot revogue esse punição injusta em consideração a player base dela.
Enfim eu so vim fazer esse post pq eu escrevi um ticket gigante e o Blitz que me respondeu, ou seja perda de tempo e esforço da minha parte. Dai eu fui fazer um post no forum pra ver se a riot me enxerga e eu não consigo porque "Ocorreu um Erro Inesperado." kkkk
Pra quem já levou restrição, como que foi? Vc tem que ser persistentemente toxico no chat em multiplas partidas? Ou é assim do nada mesmo? Se for assim mesmo a Riot não tem o minimo de consideração com os players dele né, que sisteminha ruim af..
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2019.05.12 22:58 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #33: Rio Ave FC 2-3 SL Benfica

SÓ MAIS UMA PARA O 37!

O Benfica confirmou em Vila do Conde o estatuto de melhor equipa visitante na Liga NOS (média de 2,53 pontos por jogo), batendo o Rio Ave por 2-3 na 33.ª e penúltima jornada da prova. Líderes com 84 pontos e 99 golos marcados, os encarnados têm a conquista do seu 37.º título nacional à distância de um ponto. Falta uma final, no Estádio da Luz, frente ao Santa Clara!
Com uma eficácia absoluta, o Benfica lançou-se na dianteira do marcador aos 3'. André Almeida recebeu a bola no corredor direito, cruzou para a zona do segundo poste, onde estava Seferovic; Junió Rocha intercetou, mas fê-lo para o espaço onde estava Rafa, que, perto do poste à direita, tocou sem dificuldades para o interior da baliza vila-condense (0-1). Foi o 16.º golo do camisola 27 das águias na Liga NOS 2018/19.
A equipa benfiquista entrou na partida a fundo, mas o Rio Ave quis dar troco, procurou reagir à desvantagem e ameaçou num remate de Tarantini (sobre a barra) ao minuto 20. Volvidos três minutos, Nuno Santos, na cobrança de um livre direto, deu trabalho a Odysseas, que voou e defendeu para canto. No desenvolvimento do lance de bola parada, Tarantini, em posição irregular, cabeceou para as redes e o golo foi justa e prontamente invalidado.
Melhorando a cobertura na zona central, não permitindo espaços aos vila-condenses para elaboração de combinações e ataques, o Benfica tornou-se mais efetivo no controlo do jogo, com e sem bola. Pizzi, aos 29', chutou com perigo, de pé esquerdo, mas Léo Jardim susteve o esférico.
Antes do intervalo, Seferovic e depois João Félix dispuseram de uma chance de golo iniciada por Rafa, mas a equipa de arbitragem acabou por anular o lance, assinalando fora de jogo ao veloz 27 dos encarnados. No entanto, o 0-2 seria mesmo uma realidade antes do tempo de descanso...
Num contra-ataque pelo corredor central, João Félix assumiu a condução, depois soltou para Seferovic, que tentou servir Pizzi nas costas da defensiva. Léo Jardim saiu da baliza, mergulhou, parecia estar senhor dos acontecimentos, mas não conseguiu congelar a bola nas luvas; João Félix estava por perto e chutou para as redes aos 45'+2'.
No arranque da segunda parte, o Rio Ave voltou a tentar surpreender o Benfica e até conseguiu marcar. Uma tentativa de remate de Nuno Santos no corredor central acabou numa assistência para Tarantini, que, no duelo com Odysseas, levou a melhor: 1-2 aos 50'.
Seguros do que pretendiam, os encarnados tornaram a carregar sobre a baliza de Léo Jardim para ampliar a diferença e, aos 56', depois de uma subida de Grimaldo e posterior insistência no flanco esquerdo, o lateral, já perto da linha de fundo, passou para trás, para a zona central, onde Pizzi enquadrou o remate de pé direito e fez a bola entrar junto ao poste direito (1-3). O camisola 21 apontava o seu 13.º golo na Liga NOS 2018/19, enquanto o defesa espanhol assinava a sua 11.ª assistência na prova.
Nova ofensiva de Grimaldo pelo corredor esquerdo poderia ter terminado com a bola no interior a baliza do Rio Ave, não fosse a defesa por instinto de Léo Jardim, opondo-se a um remate de André Almeida com o pé esquerdo no coração da grande área aos 61'. Na resposta, Gelson Dala cabeceou no espaço central e Odysseas sacudiu para canto (62').
O 1-4 esteve para acontecer aos 74': numa jogada bem ligada por Pizzi e Rafa, a bola ficou à mercê de Seferovic à entrada da pequena área, o internacional suíço atirou de pé direito, mas o esférico ainda raspou na bota esquerda de Junió Rocha, que se esticou e, no limite, impediu o golo, cedendo canto à direita.
O Rio Ave não se entregou em face da desvantagem e, aos 84', Galeno, sobre a esquerda, arrancou um cruzamento para Ronan cabecear e rubricar o 2-3, numa altura em que Bruno Lage já tinha refrescado a linha média (Gedson rendeu Pizzi aos 81').
O Benfica tinha o triunfo nas mãos e não o largou, gerindo os minutos finais também com os contributos de Cervi (substituiu Rafa aos 90') e Jonas (no lugar de Seferovic aos 90'+3').

BRUNO LAGE: “OPORTUNIDADE DE FAZER COISAS BONITAS PARA O CLUBE E PARA OS SÓCIOS”

Vitória em "jogo de doidos" e muito difícil
“Vencemos perante uma grande equipa, recheada de grandes valores individuais e um grande treinador, que tem feito um trajeto fantástico e que está a fazer uma ponta final muito boa. Jogo de doidos, com muitos golos, muito difícil, tínhamos de ser muito pressionantes. Tivemos os nossos momentos, o Rio Ave teve os seus momentos. A forma como nos temos dedicado ao jogo e o que temos feito nestes quatro meses, fica-nos bem chegar a esta altura com mais uma final para disputar.”
“O mais importante não era o meu aniversário [43 anos], era sair daqui na mesma posição e a dependermos só de nós. Fizemos o jogo que tínhamos de fazer e marcámos os nossos golos. Este era o objetivo. Não é a primeira vez que jogo no meu aniversário, nunca perdi e acreditava que íamos ganhar, tal como tinha a convicção de que o FC Porto ia fazer o seu trabalho, é uma excelente equipa que está determinada, como nós, em chegar ao 1.º lugar. Estivemos sempre tranquilos e entrámos muito fortes no jogo.”
Entrada do Gedson
“O Daniel Ramos mudou o seu meio-campo, começou a construir com dois médios. A nossa forma de pressionar estava diferente, estávamos a vencer 1-3 e mudámos nós para 4x3x3. Colocámos o João Félix entre o Semedo e o Fábio Coentrão, pois o Coentrão estava a receber a bola mais baixo. Tentámos inverter isso, com uma forte pressão com dois médios, tendo o Florentino por trás de Samaris e Gedson. Foi isto que pretendemos fazer.”
Título já não foge?
“Longe disso. Há quatro meses nunca imaginei estar a festejar o meu aniversário com esta família. Agora é desfrutar, ter um dia de folga e depois regressar focados em fazer mais um jogo, mais uma final, vencer e terminar na posição em que estamos.”
“A ansiedade tem sido o normal. Ansiedade ou pressão não deve existir, há é a oportunidade de fazer coisas bonitas para este Clube e para estes Sócios que nos têm acompanhado. Eles são jogadores com saúde, que fazem o que gostam.”
“Olhar para o FC Porto nunca foi a nossa forma de estar. Depois de vencermos no Dragão jogámos sempre depois, com o FC Porto na frente de forma provisória, mas olhávamos era para nós e é o que vamos fazer com o Santa Clara, que tem feito um campeonato fantástico, o melhor de sempre do clube, com manutenção acima dos 40 pontos. Mais uma equipa muito difícil e temos de fazer o nosso melhor para nos mantermos neste lugar.”
Os 99 golos na Liga NOS
“É a consequência do trabalho… sobre a 2.ª questão [dúvidas no segundo golo do Benfica]: nunca comentei arbitragem e não é hoje que o vou fazer. Voltando à outra questão: é fruto do treino, do trabalho. Isto é jogo a jogo, conquistámos os nossos pontos, fizemos os nossos jogos e as coisas aconteceram com naturalidade.”
A importância de entrar forte e a marcar
“O momento do jogo é a forma como entrámos. Tinha algumas dúvidas sobre a forma como a equipa se iria comportar, porque tivemos duas entradas não tão boas e já diziam que éramos uma equipa sem estaleca. Mas durante vários jogos consecutivos entrámos bem. Sabíamos que marcando de início as coisas corriam-nos de feição, mas o jogo ia ser para durar, porque foi assim com o FC Porto e Moreirense. Foi assim connosco e tínhamos de estar fortes.”

Coisas e Loisas

  • Top 5 % passe no último terço do terreno na Liga NOS 2018/19: 69% Benfica; 68% FC Porto; 67% V. Guimarães; 66% Sporting; 63% Rio Ave;
  • Rio Ave terminou o encontro com 84% de eficácia de passe, % ligeiramente superior ao adversário [82]. Os rioavistas levaram a melhor 55% dos 97 duelos e fez menos faltas que as águias [10]. Benfica teve uma eficácia de 50% dos remates à baliza;
  • 6 jogos consecutivos a marcar 3+ golos num jogo da Liga 18/19: foi batido o recorde do clube [5] e já com Bruno Lage no comando. Séries de jogos com 3+ golos: Feirense, V. Setúbal, Marítimo, Braga, Portimonense e Rio Ave; Boavista, Sporting, Nacional, Aves e Chaves;
  • Bruno Lage é o treinador do Benfica com maior % de vitórias na Liga Portuguesa; juntando todas as competições, o técnico português [79%] segue o melhor registo do clube de 80% Lajos Czeizler;
  • Bruno Lage completa 18 jogos sem perder (17V, 1E) na Liga Portuguesa. O treinador encarnado pode igualar, frente ao Santa Clara, o máximo de vitórias consecutivas no campeonato [9];
  • Benfica está a um ponto de conquistar o 37.º título de Campeão Nacional. Neste Século as águias venceram 3 das últimas 5 vezes que um campeonato foi decidido na última jornada [2004/05. 2009/10, 2015/16];
  • Pizzi termina o encontro com: 1 golo; 4 remates (3 à baliza); mais passes da equipa [53]; mais passes da equipa no meio campo adversário [33]; Cruzamentos (1/4); mais ações com bola da equipa [74]; 3 recuperações de bola;
  • Pizzi chega aos 15 golos nesta época, a melhor temporada de sempre do médio. Foi o 13.º golo na Liga NOS 18/19, é o segundo jogador com mais influência em golos no campeonato [32=13G+19A];
  • João Félix chega aos 19 golos nesta temporada, é o 3.º melhor marcador da equipa [Rafa, 20 e Seferovic 25]; João Félix fez golo no primeiro remate do encontro; não marcava fora de casa desde 17 Março [vs Moreirense];
  • Dos 7 golos do Benfica marcados nos primeiros 3 minutos em 2018/19, Rafa Silva fez 3; o mais rápido foi contra o V. Setúbal aos 2'; O golo mais rápido da época pertence a Alex Grimaldo frente ao Nacional [10-0] logo no primeiro minuto;
  • Rafa Silva chegou aos 20 golos nesta temporada; foi o 25.º golo pelos encarnados, está a um de igualar o melhor registo numa equipa [26] SC Braga. Top golos por equipas: 26 Braga; 25 Benfica; 11 Feirense

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o CD Santa Clara na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 34.ª e última rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas para o jogo do título?

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2019.05.04 20:54 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #32: SL Benfica 5-1 Portimonense SC

ALMA, GARRA E FOGO

Um Benfica com garra, confiança e determinação desbloqueou e contornou os problemas criados pelo Portimonense no Estádio da Luz, caminhando, golo a golo na segunda parte, para um triunfo robusto na 32.ª jornada da Liga NOS (5-1). Com 96 golos apontados (média de 3 por partida) e 81 pontos conquistados, as águias comandam a competição. Faltam duas finais!
Com circulação de bola rápida, tentando explorar passes a rasgar a defensiva do Portimonense, o Benfica procurou pressionar nos minutos iniciais da partida e alcançar o primeiro golo. Aos 8', Seferovic libertou-se pelo eixo do ataque para corresponder à solicitação milimétrica e venenosa de João Félix; o camisola 14 das águias ficou cara a cara com o guarda-redes Ricardo Ferreira, fez um chapéu, mas este ficou curto, acabando o esférico por morrer nas luvas do camisola 1 do conjunto algarvio.
Desaproveitada a enorme oportunidade para ganhar vantagem na partida, o Benfica teve de suportar a resposta do Portimonense, rápido e persistente nos contra-ataques. Aos 11', após um lance trabalhado sobre a esquerda por Paulinho, Lucas Fernandes chutou para defesa de Odysseas; na recarga, Dener atirou por cima da barra. Era um aviso... e seria reforçado aos 22', num lance desenvolvido por Tabata na direita, de onde cruzou com perigo; na insistência, Paulinho, melhor do que Florentino perto da linha de fundo, centrou para Dener, que disparou ao lado.
A partir deste momento, a equipa benfiquista começou a inclinar o relvado do Estádio da Luz, pondo a bola de forma sistemática na área do Portimonense ou nas imediações da baliza de Ricardo Ferreira. Aos 27', depois de uma recuperação de Jardel, Seferovic deu gás à ofensiva, a bola chegou ao lado direito e Rafa cruzou para o meio da área, onde João Félix cabeceou por cima da barra. No minuto seguinte, Grimaldo recebeu de Pizzi na esquerda, devolveu o esférico ao 21 e este rematou para defesa do guarda-redes do adversário algarvio.
Num contragolpe, o Portimonense teve espaço na direita, Dener rompeu, passou e Tabata atirou para defesa de Odysseas (41'). Em cima do tempo de intervalo (45'+1'), o Benfica dispôs de mais uma chance para faturar, mas Ricardo Ferreira voou e defendeu a bola pontapeada por Samaris num livre direito descaído para a esquerda, já perto da linha limite da área.
No reatamento, João Félix foi o primeiro a manifestar vontade e intenção de agitar as redes (remate na área, aos 52', bloqueado por um defensor), mas o golo inaugural surgiu pelos pés de um jogador forasteiro: Tabata, aos 53' escapou na profundidade, contornou Odysseas e, descaído para a direita, tocou para o interior da baliza (0-1).
Bruno Lage promoveu a primeira alteração na equipa encarnada aos 61', saiu Samaris, entrou Jonas. No minuto seguinte (62'), Rafa pressionou Lucas Possignolo no corredor central, conquistou a posse de bola, correu para a área e picou a bola sobre Ricardo Ferreira, que tentara a mancha (1-1). O Estádio da Luz rebentava de emoção e multiplicava o apoio aos jogadores.
O Benfica voltou a acentuar a inclinação do terreno de jogo e o 2-1 aconteceu aos 64', com Seferovic a trabalhar na área sobre a esquerda, a lançar para um pequeno duelo de Grimaldo no espaço central, de onde a bola sobrou para a intervenção de Rafa, que dominou e chutou de forma indefensável. Foi o 15.º golo de Rafa nesta edição da Liga NOS (já é o segundo melhor marcador das águias na prova).
Consumada a reviravolta, as águias ficaram com o jogo completamente na mão e só um passe errado permitiu que o Portimonense voltasse a desenhar uma jogada perigosa, mas Jardel foi imponente aos 78' e intercetou o esférico no momento exato.
Após a segunda troca (saiu João Félix, entrou Gedson aos 79'), o Benfica alcançou o 3-1. Pizzi foi fortíssimo na construção e condução do ataque, entrou pela direita e centrou para Seferovic, que matou no peito e usou prontamente o pé esquerdo para novo episódio de explosão de alegria na Catedral (84'). Foi a 19.ª assistência de Pizzi neste Campeonato.
Perante 60 677 espectadores, o 4-1 foi fabricado aos 88': André Almeida, na direita, recebeu de Pizzi e cruzou para a finalização bem-sucedida de Seferovic. O camisola 14 das águias, melhor marcador da Liga NOS, esticou para 21 o número de golos nesta prova em 2018/19.
Para a última jogada da partida estava reservado o golo 300 da carreira de Jonas: à matador, no centro da área, o camisola 10 cabeceou com força e colocação como "pedia" a (12.ª) assistência de André Almeida na Liga 2018/19. Três pontos, missão cumprida na luta pela Reconquista!

BRUNO LAGE: “EXIBIÇÃO FANTÁSTICA COM REAÇÃO À CAMPEÃO”

“Uma reação à campeão.” Foi assim que, na opinião de Bruno Lage, a equipa do Benfica respondeu quando se viu a perder no Estádio da Luz frente ao Portimonense. Num “jogo muito difícil”, a vitória por 5-1 foi o coroar de uma “exibição fantástica”.
Análise ao jogo
“Um jogo muito difícil, como esperávamos. Jogámos contra uma grande equipa e um excelente treinador, que, por aquilo que foi a sua estratégia, equilibrou o jogo. Tivemos uma entrada muito forte, o Seferovic, na cara do guarda-redes, não fez o 1-0 para nós. Esta equipa do Portimonense tem uma dinâmica muito forte (os três homens da frente – e hoje sem Jackson – apresentam uma dinâmica muito forte) e tem um jogador muito forte que, de alguma forma, equilibrou o jogo na primeira parte, que foi o Paulinho. O Portimonense teve de correr muito para nos tentar bloquear. Tivemos algumas oportunidades de golo, tal como o Portimonense. A segunda parte foi completamente diferente, que começou com o golo do Portimonense. A partir daí, foi tudo nosso e fizemos uma exibição fantástica. É um facto: nós marcamos muitos golos porque criamos muitas oportunidades, porque o nosso posicionamento assim o favorece. Ultrapassámos mais um desafio. O mais importante de salientar é a nossa vitória, os três pontos, uma reação muito positiva, de campeão, ao golo do Portimonense. Seguimos em frente para uma nova final dentro de uma semana, com o Rio Ave.”
Conversa ao intervalo
“Aquilo que tentámos corrigir foi essencialmente o nosso início de jogo para que a bola chegasse a zonas mais adiantadas do terreno, quer por dentro quer por fora e termos consequência naquilo que é o nosso jogo ofensivo.”
Alteração na equipa
“Independentemente do golo do Portimonense surgir ou não, a alteração tinha de ser feita [saída de Samaris, entrada de Jonas e passagem de Pizzi para a zona central]. Para além de um posicionamento diferente, o Pizzi tem características diferentes e começámos a ter mais bola, a chegar mais à frente, com mais um homem entre linhas e fomos ao encontro daquilo que foi a nossa análise da equipa do Portimonense. Os espaços começaram a aparecer, as oportunidades também, em boa hora surgiu o primeiro golo do Rafa e, a partir daí, fomos muito fortes. Acaba por ser, eventualmente, um resultado pesado. O Portimonense, pelas oportunidades que criou, poderia ter feito mais um ou outro golo, mas acho que, merecidamente, a vitória fica bem para o nosso lado.”
Momentos de união e emoção no final do jogo
“Fundamentalmente é um sentido enorme de família, dentro do balneário, com jogadores, equipa técnica e estrutura. Há uma enorme ligação também, nós sentimos isso, com os nossos adeptos. O Portimonense marcou o golo e os nossos adeptos foram os primeiros a reagir para nos apoiar. O mais importante é isso: sentir que estamos todos ligados, dentro e fora de campo. É com esse espírito que temos de seguir em frente. Vencemos apenas um jogo, temos ainda duas finais e é com a entreajuda, o espírito de equipa e de família, ligação muito forte com os nossos adeptos que vamos disputar mais uma final.”
Euforia dos adeptos ou nervosismo dos jogadores?
“Também poderia dizer o contrário: para nos anularem têm de correr muito. Na parte final, nós aparecemos muito fortes. É um conjunto de todas as emoções. Se em Braga não entrámos bem, aqui entrámos muito bem. Estamos numa fase decrescente, faltam cada vez menos jogos, a margem de erro é mínima e tudo pesa. Mas o mais importante é olharmos para aquilo que são os 90 minutos e, claramente, a confiança vem daí. Da nossa força, do nosso trabalho, da maneira como os jogadores se entregam ao treino, ao jogo. Claro que, a partir do momento em que a equipa sofre um golo e a reação é automática, temos de ficar satisfeitos.”
Pressão dos dois últimos jogos
“Sim. Digam-me um jogo em que nós entrámos em que não existisse essa obrigação... Foram sempre finais. Estamos há quatro meses a disputar finais. O que mudou hoje foi o facto de o FC Porto jogar a seguir a nós. Tivemos os últimos 5/6 jogos a jogar já sabendo que o FC Porto tinha vencido os jogos. Por isso, a pressão é para novos, para mais velhos, é para a equipa toda. Mas é uma pressão no sentido de responsabilidade daquilo que temos em mão e que queremos muito conquistar. A maior pressão é fazer as coisas bem feitas, é esse o nosso foco.”
Sente que o título não escapa?
“Eu não vejo as coisas assim. Temos de vencer o próximo jogo, é mais uma final. E essa a mentalidade que temos. Não vamos mudar nada. As pessoas têm de perceber que, nos últimos dez jogos a seguir à nossa vitória no FC Porto, não poderíamos perder pontos em qualquer um dos jogos. No próximo domingo, perante o Rio Ave, temos mais uma final.”

Coisas e Loisas

  • Rafa chega ao 19º golo em 2018/2019. É o terceiro bis na Liga para o extremo;
  • Rafa a bisar na Liga 2018/2019: Chaves x Benfica; Benfica x V. Setúbal; BENFICA x PORTIMONENSE;
  • Haris Seferovic marca o 25º golo em 2018/2019. É o 5º bis do suíço na atual edição da Liga;
  • Jonas marca pela 10ª vez em 2018/2019. O avançado não marcava há quase 2 meses - Benfica x Belenenses SAD;
  • Benfica chega às 7 vitórias consecutivas na Liga: Moreirense 0x4 Benfica; Benfica 1x0 Tondela; Feirense 1x4 Benfica; Benfica 4x2 V. Setúbal; Benfica 6x0 Marítimo; Braga 1x4 Benfica; BENFICA 5x1 PORTIMONENSE;
  • Benfica de Bruno Lage na Liga: 17 jogos; 16 vitórias; 1 empate; 65 golos marcados; 13 golos sofridos;
  • Benfica a golear na Liga: Nacional (Vitória); Feirense (Vitória); Braga (Vitória); Boavista (Lage); Nacional (Lage); Aves (Lage); Chaves (Lage); Moreirense (Lage); Feirense (Lage); Marítimo (Lage); Braga (Lage); Portimonense (Lage);
  • André Almeida a assistir 2 vezes num jogo da Liga 2018/2019: Tondela 1x3 Benfica; Benfica 6x0 Marítimo; BENFICA 5x1 PORTIMONENSE;
  • Haris Seferovic a bisar na Liga: Benfica 4x2 Rio Ave; Benfica 5x1 Boavista; Benfica 10x0 Nacional; Feirense 1x4 Benfica; BENFICA 5x1 PORTIMONENSE;
  • Melhores ataques da Liga: Benfica - 96; FC Porto - 68; Benfica de Bruno Lage - 65; Sporting - 62;
  • Benfica marcou, pelo menos, 4 golos nas últimas 5 jornadas da Liga: Feirense 1x4 Benfica; Benfica 4x2 V. Setúbal; Benfica 6x0 Marítimo; Braga 1x4 Benfica; BENFICA 5x1 PORTIMONENSE;
  • Mais assistências na Liga: Pizzi - 19; Bruno Fernandes - 16; André Almeida - 12; Grimaldo - 10;
  • Melhores marcadores do Benfica: Haris Seferovic - 23; João Félix - 18; Rafa Silva - 17; Jonas - 14; Pizzi - 14;
  • Melhores registos do Benfica - Liga: 63/64 - 103; 72/73 - 101; 46/47 - 99; 18/19 - 96;
  • Equipas que mais vezes acertaram na baliza do Benfica (conjunto das 2 voltas) - Liga: Portimonense e Sporting - 10; Belenenses e Braga - 9; Tondela, Aves e FC Porto - 8.

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Rio Ave FC na próxima partida, no Estádio dos Arcos, em jogo a contar para a 33.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.04.18 22:56 fidjudisomada UEFA Europa League 18/9, 2.ª Mão dos Quartos-de-final: Eintracht Frankfurt 2-0 (4’-4) SL Benfica

ERRO DE ARBITRAGEM E POSTE TIRAM BENFICA DA LIGA EUROPA

Uma inaceitável avaliação da equipa de arbitragem, deixando passar em claro um lance de evidente fora de jogo, desequilibrou a partida e permitiu que o Eintracht Frankfurt fizesse o 1-0 perto do intervalo. A equipa alemã, mais eficaz no ataque (fez o 2-0 aos 67'), foi protegida pela sorte no lance em que o poste direito impediu que a bola rematada por Salvio qualificasse o Benfica para as meias-finais da Liga Europa (85').
Numa primeira parte que mostrou uma equipa benfiquista mais controladora do que ativa nas manobras ofensivas, foi da referida péssima decisão de um dos árbitros assistentes que resultou o lance que objetivamente diferenciou a prestação das equipas neste período da 2.ª mão dos quartos de final da segunda competição da UEFA.
Kostic, aos 36', sobre a esquerda da área, estava em posição de fora de jogo quando arrancou para atacar a bola devolvida pelo poste esquerdo (após remate exterior de Gacinovic), chutando então para as malhas.
O lance foi ilegal, o camisola 10 estava adiantado em relação ao penúltimo defensor das águias, mas o assistente não foi capaz de descortinar a infração. E como na Liga Europa ainda não há videoárbitro, o chefe da equipa de arbitragem, Daniele Orsato, validou a jogada e golo (1-0). Na sequência dos justificados protestos no banco do Benfica, o juiz italiano entendeu dar ordem de expulsão ao treinador Bruno Lage.
No arranque do segundo tempo, o Benfica mostrou-se muito perigoso na zona ofensiva. João Félix passou por uma série de adversários no corredor esquerdo, entrou na área e cruzou para a entrada da pequena área, onde um defensor da casa esticou a perna e quase fez autogolo!
Aos 52', o Benfica voltou a construir uma excelente ocasião para igualar o resultado: Samaris, com um toque de classe perto da linha limite da área do Eintracht Frankfurt, picou a bola sobre a linha defensiva e, desmarcado e livre de marcação, Seferovic cabeceou para defesa do guarda-redes Trapp.
Se as águias não aproveitaram as chances para empatar, o Eintracht Frankfurt foi certeiro assim que teve uma aberta: aos 67', após insistência de Rebic no corredor central, a bola sobrou a saltitar para o remate de Rode já no interior da área, entrando na baliza junto ao poste direito (2-0).
Com 4-4 no agregado (em face do 4-2 na Luz), a equipa germânica desempatava pelo critério dos golos marcados fora de casa. As águias precisavam de um tiro no alvo para seguir em frente...
Samaris (70'), Rafa (76') e André Almeida (79') foram rendidos por Pizzi, Salvio e Jonas. O Benfica carregou na parte final do desafio, empurrou o Eintracht Frankfurt para junto da sua área, forçou e esteve quase, quase, quase a garantir o golo que certamente certificaria o apuramento: aos 85', Grimaldo avançou pela esquerda e cruzou largo; Salvio apareceu na direita da área a disparar com força, acertando em cheio no poste mais próximo!!! As águias não apontaram o golo que mereciam, os jogadores e os adeptos do Eintracht respiraram fundo, aliviados.
Os comandados de Bruno Lage concentram agora as energias em absoluto na luta pela conquista do título nacional. Faltam cinco finais e a primeira é já na segunda-feira, às 20h15, no Estádio da Luz, com receção ao Marítimo na 30.ª jornada da Liga NOS.

BRUNO LAGE: "É O MOMENTO DE ESTARMOS JUNTOS PARA AS CINCO FINAIS QUE FALTAM

O treinador do Benfica analisou o desfecho da 2.ª mão dos quartos de final da Liga Europa. A derrota por 2-0 no reduto do Eintracht Frankfurt produziu um agregado (4-4) que afasta as águias da prova. Bruno Lage pediu apoio total para as cinco finais que faltam na perseguição do grande objetivo: a conquista do título nacional.
Golo "oferecido" pelo árbitro e a pressão que faltou
"O árbitro agora, eventualmente, vai olhar para a situação [primeiro golo do Eintracht Frankfurt obtido em fora de jogo] e vai perceber que cometeu um erro, mas não é sobre esse erro que recai o jogo. É verdade que condiciona um pouco porque ofereceu um golo ao adversário, mas temos de olhar um pouco para o nosso jogo e eventualmente perceber onde é que não fomos tão fortes como na 1.ª mão. É uma reflexão que temos de fazer: não fomos tão pressionantes como costumamos ser, devíamos ter sido e estávamos preparados, mas penso que foi sempre um jogo muito equilibrado e também criámos as nossas oportunidades para marcar o nosso golo."
"Merecíamos um golo"
"Criámos as oportunidades que criámos, e mesmo neste jogo a nossa entrada na segunda parte é muito forte. Merecíamos ter feito um golo. Criámos as oportunidades suficientes para marcar os nossos golos e seguir em frente, mas infelizmente não o conseguimos fazer. É mais uma eliminatória que termina empatada e com a penalização de termos sofrido os golos em casa que ditam o nosso afastamento."
Expulsão? Habituados ao videoárbitro...
"Na Liga Europa temos um pequeno monitor junto ao banco e, quando foi o golo, olhei para o monitor e reparei facilmente que o jogador está em posição irregular no momento da recarga. Em dois ou três passos de corrida desloquei-me ao quarto árbitro a dizer-lhe apenas que o jogador estava fora de jogo e fiz o sinal de videoárbitro. Talvez uma falha minha porque estamos tão habituados agora ao videoárbitro que fiz apenas isso e o árbitro entendeu expulsar-me. Não sei se eles têm regras, normas, ou instruções para expulsar, mas foi apenas isso. Às vezes vemos tantos e tantos treinadores a fazerem tanta coisa que realmente fiquei espantado, e pela reação do quarto árbitro, até ele ficou espantado pela minha expulsão. Depois de ter feito 354 jogos ao serviço do Benfica, nos vários escalões, e ser expulso desta maneira pela primeira vez, é normal que fique desgostoso."
Foco total nas cinco finais que faltam
"Este é um mês importante da nossa vida desportiva. Foi isso que eu disse agora aos jogadores. Primeiro, não vamos justificar nada com o árbitro, inclusive eu, que fui um dos prejudicados com a situação porque não pude estar no campo a acompanhar a minha equipa. Segundo, agora não é o momento para apontar o dedo a alguém; agora é o momento de estarmos unidos e o apelo que eu faço desde já aos nossos Sócios e aos nossos adeptos que nos acompanharam aqui, que ficaram em casa e os que estão espalhados pelo mundo, é que temos um mês muito importante. Agora é o momento de aparecerem os verdadeiros, de estarmos unidos, de estarmos juntos para estas cinco finais que faltam, que são muito importantes num Campeonato em que fizemos uma recuperação fantástica e é fundamental estarmos unidos. Acredito piamente que temos equipa e temos jogadores que querem dar uma enorme alegria!"
"Sou magrinho, mas sou rijo"
"A pressão que eu coloco em mim, desde há 20 anos, é enorme, por isso tudo o que surge à volta não tem hipótese. Eu coloquei uma enorme pressão naquilo que é o meu trabalho, a minha carreira e dedico-me de tal forma a ela que tudo o que passa ao lado não tem hipótese de entrar cá dentro. Sou magrinho, mas sou rijo e aguento com tudo."

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o CS Marítimo na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 30.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.04.11 22:54 fidjudisomada UEFA Europa League 2018/9, 1.ª Mão dos Quartos-de-final: SL Benfica 4-2 Eintracht Frankfurt

BOMBARDEIRO BENFICA

Um grande desempenho coletivo, com João Félix a sobressair na hora de visar as redes (três golos e uma assistência), conduziu o Benfica ao triunfo sobre o Eintracht Frankfurt por 4-2 no Estádio da Luz (perante quase 55 mil espectadores), na 1.ª mão dos quartos de final da Liga Europa.
Os primeiros minutos de jogo foram complicados para ambas as equipas: muita intensidade e vontade na discussão da posse de bola, mas pouco esclarecimento e diminuta eficácia, de parte a parte, na circulação da mesma.
Gradualmente, com Fejsa e Samaris no coração da linha média e Gedson a funcionar como terceiro médio e segundo avançado no apoio a João Félix (com Rafa a entrar pela direita e a aparecer também no meio), o Benfica criou uma dinâmica que confundiu o oponente, foi ligando jogadas e aproximou-se da grande área da equipa alemã.
Soltando o seu talento, João Félix estava com tudo e, aos 20', fez um passe a rasgar para a entrada de Gedson pelo corredor central. Já dentro da área, quando se preparava para visar a baliza contrária, o médio benfiquista foi derrubado pelas costas por N'Dicka. O árbitro nem pestanejou: penálti para as águias e cartão vermelho direto mostrado ao defensor do conjunto germânico.
Da marca dos 11 metros, João Félix aguentou a pressão com classe e disparou para a esquerda, colocando a bola no interior da baliza alemã, não obstante a estirada do guardião Trapp (1-0 aos 21'). O camisola 79 estreava-se a marcar pelos encarnados na Liga Europa e nas provas da UEFA.
Em inferioridade numérica, o Eintracht Frankfurt não deixou, no entanto, de exibir um dos traços dominantes: a facilidade com que pressiona e recupera a bola, para depois desenvolver contragolpes potencialmente letais. Num desses lances, aos 40', o conjunto germânico surpreendeu a defensiva do Benfica, cabendo a Luka Jovic, no coração da área, o toque final para o 1-1.
O Benfica carregou nos minutos finais do primeiro tempo e, aos 43', João Félix recebeu o esférico à entrada da área e bombardeou de pé direito, batendo Trapp e assinando o 2-1. O avançado formado e desenvolvido no Caixa Futebol Campus tornava-se no mais jovem jogador de sempre a bisar nas competições europeias, de acordo com a plataforma Playmakerstats.
Antes do intervalo, Cervi, em duas jogadas, ficou muito perto de alargar o resultado para 3-1: no primeiro, o remate foi sustido para canto pelo guarda-redes Trapp; no segundo, o disparo, em posição frontal, fez a bola passar rente à trave.
O Benfica voltou do descanso com vontade de ampliar a soma. Aos 50', no seguimento de um canto executado na direita por Grimaldo, João Félix saltou na zona do primeiro poste e, com as costas, fez uma assistência perfeita para a emenda de Rúben Dias (3-1), uma estreia na UEFA.
O quarto golo das águias tardou menos de 180 segundos. Grimaldo infiltrou-se na esquerda e cruzou rasteiro para o pontapé de primeira de João Félix, de pé direito, no meio da área, batendo o guardião Trapp (4-1 aos 53'). Com este tiro certeiro, passou a ser o português mais jovem de sempre a fazer três golos num jogo das competições europeias, superando Eusébio, segundo a plataforma Playmakerstats.
Ao cair mal após uma disputa aérea, Corchia teve de ser rendido: entrou Pizzi aos 66', recuando Gedson para lateral-direito (66'). E o Benfica rapidamente criou uma excelente ocasião para faturar o quinto golo: João Félix, com um passe magnífico no corredor central, desmarcou Seferovic (rendeu Rafa aos 59'), e o internacional suíço, na cara de Trapp rematou colocado e rasteiro, mas o guardião do Eintracht Frankfurt defendeu com a ponta da bota direita (69').
O adversário alemão, no aproveitamento de um canto batido na direita, reduziu para 4-2 num cabeceamento de Gonçalo Paciência (72').
Na parte final do encontro, Samaris foi rendido por Zivkovic (85') e o Benfica ainda dispôs de mais uma bola perigosa na área: Seferovic, descaído na esquerda, chutou com força, mas errou o alvo por muito pouco.
O jogo da 2.ª mão está marcado para as 20h00 da próxima quinta-feira (18 de abril) na Alemanha.

BRUNO LAGE: "A NOSSA ESTRATÉGIA FUNCIONOU EM PLENO"

"Alcançámos um resultado muito bom perante uma grande equipa", assumiu o treinador do Benfica, Bruno Lage, após o 4-2 sobre o Eintracht Frankfurt na 1.ª mão dos quartos de final da Liga Europa, no Estádio da Luz.
Um golo que muito definiu e mostrou
"A estratégia funcionou em pleno, não jogámos com ponta de lança fixo perante três centrais. O nosso primeiro golo define muito bem o que fomos à procura, com entradas verticais de Gedson. Há que destacar também a forma como entrámos na segunda parte. Alcançámos um resultado muito bom, jogámos perante uma grande equipa. Com 4-1, é verdade que podíamos ter tido mais controlo. Num lance de bola parada, o adversário chegou com mérito ao 4-2. Transição ofensiva forte e bolas paradas são as grandes valias deste adversário. Foi um resultado muito bom, com uma boa exibição. Estamos conscientes do trabalho que fizemos e no domingo cá estaremos novamente para seguir no Campeonato."
Nos "quartos" só há equipas difíceis
"Marcámos quatro golos a um adversário que a determinada altura ficou em inferioridade numérica, mas joga com um sistema muito difícil de contrariar. Vamos com dois golos de vantagem. A eliminatória está em aberto, como estaria com um resultado de 4-1. Estamos a jogar os quartos de final da Liga Europa, todas as equipas são muito difíceis. Temos mais 90 minutos para jogar bem, com a qualidade que mostrámos aqui e seguir em frente. Foi a pensar pela minha cabeça que cheguei aqui e é assim que vai continuar a ser. Jogo a jogo, temos de perceber o adversário, o sistema, que tipo de espaços oferece, depois é escolher a melhor estratégia e o melhor onze."
Jogo diferente sem expulsão?
"Os antigos, como o Jaime Graça, diziam: se o passe para a frente fosse feito para trás, o jogo era logo outro. É consequência do jogo. O penálti resultou de uma situação estratégica treinada por nós. Se não fosse penálti, com certeza o Gedson marcaria o golo, estaríamos em vantagem. É o jogo, não se sabe o que vai acontecer. Na 2.ª mão, podemos chegar lá, fazer um disparate e ficarmos reduzidos a 10 jogadores. As análises fazem sentido em função daquilo que vai acontecendo. Estávamos a ter o controlo do jogo. Aliás, para nós, o momento mais determinante para alterar a nossa dinâmica foi a lesão do Corchia, que nos obrigou a reorganizar, colocando o Gedson a defesa-direito, uma posição que tinha feito nos escalões de formação."
João Félix: o "especial" e o "normal"
"Se não fizesse nenhum golo, diriam que está em baixo de forma; como marcou três, volta a ser o Super-Wings! Vamos com calma, deixá-lo crescer e desfrutar do jogo. É um miúdo muito bom, muito bem tratado pelo grupo. Tem de crescer de forma natural. Não vamos fazer do João Félix um super-herói. É um miúdo fantástico, tem ainda muito para aprender, técnica e taticamente, saber ocupar espaços e perceber os momentos do jogo. E tem de perceber que quando fizer o normal vai ser criticado por quem está desse lado. É o jogador português mais jovem a fazer um hat-trick, facto que o torna cada vez mais especial, mas no dia em que for só o João, é criticado porque não é o João especial. Nós não lhe colocamos qualquer pressão, só queremos que faça o seu jogo e que tenha um crescimento sustentado. É isto que acreditamos que, a trabalhar connosco, vai acontecer."
"Lage effect?" Não... "Run a lot!"
"Correr muito... Os jogadores têm sido fantásticos nisso. Correr, determinados, com uma organização fantástica. Hoje, alterámos a nossa pressão. Vejam o que os quatro homens da frente correram e como pressionaram de forma diferente. Rafa, João, Cervi e Gedson, o que eles correram e pressionaram para a equipa ter um conforto maior naquilo que é jogar contra este sistema [3x4x3]."

Coisas e Loisas

  • Jardel chega aos 45 jogos nas provas europeias ao serviço do Benfica; iguala Toni na 21.ª posição. Luisão continua a ser o jogador encarnado com mais partidas na UEFA pelo clube (127 jogos);
  • Há 15 anos que o Benfica não beneficiava, tão cedo, de uma expulsão na provas europeias: 20' Evan N´Dicka [Eintracht Frankfurt] 2018/19; 3' Copa [Beveren] 2004/05;
  • 22' Benfica 1-0 Eintracht Frankfurt: João Félix estreia-se a marcar nas provas europeias (8 jogos). João Félix abriu o marcador no primeiro remate do jogo para os encarnados (3 remates para o Eintracht);
  • João Félix quebra o jejum sem marcar na Luz mês e meio depois (E. Frankfurt - Chaves). João Félix é o 3.º mais jovem de sempre a marcar pelo Benfica na UEFA (19 anos, 5 meses e 2 dias): 1962 Simões; 2015 Guedes; 2019 Félix;
  • Luka Jović fez o 25.º golo na época; praticamente 50% dos golos da carreira foram marcados em 2018/19. Não marcava há 3 jogos consecutivos desde Outubro 2018.
  • João Félix faz história! É o jogador mais jovem de sempre a bisar na UEFA pelas águias: 2019 - João Félix (19 anos, 5 meses e 2 dias); 1972 - Rui Jordão (19 anos, 7 meses e 14 dias); 1962 - Eusébio (20 anos e 29 dias);
  • João Félix nos primeiros 45 minutos frente ao Eintracht Frankfurt: 3 remates; 2 remates à baliza; 2 golos; 1 remate bloqueado; 83.3% de passes completos;
  • Benfica nunca perdeu os 93 jogos em que saiu em vantagem ao intervalo na Luz em jogos para as competições europeias (87 vitórias e 6 empates)
  • 27 anos depois um português do Benfica faz um hat-trick nas competições europeias: 2019 João Félix; 1992 Pacheco; 1975 Rui Jordão, Nené; 1972 Nené; 1970 Eusébio; 1968 Torres; 1965 Eusébio, José Augusto;
  • Rúben Dias estreia-se a marcar nas provas europeias (16 jogos). O defesa central do Benfica marcou 7 golos nas duas últimas épocas pelas águias em 79 partidas;
  • HISTÓRICO!!! João Félix é o português mais jovem de sempre a fazer 3 golos nas competições europeias, superando Eusébio. Últimos hat-tricks portugueses na UEFA: 2019 João Félix vs E. Frankfurt; 2019 C. Ronaldo vs Atlético; 2017 André Silva vs Austria Wien;
  • Andreas Samaris nos 85 minutos vs Eintracht Frankfurt: Mais passes no jogo (78); 94% de aproveitamento de passes completos; Mais toques na bola (101); Ganhou 55% dos 24 duelos; Recuperou 6 vezes a bola e perdeu 9;
  • Quatro jogos depois o Benfica volta a vencer uma equipa alemã. O último triunfo tinha sido frente ao Dortmund (Champions League) em Fevereiro 2017. As águias conquistam a 15.ª vitória em 49 partidas frente a equipas germânicas (30% de aproveitamento);
  • Benfica não perde em casa há 16 jogos consecutivos, o melhor registo desde 2016/17. A última derrota das águias na Luz foi frente ao Moreirense em Novembro 2018 (1-3);
  • 36% dos jogos do Benfica na era de Bruno Lage foram marcados 4+ golos num jogo. Os encarnados não marcavam em jogos consecutivos 4+ golos desde Fevereiro (Boavista, Sporting - Feirense, E. Frankfurt);
  • Benfica não perde há 21 jogos consecutivos na Luz para a Europa League (11 anos). A última derrota dos encarnados em casa nesta prova aconteceu em 2008 frente ao Metalist (0-1);
  • Benfica foi eliminado apenas por uma vez, em 14 eliminatórias, após uma vantagem de dois golos na 1.ª mão em casa; foi em 1970 frente a equipa... alemã [Vorwärts Berlin, 2-0, 2-0 5-3gp];

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  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Vitória FC na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 29.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.03.17 20:25 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #26: Moreirense FC 0-4 SL Benfica

FORÇA COLETIVA: O MOTOR DO LÍDER

Quatro golos, quatro marcadores diferentes, uma exibição muito bem conseguida e uma vitória inequívoca do Benfica no reduto do Moreirense na 26.ª jornada da Liga NOS (0-4). Com os três pontos arrancados no terreno da equipa-sensação do Campeonato, as águias seguem no comando da prova. Faltam oito finais!
O encontro começou praticamente com a primeira oportunidade de golo, construída pelo Benfica, com Rafa, um pouco descaído para a esquerda, a receber e depois a servir Pizzi, que, mais à direita, entrou na área e, perante o guarda-redes Trigueira, atirou com força, mas errou o alvo por dois palmos (a bola saiu junto ao poste direito).
Rafa, num movimento da esquerda para o meio, ameaçou fazer estragos na baliza do Moreirense (9'). Grimaldo também beneficiou de um livre direto em boa posição, por falta sobre Jonas, mas o tiro saiu por cima da trave (21'). Depois, no espaço de oito minutos, dois golos anulados por fora de jogo: o primeiro ao Moreirense (22'), o segundo ao Benfica, num lance em que Jonas concluiu, já na área, um passe de Pizzi, que, segundo o videoárbitro, partiu de posição irregular (30').
O Benfica estava melhor no jogo, pese a réplica do Moreirense, forçou a chegada às redes contrárias e foi recompensado aos 37'. Grimaldo fez um passe longo, Ivanildo não conseguiu o corte e João Félix enquadrou-se sobre o eixo para bater o guardião Trigueira. Foi o 10.º golo (só na Liga NOS) do avançado recém-chamado à Seleção A, o quarto mais novo de sempre a alcançar aquela marca no Campeonato com o Manto Sagrado, segundo a plataforma Playmaker Stats.
Confortável no controlo da partida, com uma circulação de bola larga e segura (54% de posse), as águias cavaram uma diferença maior no resultado antes de terminar o primeiro tempo.
No seguimento de mais um dos cinco cantos conquistados pelo Benfica nos 45 minutos iniciais, Pizzi, no lado direito, levantou a bola para a área e Samaris foi soberano nas alturas, cabeceando sem remissão para o fundo das redes. O grego marcou pela segunda vez (e de forma consecutiva) no Campeonato, enquanto o internacional português executou o 15.º passe para golo na Liga NOS. Pizzi é, de resto, o rei das assistências nas principais ligas europeias.
O treinador do Moreirense, Ivo Vieira, optou por uma dupla substituição na equipa no recomeço do encontro: saíram Bruno Silva e Fábio Pacheco, entraram Ibrahima e D'Alberto. Mas quem mandava e comandava era o Benfica.
Jonas, com um excelente passe a rasgar, isolou Rafa na faixa central e, na cara de Trigueira, o camisola 27 picou a bola sobre o guarda-redes, assinando o seu 10.º golo na corrente edição da Liga NOS, o 14.º na temporada. O internacional português está a pulverizar os seus recordes.
Gedson (rendeu Pizzi aos 72'), Florentino (ocupou o lugar de Gabriel aos 77') e Cervi (substituiu Jonas aos 84') também contribuíram no retângulo de jogo para a 20.ª vitória das águias no Campeonato. Mas antes de Jonas ceder a posição na equipa, os benfiquistas celebraram pela quarta vez.
Na execução de um canto à direita, Grimaldo bateu a bola para a área, gerou grande atrapalhação entre os defensores do Moreirense... e quem aproveitou foi Florentino, que, rápido a ler a oportunidade, antecipou-se à tentativa de alívio e usou o pé direito para tocar a bola na direção das redes. Florentino, um estreante a faturar, foi o sexto jogador da Formação do Benfica a marcar em 2018/19.
Com um desempenho de muito bom nível em todas as vertentes num campo onde o Moreirense não sofria quatro golos há mais de dois anos, o Benfica venceu e justificou o estatuto de equipa mais realizadora desta Liga NOS (72 golos marcados).

BRUNO LAGE: “FIZEMOS UM GRANDE JOGO E FOMOS SEMPRE A MELHOR EQUIPA”

Bruno Lage considerou, em conferência de Imprensa e na zona de entrevistas rápidas, o resultado justo perante um Moreirense que é “a equipa-sensação” da Liga NOS. Elogiou, ainda, a capacidade que o Benfica demonstrou em cumprir o que pretendia para a partida: frescura física e mentalidade vencedora.
Volume ofensivo, oportunidades e resultado justo
“A equipa fez aquilo que idealizámos. Tínhamos de fazer um grande jogo e estar no nosso melhor. Foi isso que aconteceu frente a uma grande equipa que nos criou vários problemas, nomeadamente na primeira parte. Soubemos controlar, corremos riscos, principalmente no controlo do jogo interior em que tivemos uma estratégia bem montada, com Pedro Nuno e Chiquinho junto dos nossos dois médios. Tínhamos de ir à procura do resultado. Uma primeira parte boa, uma segunda parte melhor. Marcámos quatro golos, estamos satisfeitos com a exibição e cumprimos o que prometemos: estar no nosso melhor, frescos fisicamente e com uma mentalidade vencedora. Só com os atributos que acabei de identifiquei é que poderíamos vencer a equipa que, para mim, é a equipa-sensação do campeonato.”
“Isto não foi resposta nenhuma. Não temos de responder a ninguém. Fizemos um grande jogo, de princípio a fim, fomos sempre a melhor equipa, criámos várias oportunidades e, sendo assim, daquilo que foi o nosso volume ofensivo, o resultado foi justo. Apresentámo-nos muito bem.”
Adaptação a um Moreirense sem referência ofensiva
“Esperávamos que o Pedro Nuno pudesse jogar na frente. Se assim fosse, o Moreirense ia procurar o espaço ao lado dos nossos médios, não ter ninguém como referência no meio dos nossos centrais, ter esse espaço e depois começar a desenhar diagonais. Em algumas situações atingiram esse espaço, estávamos precavidos.”
“Foi um jogo de forças em que o Moreirense também nos criou problemas. Tentou prender, e fê-lo muito bem, o que é a nossa largura pelos dois alas na linha de quatro e depois com Pedro Nuno e Chiquinho entre os nossos dois médios para ter posse de bola. Independentemente de podermos oferecer algum espaço, mantivemos as nossas ideias, a nossa estrutura, particularmente com os nossos alas a defender à largura; em termos ofensivos, procurámos o jogo de corredores e a partir daí explorar a profundidade. Tentámos circular a bola, levando-a a um corredor e ao outro para depois encontrar espaço entre defesas. Com o nosso volume ofensivo e com as oportunidades criadas, o resultado foi aparecendo.”
Gabriel foi caso pontual em jogo com elevada frescura
“São coisas pontuais que vão acontecendo e temos de estar atentos. Jogar de três em três dias é o preço do sucesso, mas o mais importante é a resposta que a equipa deu, com uma frescura física e qualidade de jogo enormes.”
Paragem para os jogos das Seleções
“O mais importante é trabalhar como temos trabalhado. Há várias formas de desenvolver o nosso trabalho e o recurso às imagens é fundamental. Os jogadores a este nível já têm capacidade de decisão, inteligência e maturidade tática para corresponder. Outra coisa é treinar o que vivenciamos no vídeo. Não basta ver, temos de sentir, treinar, aperfeiçoar e essa intensidade vê-se no treino. Estamos satisfeitos com todos. Há coisas que temos de estar sempre a trabalhar e a evoluir. É o dia a dia, treino a treino, jogo a jogo.”
“As paragens vêm sempre em boa hora… ou não. Estamos com uma dinâmica muito boa. Vamos ter alguns dias para recuperar jogadores, descansar e continuar a trabalhar.”
Bolas paradas da era Bruno Lage
“Na nossa forma de trabalhar, como já puderem verificar, quem coordena as bolas paradas é o Nélson Veríssimo, juntamente com o Alexandre Silva e com o míster Pietra. É um trabalho de equipa e é esse o sucesso. Falo ainda do Marco Pedroso, do Jhony Conceição, que são os analistas, o Fernando Ferreira, que é o treinador de guarda-redes. A nossa equipa técnica é isto. Temos um conjunto de tarefas e o trabalho vai aparecendo. Em relação a esquemas táticos, temos coisas que são padrão e depois há a análise ao adversário e ao seu posicionamento. Nem todos defendem de forma igual, uns atletas são mais altos, outros mais baixos… Esse é um trabalho doloroso, mas que tem trazido frutos e estamos satisfeitos.”
Campeonato vai ser disputado até ao fim
“São quatro equipas e não apenas duas. Já tive a oportunidade de colocar SC Braga e Sporting na luta. É verdade que o SC Braga pode receber os dois primeiros classificados em casa, mas há um facto importante: todos os jogos são difíceis e isto não é uma frase feita. Há equipas a lutar pela vida, no último terço do campeonato estão pontos em disputa que valem a manutenção. Vejam o Chaves que hoje [domingo] foi vencer [à Vila das Aves]. As equipas vão dar tudo e lutar até ao fim pela manutenção. O nosso próximo adversário é o Tondela que, pela qualidade do plantel e do treinador, vai ser um jogo muito difícil. Temos de voltar a fazer um grande jogo com o Tondela para conquistar os três pontos.”

Coisas e Loisas

  • João Félix marca pela 12ª vez em 2018/2019. O avançado marcou em 6 das últimas 8 jornadas;
  • Andreas Samaris marca pela 2ª vez em 2018/2019. O médio fatura pela 2º jornada consecutiva - já tinha feito o gosto ao pé na receção ao Belenenses SAD;
  • Melhores épocas de Samaris no Benfica (golos): 2 - 2015/2016 e 2018/2019; 1 - 2017/2018;
  • O Benfica, depois de três jogos sem marcar golos na 1ª parte, marcou 2 nos primeiros 45 minutos em Moreira de Cónegos: vs Dínamo Zagreb - 0; vs Belenenses SAD - 0; vs Dínamo Zagreb - 0; vs MOREIRENSE - 2;
  • As últimas 8 jornadas de João Félix na Liga: vs Boavista - 1; vs Sporting - 1; vs Nacional - 1; vs Aves - 0; vs Chaves - 1; vs FC Porto - 1; vs Belenenses SAD - 0; vs MOREIRENSE - 1;
  • João Félix é o 4º mais novo de sempre a chegar aos 10 golos na Liga pelo Benfica: Espírito Santo - 17 Anos 4 Meses; Chalana - 18 Anos 3 Meses; António Simões - 19 Anos 3 Meses; JOÃO FÉLIX - 19 Anos 4 Meses;
  • Rafa Silva marca pela 10ª vez na Liga. O extremo português marcou em 5 das últimas 6 jornadas;
  • Últimas 6 jornadas de Rafa Silva: vs Nacional - 1; vs Aves - 1; vs Chaves - 1; vs FC Porto - 1; vs Belenenses SAD - 0; vs MOREIRENSE - 1;

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o CD Tondela na próxima partida, no Estádio Estádio da Luz, em jogo a contar para a 27.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.03.14 23:39 fidjudisomada UEFA Liga Europa 2018/9, 2.ª mão dos 8-avos-de-final: SL Benfica 3-0 (ap) GNK Dinamo Zagreb

ÁGUIAS DE FERRO NOS "QUARTOS" DA LIGA EUROPA

O Benfica precisou de prolongamento, mas, com serenidade e competência, torneou o Dínamo Zagreb – que se plantou no relvado da Luz de forma a tapar os caminhos para a sua baliza – e operou a décima reviravolta europeia no seu Estádio. À derrota por 1-0 na Croácia, respondeu com 3-0 em 120 minutos. Jonas empatou a eliminatória e depois Ferro e Grimaldo assinaram os golaços do apuramento para os quartos de final da Liga Europa.
A gestão do plantel do Benfica conduziu o treinador a montar um onze com as novidades Yuri Ribeiro (no lado esquerdo da defesa), Fejsa (no coração do meio-campo, como trinco), Zivkovic (sobre um dos flancos) e ainda Jota (estreia a titular) como parceiro de ataque de Rafa.
Com total controlo dos acontecimentos no Estádio da Luz, o Benfica sentiu, no entanto, dificuldades para provocar espaços e desequilíbrios nos últimos 20 metros do terreno de jogo na primeira vintena de minutos da partida, tendo por diante um adversário que, replicando o que fizera na 1.ª mão, atuou com linhas juntas e dispostas à frente da sua grande área.
Um pontapé de Zivkovic para fora, aos 23', iniciou a alteração do cenário. Volvidos três minutos, foi por muito pouco que um passe de Jota não deixou Rafa isolado sobre o eixo. Aos 38', o Benfica esteve muito perto do golo: Pizzi recuperou a bola, correu para a área, derivou para dentro e disparou para defesa de Livakovic. Rafa, recebendo um passe de Pizzi, também visou o alvo, aos 42', mas o tiro executado à entrada da área foi sustido pelo guardião do conjunto de Zagreb.
O ataque à segunda metade do desafio foi feito com duas alterações na equipa: Yuri Ribeiro e Zivkovic cederam as posições a Grimaldo e Jonas. Os encarnados, com ligações mais mecanizadas em zonas ofensivas, aceleraram a circulação e foram empurrado o Dínamo para a sua grande área. Sempre compacto e bem arrumado, o conjunto croata defendia-se como podia, nem que fosse na base dos chutões para o lado ou para a frente.
As águias apertaram, pressionaram, desgastaram o oponente e, já com João Félix na vez de Jota (62'), marcaram por intermédio de Jonas (1-0) e igualaram a eliminatória. Pizzi, com um toque de cabeça subtil e preciso na área, calibrou o esférico à medida do pontapé do camisola 10, que acertou nas redes (71'). Foi o primeiro golo do Pistolas com o Manto Sagrado na Liga Europa... e a 18.ª assistência de Pizzi na corrente temporada!
Uma poderosa arrancada de Rafa pela esquerda (76') e dois tiros de Jonas (78' e 79') poderiam ter arrumado o apuramento para os quartos de final da Liga Europa no tempo regulamentar, mas o jogo deslizou mesmo para prolongamento.
Depois de uma tentativa de Gavranovic (92'), Pizzi, no ataque imediato, retaliou e deixou o guarda-redes dos croatas em apuros num remate de meia distância (92'). Um disparo de Jonas deu trabalho a Livakovic e originou a conquista de um canto sobre a esquerda. Estava a desenhar-se o segundo golo das águias... No seguimento do referido canto, a defensiva do Dínamo procurou aliviar de qualquer maneira e a bola ficou ao alcance de Ferro, que se adiantara para apoiar o ataque; o central tocou curto para o lado, viu uma aberta e chutou com força e colocação, assinando o 2-0 (94'). O primeiro golaço da noite (uma estreia para Ferro nas provas da UEFA), o centésimo das águias em 2018/19.
Gojak, em posição aparentemente irregular (não assinalada pela equipa de arbitragem), causou perigo aos 96', mas o ponto final na eliminatória estava reservado para a bota esquerda de Grimaldo, que rubricou o segundo golaço da partida, com um tiro monumental a partir da esquerda (105'), passados dois minutos sobre a expulsão de Stojanovic (viu amarelos pela falta cometida e pelo veemente protesto).
Já na segunda parte do prolongamento, com o Benfica ligado à ideia de ampliar o score e o Dínamo a gastar as energias que tinha em busca de um golo, Atiemwen furou pelo eixo da defensiva encarnada e, com Odysseas por diante, chutou para fora (111'). Antes de se encerrar o jogo, Pizzi, em boa posição, enjeitou a chance de apontar o 4-0.

BRUNO LAGE: “EXIBIÇÃO MUITO BOA, SÓLIDA E CONSISTENTE”

No final do triunfo por 3-0 diante do Dínamo Zagreb na segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa, Bruno Lage analisou a exibição, explicou a gestão feita e as opções para o onze inicial, e garantiu que “o que interessa é recuperar bem” para o desafio de domingo, com o Moreirense.
Análise a uma passagem justa
“Não sofremos, fizemos uma exibição muito boa, sólida, consistente e em crescendo. Pena termos ido para os 120 minutos, mas tivemos sempre o jogo controlado e conseguimos ter várias oportunidades de golo. Acaba por ser um resultado justo e uma passagem com muito mérito.”
“Face à gestão feita no campeonato, sabíamos que o Dínamo [Zagreb] ia ser uma equipa muito idêntica. Um 4x3x3 com forte pressão dos médios contra os nossos médios, a tentar bloquear as nossas saídas de bola. Desta vez jogámos muito por fora e tentámos criar movimentos e diagonais entre os defesas. Esse já tinha sido o plano na primeira mão e não tivemos sucesso. Queríamos ter uma circulação forte, com ataque à profundidade através de Jota e Rafa. A entrada de Jonas veio procurar o espaço com que jogamos de um corredor ao outro. Quando a equipa bascula, oferece espaço. Tomámos a decisão de trazer o Rafa, de novo, para o corredor, com o Jota a manter os movimentos, tal como o Pizzi no outro corredor e ter o Jonas entre linhas. São coisas que vemos antes e durante o jogo.”
Gestão a pensar no Campeonato Nacional
“Jonas e Grimaldo eram os únicos jogadores que me preocupavam. Não lhes queria dar 90 minutos. Tínhamos essa situação estudada. Ao intervalo, e a precisar de ir atrás do resultado, tivemos a opção de trocar. Sabíamos que não iam jogar 90 minutos, mas sim 70 minutos, que é o tempo de treino que iam ter. Isso estava previsto, são questões estratégicas.”
Procura da profundidade como mote ofensivo
“É o que eu já tinha dito no último jogo: faltou-nos alguma profundidade. Jogámos contra uma defesa que por vezes fecha com dois médios e dá espaço ao lado desses médios. Aí, há situações para rematar e tínhamos de as aproveitar. São coisas que vamos observando. Umas vezes corre bem, outras não. O que é preciso salientar é que somos a mesma equipa que perdeu em Zagreb.”
“Temos feito esta caminhada jogo a jogo. Quando terminou o jogo da primeira mão, sentei-me perante os jornalistas e o que é que vocês disseram? Falta profundidade. Quais são os jogadores que nos dão profundidade? Rafa e Jota. Se o campeonato é a prioridade? Essa é uma questão de entendermos quem nos dá as melhores soluções. Rafa e Jota fizeram muita pressão sobre a bola na saída para o ataque, não deixando o adversário confortável a sair. Em termos defensivos fizeram esse trabalho e depois tínhamos de procurar a profundidade.”
Sem preferências na Liga Europa e recuperar bem para domingo
“Não tenho preferências. O que interessa é recuperar bem, mas digo já que com a exibição em crescendo que fizemos e a chegar aos 120 minutos a correr como corremos, dá-nos mais força e prova que a equipa recupera mais rapidamente. Domingo, vamos apresentar-nos da melhor forma possível para fazer mais uma grande exibição, ao nível do que temos feito nos últimos dois meses e meio.”
“Jogamos com a mesma intensidade com que treinamos. Ver o Rafa a fazer os piques que fez, o Fejsa a jogar 120 minutos sem ter ritmo de jogo, leva-nos a crer que estamos no bom caminho. Estamos plenamente convictos de que a gestão que temos feito da equipa é a mais acertada.”

Coisas e Loisas

  • Estrangeiros nas águias: Ljubomir Fejsa chega aos 160 jogos pelo Benfica e ultrapassa o mítico central brasileiro Carlos Mozer. O médio internacional sérvio é o 13.º estrangeiro mais utilizado pelos encarnados;
  • Jonas é atualmente o jogador do Benfica em campo com + experiência na Liga Europa (18J); marcou 4 golos nos últimos 5 jogos realizados
  • J. Félix não era suplente utilizado desde a derrota do Benfica em Portimão (2-0), o último jogo de R. Vitória pelos encarnados;
  • Jonas faz o 14.º golo nas competições europeias. Os quatro golos de Jonas pelo Benfica foram todos marcados na Luz: 2018/19 Dinamo Zagreb, Europa League; 2018/19 Ajax, Champions; 2015/16 Zenit, Champions; 2015/16 Galatasaray, Champions;
  • Jonas não marcava na Liga Europa desde 2012, foi o 3.º golo na prova: 2019 vs [C] Dinamo Zagreb [Benfica]; 2012 vs [F] Altético Madrid [Valencia]; 2012 vs [C] Stoke City [Valencia];
  • Benfica vai participar no 10.º prolongamento na UEFA, venceu apenas uma partida: 1991 Arsenal 1-3 Benfica, Taça dos Campeões Europeus;
  • Ferro em 9 jogos na equipa A igualou o máximo de golos numa temporada como sénior (3 remates certeiros). Estreia a marcar nas competições europeias (4 jogos);
  • Sete anos depois um defesa central do Benfica marca numa lance de bola corrida na UEFA: 2019 Ferro vs Dinamo Zagreb [C], Europa League; 2012 Garay vs Celtic [C], Champions League;
  • Álex Grimaldo fez o 7.º golo nesta temporada, o 3.º nas provas europeias (AEK x2 e Dinamo Zagreb), nunca tinha marcado tantos golos numa temporada na UEFA. O defesa não marcava há 7 jogos, desde a goleada por 10-0 frente ao Nacional;
  • Nos últimos 13 anos na UEFA, nunca o Benfica teve dois defesas a fazer dois golos fora da área no mesmo jogo: Ferro e Álex Grimaldo;
  • Ferro fez o 100.º golo do Benfica em 2018/19; os encarnados já contam com 101 golos marcados em 48 jogos (2.10 golos por jogo). Benfica com Bruno Lage já leva 46 golos (17 jogos), pegou na equipa com 55 golos marcados;
  • Benfica vence pela 2.ª vez na sua história um prolongamento na UEFA (10 ocasiões): 2019 Benfica 3-0 Dinamo Zagreb, Europa League; 1991 Arsenal 1-3 Benfica, Taça dos Campeões Europeus.
  • Foi a 5.ª goleada em 8 partidas na Luz sob o comando de Bruno Lage em 2018/19. Desde Agosto que os encarnados não goleavam desde a vitória na Grécia frente ao PAOK (1-4);
  • Há 5 anos que os encarnados não goleavam na Luz para as competições europeias. Últimas goleadas do Benfica na UEFA: 3-0 Dinamo Zagreb [C], Europa League 2018/19; 1-4 PAOK [F], Play-off Champions League 2018/19; 3-0 PAOK [C], Europa League 2013/14;
  • Em todas as edições da UEFA Europa League (desde 2009) em que os encarnados participaram, chegaram sempre aos quartos de final: 2018/19 Quartos [?]; 2013/14 Finalista; 2012/13 Finalista; 2010/11 Meias-finais; 2009/10 Quartos;
  • Benfica 100% vitorioso frente a equipas croatas na Luz e continua sem sofrer frente ao Dinamo Zagreb: 2019 Dinamo Zagreb 3-0 (ap), Europa League; 2004 Dinamo Zagreb 2-0, Taça UEFA; 1994 Hajduk Split 2-1, Liga dos Campeões; 1980 Dinamo Zagreb 2-0, Taça das Taças;
  • Possíveis adversários: Slavia Praga (República Checa); Arsenal (Inglaterra); Villarreal (Espanha); Eintracht Frankfurt (Alemanha); Valência (Espanha) ; Nápoles (Itália); Chelsea (Inglaterra).

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Moreirense FC na próxima partida, no Parque Joaquim Almeida Freitas, em jogo a contar para a 26.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.03.07 20:53 fidjudisomada UEFA Liga Europa 2018/9, 1.ª mão dos 8-avos-de-final: GNK Dinamo Zagreb 1-0 SL Benfica

DAR A VOLTA NO INFERNO DA LUZ

O Benfica perdeu por 1-0 na visita ao Dínamo Zagreb no primeiro jogo dos oitavos de final da Liga Europa. Falta a segunda parte da eliminatória, marcada para as 20h00 da próxima quinta-feira (14 de março) no inferno do Estádio da Luz, onde efetivamente se decidirá quem avança para a ronda seguinte.
Com algumas alterações no onze, o Benfica apresentou Corchia no lado direito da defesa e Florentino, Gabriel, Gedson e Krovinovic no meio-campo. Frente a um Dínamo que apostou todas as fichas no ponto em que é mais forte, ou seja, as saídas em ataque rápido e contra-ataque, as águias desenharam a primeira oportunidade clara de golo no Estádio Maksimir: uma combinação perfeita com João Félix deixou Grimaldo na cara do guarda-redes da equipa croata, mas o remate do lateral espanhol seria parado por Livakovic (7').
Olmo destacava-se na dinamização das transições velozes do Dínamo, que aos 11' teve Orsic a acelerar na esquerda, a puxar a bola para dentro e a disparar ao lado. O conjunto benfiquista não era eficaz na ligação dos lances ofensivos, nesta fase, e o anfitrião aproveitou para arriscar um pontapé de meia distância por intermédio de Olmo, aos 19', sobressaindo então a categoria de Odysseas, que sacudiu para canto.
Seferovic, aos 31', ficou caído no relvado, em dificuldades físicas. Foi assistido, mas não estava em condições de prosseguir na partida, sendo substituído por Cervi. Com esta modificação, Krovinovic passou a atuar mais sobre o corredor central, próximo de João Félix, a unidade mais adiantada nos encarnados.
O jogo estava indefinido quando, aos 36', o árbitro inglês Michael Oliver considerou que Rúben Dias cometeu falta sobre Olmo já no interior da grande área do Benfica. De penálti, o Dínamo Zagreb adiantou-se no marcador aos 38': Petkovic foi o marcador do único golo da primeira parte (1-0). Gojak, aos 45'+1', ainda rompeu pelo eixo, mas Odysseas estava lá a mostrar serviço.
Aumentando a velocidade na circulação de bola, o Benfica rondou a grande área do Dínamo Zagreb no primeiro quarto de hora do segundo tempo, mas não conseguiu ser incisivo nos últimos metros, diante de um adversário que se fechou bem e procurava converter as recuperações em venenosos contragolpes, exigindo concentração e um estado de alerta máximo por parte dos defensores encarnados.
Florentino saiu aos 58' (entrou Rafa) e Gedson cedeu a posição aos 71' (substituído por Zivkovic). O Benfica variava a matéria-prima nas zonas ofensivas, mas rareavam as bolas de golo. Aos 84', num livre direto, Grimaldo tentou o empate, mas o esférico saiu à figura do guardião Livakovic.
O resultado não se alterou, mas a passagem aos quartos de final está em aberto. Tudo se decide na noite da próxima quinta-feira (14 de março) no Estádio da Luz.

BRUNO LAGE: "ESTAMOS NO INTERVALO, AINDA NÃO ACABOU"

Assim que terminou o desafio no Estádio Maksimir, Bruno Lage reuniu os jogadores e passou-lhes a mensagem: "Estamos a perder por 1-0, mas ainda não acabou. Vamos agora recuperar o melhor possível, enfrentar o Belenenses e depois a 2.ª mão desta eliminatória." A derrota sofrida em Zagreb perante o Dínamo (1-0) nos "oitavos" da Liga Europa é para corrigir na Luz.
Análise ao jogo e abordagem tática
"Não foi o resultado que estávamos à espera. Tivemos uma boa entrada, com uma oportunidade muito clara para marcar, não conseguimos. Eles jogando em 4x3x3 e nós em 4x4x2, prevíamos uma forte pressão dos dois médios adversários sobre os nossos dois médios [Florentino e Gabriel] e ainda um ponta de lança a pressionar os nossos centrais. O nosso grande objetivo com a inclusão de Gedson à direita e Krovinovic à esquerda era jogar por dentro para ocuparem o espaço entre o médio-centro, manter a largura com Corchia à direita e Grimaldo à esquerda e depois ter a dinâmica dos nossos dois avançados, que é muito forte, tanto entre linhas como no ataque à profundidade."
Resultado deixa "tudo em aberto"
"Neste momento estamos a perder, mas ainda não perdemos. É um resultado que deixa tudo em aberto. Foi pena o penálti contra, porque, por aquilo que as equipas fizeram, penso que o resultado certo seria o empate. Faltou-nos ser um pouco mais agressivos no ataque à profundidade e perceber que em determinados momentos temos de procurar situações entre linhas para rematar à baliza, criar remates de longa distância. Está tudo em aberto. Agora é recuperar e preparar a equipa para o próximo jogo do Campeonato, que é com o Belenenses."
O Dínamo surpreendeu?
"Não, não nos surpreendeu. O Dínamo jogou num bloco baixo, com pressão sobre os nossos dois médios, procurando estar muito compacto numa primeira fase. Tivemos a primeira grande oportunidade com o nosso defesa-esquerdo isolado na cara do guarda-redes. Foi uma equipa que se juntou muito à sua área, que cria uma linha de seis homens, com os três médios e o avançado a ser a grande referência. Pelo facto de ter chegado à vantagem ficou muito mais confortável no jogo."
Lesão de Seferovic condicionou?
"Tentámos corresponder com o Cervi na esquerda, procurando fazer os mesmos movimentos. É verdade que, depois de um início muito bom, foi uma situação que nos condicionou [aos 31' de jogo], porque o Seferovic é um jogador que tem um ataque à profundidade muito interessante. Com a saída dele, deixámos de ter um ataque à profundidade como costumamos ter e isso deu algum conforto à defesa do Dínamo. Mas não podemos usar isso para justificar o que fizemos de menos bom. Fomos corrigindo, tentámos, mas não tivemos o ataque à profundidade, entre defesas, e também não conseguimos procurar os espaços ao lado dos três médios para rematar à baliza."
"Desgaste é o quê?"
"Já viram vários tipos de lesões... O desgaste é o quê? É o agarrar na parte posterior da coxa. Não foi o caso de Seferovic. A lesão acontece num salto. Isto pode suceder quando se disputa uma bola no ar e um pé chega primeiro ao chão, e nesses casos pode haver um toque num adutor. Não foi numa corrida. Vou ser muito claro: jogámos no sábado e tivemos dias suficientes para uma ótima recuperação. Se eu sentisse que o Seferovic estava em risco, ele não entraria no onze. Vai ser avaliado e depois, em função disso, tomaremos as nossas decisões. Antes disso, teremos de perceber muito bem o que é o Belenenses e definir uma estratégia boa que nos permita continuar nesta caminhada no Campeonato, em que estamos em primeiro e queremos continuar."
Juntou os jogadores no final. Que mensagem?
"Disse-lhe que é um jogo que está no intervalo, estamos a perder por 1-0, mas ainda não acabou. Vamos agora recuperar o melhor possível, enfrentar o Belenenses [na 25.ª jornada do Campeonato] e depois a 2.ª mão desta eliminatória na quinta-feira [também no Estádio da Luz]."

Coisas e Loisas

  • Filip Krovinovic é titular pela 1ª vez nas competições europeias com a camisola do Benfica. Não jogava de início na Europa desde agosto de 2016 - Rio Ave x Slavia de Praga;
  • 7 jogadores foram titulares no Benfica nas 3 primeiras partidas europeias de Bruno Lage: Vlachodimos; Rúben Dias; Ferro; Florentino; Gedson Fernandes; João Félix; Haris Seferovic;
  • Em 15 jogos com Bruno Lage no comando, é apenas a 3ª vez que o Benfica chega ao intervalo sem golos marcados : V. Guimarães x Benfica - Liga; Benfica x Galatasaray - Liga Europa; DÍNAMO ZAGREB x BENFICA - LIGA EUROPA;
  • É o 5º penálti sofrido pelo Benfica em 2018/2019: Benfica x Sporting - Nani (golo); Belenenses SAD x Benfica - Eduardo (golo); Benfica x Boavista - Mateus (falhado); Sporting x Benfica - Bas Dost (golo); DÍNAMO ZAGREB x BENFICA - PETKOVIC (golo);
  • Andrija Zivković estreia-se na edição 2018/2019 da Liga Europa. Não jogava na 2ª competição mais importante de clubes europeus desde dezembro de 2015 - Partizan 1x3 Augsburgo;
  • Ao 15º jogo, eis a 2ª derrota de Bruno Lage no comando técnico do Benfica: FC Porto 3x1 Benfica - Taça da Liga; DÍNAMO ZAGREB 1x0 BENFICA - LIGA EUROPA;
  • Com Bruno Lage no comando, é apenas a 2ª vez que o Benfica não marca golos: Benfica 0x0 Galatasaray - Liga Europa; DÍNAMO ZAGREB 1x0 BENFICA - LIGA EUROPA;
  • É a 15ª vez que o Benfica perde fora por 1x0 na 1ª mão de competições europeias: 5 passagens; 9 eliminações;
  • É a 3ª vez que o Benfica passa 2 jogos europeus consecutivos sem marcar (SÉC XXI): Benfica 0x0 Barcelona - Barcelona 2x0 Benfica (2005/2006); Juventus 0x0 Benfica - Sevilla 0x0 Benfica (2013/2014); BENFICA 0x0 GALATASARAY - DÍNAMO ZAGREB 1x0 BENFICA (2018/2019);
  • Neste século, é já é a 8ª época em que o Benfica soma 4 (ou mais) derrotas europeias: 2003/2004 - 4; 2006/2007 - 5; 2007/2008 - 5; 2008/2009 - 4; 2010/2011 - 5; 2012/2013 - 4; 2017/2018 - 6; 2018/2019 - 4;
  • Derrotas europeias do Benfica em 2018/2019: Benfica 0x2 Bayern de Munique; Ajax 1x0 Benfica; Bayern de Munique 5x1 Benfica; DÍNAMO ZAGREB 1x0 BENFICA;
  • O Benfica, depois da derrota perante o Dínamo, continua sem ganhar e marcar em solo croata: Dínamo Zagreb 0x0 Benfica - Taça das Taças (1980/1981); Hajduk Split 0x0 Benfica - Liga dos Campeões (1994/1995); DÍNAMO ZAGREB 1x0 BENFICA - LIGA EUROPA (2018/2019).

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos a Belenenses SAD na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 25.ª jornada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.03.02 23:28 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #24: FC Porto 1-2 SL Benfica

MAGNÍFICOS NO VOO PARA A LIDERANÇA!

O Benfica entrou no clássico a um ponto do primeiro lugar, foi magnífico na forma como deu a volta ao resultado e ao FC Porto no Estádio do Dragão (1-2) e regressou da 24.ª jornada no comando da Liga NOS, com dois pontos à maior e clara vantagem (ganhou em casa e fora) no confronto direto com o rival. São agora nove as vitórias seguidas que dão corpo à melhor série do conjunto orientado por Bruno Lage.
Sem temores, sabendo ao que ia o que pretendia alcançar nesta deslocação ao Estádio do Dragão, a equipa do Benfica, montada em 4x4x2, ganhou o primeiro canto do clássico aos 9', como resultado de uma tentativa de perfuração de André Almeida e João Félix, combinados na direita.
A bater o minuto 15, Pizzi infiltrou-se na área portista pelo lado esquerdo e, no mano a mano com Manafá, foi bloqueado em falta pelo lateral-direito, que puxou a camisola do 21 das águias e impediu-o de prosseguir a marcha, depois de um pequeno toque na bola com o qual desenquadrou o oponente. O árbitro Jorge Sousa mandou o jogo seguir e o lance não mereceria revisão.
O ataque seguinte pertenceu aos dragões, que conquistaram uma falta (Brahimi foi travado por Rúben Dias) perto da quina esquerda da grande área encarnada. Adrián López posicionou-se para bater, rematou, acertou na barreira e ainda foi capaz de armar a recarga de pé direito (18').
A bola sobrevoou a linha benfiquista, Pepe, em posição aparentemente irregular, agachou-se e Odysseas não conseguiu evitar o golo. A jogada foi revista pelo videoárbitro, e Jorge Sousa, que não recebeu recomendação para visionar o sucedido, teve ordem para validar o 1-0.
Aos 22' a igualdade esteve para ser restabelecida num raide de Pizzi, mas o tiro do internacional português, já no interior da área, esbarrou nas pernas de Casillas. Uma clara oportunidade de golo!
Não aconteceu neste ataque, aconteceu no culminar de outra ação ofensiva dos encarnados: aos 26', a pressão alta surtiu efeito, o Benfica apossou-se do esférico e, na esquerda, Seferovic cruzou para o remate certeiro de João Félix no coração da área azul e branca (1-1)
Os portistas tentaram replicar, mas o Benfica deu troco e foi a equipa que mais perto esteve de desempatar o clássico: Seferovic, aos 45', escapou na esquerda, entrou na área e rematou com força, à figura, porém, de Iker Casillas.
O Benfica estava focado na reviravolta e foi atrás dela com bravura e discernimento depois do período de descanso. Aos 51', Rafa conduziu um ataque a alta velocidade e depois serviu João Félix, que cruzou e ganhou um canto. As águias estavam de olho nas redes e chegaram lá aos 52' num remate de Rafa, fora da área, após combinação curta com Pizzi, que teve papel decisivo na forma como temporizou e colocou o companheiro na carreira de tiro.
O camisola 27 disparou e a bola entrou junto ao poste esquerdo, sem chances para Casillas, fazendo assim o seu 13.º golo na temporada (um recorde pessoal em toda a carreira), o nono na corrente edição do Campeonato.
Por baixo no resultado e com a liderança a escapar-lhe, o FC Porto procurou contrariar o Benfica, que tornaria a ameaçar a baliza dos dragões num livre lateral batido por Pizzi na direita e cabeceamento de raspão de Rúben Dias na área, para fora.
A organização da equipa benfiquista superiorizava-se, com enorme entreajuda, e sobrepunha-se às ações de ataque dos portistas. Gedson foi o primeiro a saltar do banco para refrescar a equipa (substituiu Pizzi aos 71')... e o Benfica rondou o 1-3 aos 76' em mais uma jogada de Rafa, que quase replicava a finalização que lhe permitiu apontar o 1-2.
Logo a seguir, no entanto, Jorge Sousa apitou uma falta de Gabriel sobre Otávio e depois, em face do desentendimento entre os jogadores, resolveu dar dois amarelos ao médio do Benfica, pela infração e pelo comportamento sucedâneo, reduzindo as águias a 10 unidades (77'). Otávio, na circunstância, viu apenas um cartão amarelo.
Igual a si próprio, organizado e sereno, o Benfica aguentou o esforço final do FC Porto, que teve o seu melhor em dois remates do central Felipe (um para excelente defesa de Odysseas, outro a fazer com que a bola raspasse na parte superior do travessão, após canto batido à direita). Corchia (por Rafa aos 88') e Cervi (por João Félix aos 90'+2') também foram a jogo e ajudaram em campo ao sucesso neste clássico.

BRUNO LAGE: “VENCEU A MELHOR EQUIPA”

Apesar da vitória do Benfica no clássico (1-2) e consequente subida à liderança isolada da Liga NOS, Bruno Lage recusa entrar em euforias, lembrando que “ainda há muitos pontos por disputar” e que a caminhada continuará a ser feita “jogo a jogo”.
CAMINHO PARA A LIDERANÇA
“Agradecer aos jogadores pelas duas coisas: pela atitude demonstrada no treino – em querer formar esta equipa que hoje [sábado] se viu aqui, competitiva – e também porque, de alguma forma, estão a fazer de mim treinador. Isso é muito importante. Tenho dito que o mérito é todo deles e esta caminhada de dois meses só tem sido realizada pelo trabalho que eles colocam em campo. Tinha consciência de que se treinássemos e jogássemos de uma determinada forma, poderíamos fazer um bom trabalho.”
ANÁLISE AO CLÁSSICO
“Fizemos uma primeira parte muito boa, com enorme qualidade, mantivemos o equilíbrio nas emoções com o golo sofrido, fomos à procura do nosso resultado e penso que até aos 1-2, durante os 60 minutos, fomos a melhor equipa. Depois o jogo começou a ser equilibrado, o FC Porto começou a responder e fez alterações importantes e determinantes para tentar dar a volta ao resultado. Apesar da expulsão [de Gabriel], controlámos o jogo e fechámo-lo de uma forma brilhante. É um resultado justo porque venceu a melhor equipa.”
“Seferovic e Pizzi falharam duas bolas claras de golo na cara do guarda-redes na primeira parte, onde, na minha opinião, fomos a melhor equipa. Houve uma entrada forte do FC Porto, fruto do ambiente que se vive no estádio. Estava planeado, pelo menos na nossa forma de jogar, não colocar os nossos médios a receber a bola de costas para a baliza do adversário. Puxámos um pouco ao jogo e à pressão e, com as nossas saídas por fora, com o tempo, o jogo ia ficar mais adequado àquilo que é a nossa forma de jogar. Foi isso que aconteceu. Tínhamos consciência do que tínhamos de fazer, quer a atacar, quer a defender.”
A REVIRAVOLTA
“Gosto muito de usar a palavra ‘equilíbrio’. De alguma forma, quando estávamos por cima no jogo, sofremos o golo. É o que digo aos jogadores: se emocionalmente estivermos tranquilos e soubermos o que temos de fazer em campo, vamos mais tranquilos para o jogo, e foi isso que aconteceu.”
REAÇÃO À EXPULSÃO DE GABRIEL
“O FC Porto respondeu muito bem, abriu muito bem nas alas – a troca dos médios para sair a três com o Danilo no meio – e nós fechámos com cinco defesas – para não permitir cruzamentos –, três médios com alguma capacidade para sair na transição (Samaris no meio, Gedson na direita e Cervi na esquerda) e mantivemos o ponta de lança para segurar a bola. Foi também um jogo tático de ambas as partes, entre duas equipas de enorme qualidade, e ficamos muito satisfeitos porque, mais uma vez, aquilo que pensámos funcionou e correu bem.”
TESTES DIFÍCEIS FORA DE CASA
“Se fizéssemos os jogos todos ao mesmo tempo, não tínhamos hipótese. Jogo a jogo, treino a treino, vamos fazendo a nossa caminhada.”
BENFICA COMO PRINCIPAL CANDIDATO AO TÍTULO
“Sim, a par com o FC Porto. Mas temos de manter o nosso equilíbrio, as nossas emoções. Fizemos um grande jogo, estamos num bom momento, mas vamos continuar a jogar de três em três dias – Campeonato Nacional, Liga Europa, Taça de Portugal – e temos de nos manter focados no treino e ter sempre a determinação de que ainda há muito para evoluir. Jogo a jogo, aí vamos nós. Vejo as coisas de igual forma, com diferença de dois pontos. Temos de recuperar bem, preparar o jogo das competições europeias e, passado três dias, estamos a jogar de novo para o Campeonato. A nossa caminhada é esta. Foi assim que começámos há dois meses e é assim que vamos até ao fim.”
RESULTADO IMPORTANTE, NÃO DECISIVO
“Foi importante para nós. Se perdêssemos ficávamos a quatro pontos; vencemos e temos dois de vantagem. Ainda há muitos pontos por disputar e acredito que temos de continuar no mesmo registo. Foi o Benfica, o clube, o treinador e os jogadores, que deram a volta à situação [a sete pontos do líder ao topo da classificação]. Já disse anteriormente, na antevisão, que no nosso primeiro jogo, aos 20 minutos, estávamos a perder por 0-2 [Rio Ave] e foram os adeptos que puxaram pela equipa e nos ajudaram a vencer. Temos agora dois pontos de vantagem, mas mantemos a tranquilidade e o equilíbrio no nosso trabalho.”
ONZE DO FC PORTO SURPREENDEU?
“Não era um onze difícil de acertar do nosso lado, olhar para o nosso registo nos últimos cinco/seis jogos. Conheço bem a equipa técnica do FC Porto, muito competente, que não se baseou apenas nesse onze, mas sim em perceber – como o treinador disse – aquilo que são as nossas dinâmicas e tentou contrariá-las. No entanto, temos de nos reinventar e cada jogo tem a sua história. Temos a nossa dinâmica, mas depois há um lado estratégico para preparar. Estávamos preparados para um 4x4x2 ou um 4x3x3 e eu disse aos jogadores que havia situações pelas quais tínhamos de esperar, e uma delas era a posição do Herrera. Jogando com um segundo médio, o FC Porto tem uma dinâmica, jogando com um terceiro médio o sistema seria de 4x3x3, com uma dinâmica diferente. Já tínhamos visto um grande clássico na meia-final da Taça da Liga e hoje [sábado] voltou a ver-se um grande jogo de futebol – pena a expulsão – com um comportamento exemplar dentro de campo de ambas as equipas.”

Coisas e Loisas

  • Andreas Samaris chega aos 100 jogos na Liga Portuguesa. Estreou-se em Setembro de 2014 pela mão de Jorge Jesus na vitória por 0-5 frente ao Vitória em Setúbal;
  • Benfica apresenta uma média de 24,64 anos contra os 28,82 do FC Porto. É a média mais baixa que o Benfica apresenta em clássicos frente aos dragões (todas as competições) desde 2001 (24,13 numa partida da Taça de Portugal);
  • João Félix marca pela 1.ª vez frente ao FC Porto, clube que representou nos escalões jovens. João Félix marca há 3 jogos consecutivos em clássicos na Liga Portuguesa: Sporting [C] Jornada 3; Sporting [F] Jornada 20; FC Porto [F] Jornada 23. João Félix marca pela 1.ª vez frente ao FC Porto, clube que representou nos escalões jovens;
  • Há 42 anos que um jogador tão jovem não marcava em 3 ou mais clássicos consecutivos a contar para a Liga Portuguesa (pódio de jogadores benfiquistas): 1937 Espírito Santo [4] 17 anos, 6 meses ; 1977 Chalana [3] 18 anos, 3 meses; 2019 João Félix [3] 19 anos, 3 meses l;
  • 45' FC Porto [1-1] Benfica (Liga NOS 18/19). Melhores marcadores do Benfica em clássicos em 2018/19: 3 João Félix; 2 Seferovic; 1 Pizzi; 1 Rúben Dias; 1 Rafa Silva; 1 Gabriel;
  • Marcaram no séc. XXI na mesma época a Sporting e FC Porto na Liga: 2018/19 João Félix; 2015/16 Mitroglou; 2013/14 Enzo Pérez; 2012/13 Lima; 2008/09 Cardozo; 2002/03 Tiago; 2001/02 Simão; 2000/01 van Hooijdonk;
  • Últimos a marcar na mesma época em casa do FC Porto e Sporting (Liga): 2018/19 João Félix; 2002/03 Tiago; 1993/94 Isaías; 1990/91 César Brito; 1983/84 Nené; 1975/76 Jordão; 1972/73 Nené; 1971/72 Eusébio; 1962/63 Eusébio/Simões; 1952/53 José Águas;
  • Rafa Silva faz o 13.º golo na temporada e quebra recorde de golos numa só temporada: 2018/19 Benfica [13 golos em 31 jogos]; 2015/16 Braga [12 golos em 50 jogos]. Marca há dois jogos consecutivos frente aos dragões (Taça da Liga e Liga);
  • João Félix já fez mais golos em clássicos do que Jonas! Detalhe dos golos dos avançados: João Félix 3 golos em 5 jogos (1 golo FCP, 2 golos SCP); Jonas 2 golos em 12 jogos (1 golo FCP, 1 golo SCP)
  • É a 1.ª vitória em 42 anos de uma equipa do Benfica em casa do FC Porto com uma média de idades (do onze) tão baixa. Vitórias do Benfica frente aos dragões com uma média inferior a 24,64 anos (média do onze de hoje): 2019 [F]; 2001 [C]; 1977 [F]; 1941 [C];
  • Benfica conquista a 9.ª vitória consecutiva na temporada. Soma também o 7.º triunfo consecutivo fora de portas. Há 4 épocas que as águias não venciam no Dragão: 2018/19 FCP 1-2 Benfica; 2014/15 FCP 0-2 Benfica;
  • Depois de 6 vitórias do Benfica em casa do FC Porto e sempre sem sofrer golos, esta foi a 2.ª vitória com uma reviravolta no Porto em 43 anos. Esta foi a 3.ª vitória do Benfica com reviravolta em casa dos dragões (2019, 1976 e 1971);
  • Quase um ano depois o Benfica volta à liderança isolada da Liga Portuguesa: 2018/19 59 pontos (24 jornadas); 2017/18 74 pontos (29 jornadas). Os encarnados, agora com mais 2 pontos que o 2.º classificado (FC Porto) é a única equipa que depende de si para ser campeã;
  • Após 9 vitórias consecutivas na Liga com Bruno Lage, o Benfica igualou o registo de pontos (59) da época passada à 24.ª jornada. É mesmo a melhor marca de golos à 24.ª jornada nas últimas 7 temporada (66 golos);
  • Há 28 anos que o Benfica não vencia em casa do FC Porto e Sporting na mesma temporada a contar para a Liga Portuguesa: 2018/19 2-4 SCP, 1-2 FCP; 1990/91 0-2 SCP, 0-2 FCP;
  • Últimas duas ou mais vitórias do Benfica frente ao FC Porto: 2018/19 [2V Liga]; 2013/14 [2V Liga e Taça]; 2009/10 [2V Liga e Taça da Liga]; 2005/06 [2V Liga];
  • Há 13 anos que os encarnados não venciam os dragões na 1.ª e 2.ª volta da Liga;
  • Foi a 7.ª vez que o Benfica venceu em casa de FC Porto e Sporting na mesma época a contar para a Liga: 2018/19 Bruno Lage; 1990/91 Sven-Göran Eriksson; 1975/76 Mário Wilson; 1971/72 Jimmy Hagan; 1962/63 Fernando Riera; 1949/50 Ted Smith; 1947/48 Lippo Hertzka.
  • Bruno Lage igualou o seu antecessor em número de vitórias em clássicos pelo Benfica: Bruno Lage, 3 vitórias em 4 jogos (1D); Rui Vitória, 3 vitórias em 16 jogos (7E, 6D);

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o GNK Dinamo Zagreb na próxima partida, no Stadion Maksimir, em jogo a contar para a 1.ª mão dos 8-avos-de-final da UEFA Liga Europa 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.02.26 00:10 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #23: SL Benfica 4-0 GD Chaves

MARÉ CHEIA E MELHOR MARCA DO SÉCULO

Mais uma exibição cheia (de qualidade, de ataques, de remates e de golos) do Benfica, que bateu o Chaves por 4-0 na 23.ª jornada da Liga NOS e avança para o clássico no Dragão a um ponto de distância do primeiro lugar. O oitavo triunfo consecutivo constitui a melhor série das águias, facto a que se soma o melhor registo goleador no século XXI (64 golos em 23 rondas).
O Chaves juntou linhas e encolheu-se na metade defensiva, procurando tapar caminhos para a sua baliza com todas as unidades. A estratégia dos flavienses era aguentar atrás, tentar complicar as combinações ofensivas das águias e, numa ou noutra recuperação, desencadear contra-ataques perigosos como aquele em que, ao minuto 7, colocou Platiny a cabecear na área para defesa simples de Odysseas.
O Benfica sabia o que tinha de fazer para rasgar o plano do adversário e, de mangas arregaças e com ideias claras, lançou-se na missão que tinha de concretizar no relvado do Estádio da Luz. Rafa, num cabeceamento aos 7' após centro de Grimaldo na esquerda, ilustrou o primeiro ataque venenoso das águias.
O lance que desbloqueou o resultado nasceu num passe fabuloso de Gabriel (que valeu por dez fintas), a variar o jogo da esquerda para a direita, solicitando Pizzi. O camisola 21 recebeu e depressa cruzou largo, para João Félix entrar na ação e passar para a entrada da área, onde um defensor do Chaves (Campi) tentou afastar, mas acertou num companheiro, ressaltando o esférico para a finalização de Rafa. O 27 dos encarnados apontou o seu oitavo golo na Liga NOS, 12.º na temporada, igualando o seu melhor registo da carreira.
O mais complicado estava feito... e o Benfica foi em busca de mais ataques, mais remates, mais oportunidades e mais golos. Rafa, aos 23', fora da área, ultrapassou um adversário e chutou com perigo, fazendo a bola passar perto do poste esquerdo. O mesmo Rafa tornou a estar na iminência de bisar quando estavam decorridos 28 minutos de jogo, finalizando por cima da barra depois de servido com perfeição por Grimaldo na esquerda (cruzamento).
Confiante, dinâmico e veloz, Rafa fintou na direita e correu a todo o vapor na direção da área do Chaves, cruzando para cabeceamento de João Félix, que viu António Filipe evitar o 2-0. Seferovic, na recarga, tocou para fora.
O Benfica carregava e aumentou a vantagem de forma natural. Seferovic, aos 37', no corredor central, usou o pé esquerdo para esburacar a defensiva flaviense e soltar João Félix, que atirou de pé direito para defesa incompleta de António Filipe. Na recarga, o mesmo jovem avançado das águias chutou de pé canhoto, com força, para as redes.
Próximo do intervalo (43'), Gabriel, descaído na esquerda, fez mais um passe fabuloso, na circunstância a explorar a movimentação de Seferovic, que escapou à vigilância dos centrais do Chaves e atirou de pé esquerdo pelo buraco da agulha, colocando a bola entre o primeiro poste e o guardião adversário. Seferovic é agora o melhor marcador da Liga NOS, isolado, com 15 golos faturados.
Na segunda parte do jogo, mais do mesmo do primeiro tempo, com o Benfica a carburar na frente e a criar ocasiões de golo. João Félix, aos 49', disparou por cima da barra, após cruzamento de Corchia na direita. Aos 53', por Pizzi, tentou o 4-0, dando sequência a mais um brilhante passe longo de Gabriel, mas António Filipe estirou-se e defendeu para canto.
O guardião do conjunto transmontano foi, de resto, o maior obstáculo das águias no segundo tempo. Aos 69' voou para suster um tiraço de Grimaldo que tinha escrito a palavra "golo". Jonas, entrado aos 72' (rendeu Rafa), fez um passe de morte para Pizzi aos 79', mas, novamente, António Filipe defendeu por instinto e sacudiu para canto o remate do 21 dos encarnados, que nesta noite capitaneou a equipa.
Pizzi saiu aos 81' para a entrada de Jota, mais um jovem formado no Clube que se estreou na principal competição do futebol português com o Manto Sagrado. A braçadeira de capitão transitou então para o braço esquerdo de Samaris, que nesta noite formou dupla de centrais com Rúben Dias, enquanto Florentino atuou como médio mais recuado. E aos 83' foi a jogo Zivkovic, por troca com Seferovic.
Ao minuto 90, a bola entrou (enfim) de novo na baliza do Chaves, com Florentino a ler o jogo e a passar para João Félix, que, no meio, depressa soltou para diante na direção de Jonas, que rompeu e, perante António Filipe, encaminhou o esférico para as redes. O triunfo, mais do que justo e inatacável, estava sentenciado.

BRUNO LAGE: “ADEPTOS TÊM SIDO FANTÁSTICOS E NÓS RESPONDEMOS NO JOGO”

O Benfica recebeu e venceu o GD Chaves por 4-0 e, no final do desafio, Bruno Lage elogiou os jogadores que lidera, considerou o resultado justo, explicou algumas decisões que tomou na partida e levantou um pouco o véu sobre que águia pode aparecer no Estádio do Dragão.
Vitória justa frente a um GD Chaves organizado
“Fizemos uma boa exibição, com uma entrada forte e determinada da nossa parte. Tivemos uma 1.ª parte muito boa, soubemos fazer bem o que tínhamos de fazer. Circulámos a bola bem e com paciência, acertámos naquilo que seria a estratégia do Chaves. Tivemos a capacidade de circular, circular, circular, com paciência, e quando tivéssemos espaço era para fazer golo. Foi o que fizemos nos 1.º e 2.º golos, e depois sentimos que a equipa do Chaves podia dar-nos espaço nas costas e foi isso que fizemos no 3.º golo. Uma primeira parte muito boa, com enorme qualidade. Quero dar os parabéns aos jogadores, a todos eles pelo trabalho no jogo e no treino. Quando se treina com qualidade, com determinação e para evoluir, acontecem bons jogos, que é o que temos vindo a fazer.”
“O resultado é justo, numa primeira parte com golos, na segunda também marcámos. Tivemos várias oportunidades, recordo-me de duas do Pizzi com boas defesas do guarda-redes adversário. A estratégia correu bem. É sempre um jogo de forças. O Tiago [Fernandes] preparou muito bem, e de acordo com a estratégia, este jogo. Tentou controlar o nosso jogo interior e tiveram uma oportunidade em que saíram rápido e nós não estávamos bem posicionados. O 4-0 é um resultado justo, podíamos ter feito mais golos, mas é preciso ter calma. Temos sempre vontade de fazer mais e melhor porque treinamos para isso, mas temos de perceber que estamos a jogar frente a adversários competentes, organizados.”
Prova de fogo superada antes do clássico
“Prova de fogo são todos os jogos. As coisas parecem fáceis, mas não são. Dão muito trabalho. Cada jogo tem a sua história e hoje [segunda-feira] foi mais um jogo com uma equipa que nos ia criar dificuldades, conforme o que vimos nos jogos com o Marítimo, SC Braga e FC Porto. Controlaram muito bem o espaço interior, como aconteceu nos primeiros 15 minutos. Quando a equipa adversária estivesse em bloco baixo tínhamos de ter paciência, circular a bola de um corredor ao outro para criar superioridade numérica. No próximo sábado há um jogo muito importante e nós vamos manter a nossa mentalidade. Amanhã [terça-feira] é dia de folga para os jogadores, que não respiram há quase três semanas, com jogos e viagens, e depois estaremos prontos para trabalhar de forma determinada.”
A explicação de Samaris a central e de Florentino a 6
“Corresponderam. Trabalhamos um determinado posicionamento desde o primeiro dia. Vamos testando essas situações. Para o Florentino foi um pouco mais fácil porque conhece a nossa forma de trabalhar; o Samaris, no passado, já tinha jogado a defesa-central. As coisas foram ajustadas e penso que estivemos sólidos nesse capítulo e também na circulação com os dois médios e os dois centrais. Estivemos equilibrados e seguros quando perdemos a bola.”
“Isto é o que se constrói em treino. O Samaris já havia jogado a central, tínhamos de perceber o que seria melhor, se à direita ou à esquerda, e tomámos a decisão de manter o Rúben Dias à direita.”
Mérito dos jogadores
“É o trabalho dos jogadores. Nós temos as nossas ideias, mas sem o trabalho deles, sem determinação não se consegue nada. Estou muito satisfeito por ser o treinador deles, pela forma como têm treinado e mostrado ao público a qualidade individual e coletiva. Os jogadores é que ficam na história. São oito vitórias, mas o pensamento está no jogo seguinte. É essa a nossa mentalidade e nada me tira desse foco.”
Agradecimento aos Benfiquistas
“Que continuem a apoiar como até aqui. Têm sido uma ajuda enorme. Recordo-me que, aos 20’, diante do Rio Ave, estávamos a perder por 0-2 e antes de reconquistarmos os adeptos, foram eles que nos conquistaram com o apoio. Os adeptos têm sido fantásticos e temos de responder nos jogos.”
Jonas, Seferovic e João Félix em simultâneo a titular
“Sim, porque também o vejo no treino. O que vi hoje [segunda-feira] no jogo vi ontem [domingo] no treino, mas ao contrário. No treino, o Jonas deu um golo ao João Félix, no jogo vi o João Félix a dar o golo e o Jonas a marcar. Tudo o que se passar no jogo, passa-se no treino. Treinamos bem, jogamos bem, ligamos muito bem uns com os outros, percebendo que tipo de espaço os jogadores gostam de ocupar. Criar as dinâmicas coletivas e de duplas.”
Um Benfica igual a si próprio no Estádio do Dragão
“Vai ser um Benfica igual a si próprio. Já jogámos com o FC Porto e temos de olhar para esse Benfica. É um Benfica que, quando tem bola, constrói a partir do seu guarda-redes, é o primeiro avançado; quando não tem, os dois defesas que começam esse processo [recuperação de bola] são os dois avançados. É o que temos vindo a fazer e não vamos mudar. Queremos ser equipa com e sem bola, com uma transição defensiva muito alta, a recuperar a bola no meio-campo ofensivo. É isto que treinamos e que temos de colocar em campo.”

Coisas e Loisas

  • Florentino Luís estreia-se a titular na Liga. Até agora, tinha sido titular em 2 partidas da Liga Europa, diante do Galatasaray;
  • Rafa marca pela 12ª vez em 2018/2019. Iguala a melhor época da carreira (Braga - 2015/2016);
  • Sébastien Corchia cumpre os primeiros minutos na Liga. No futebol português, tinha atuado apenas na Taça (3 jogos);
  • Franceses que jogaram pelo Benfica: Yannick; Manuel dos Santos; Laurent Robert; Lionel Carole; SÉBASTIEN CORCHIA;
  • João Félix chega ao 10º golo em 2018/2019. Na equipa B, durante a época passada, fez apenas 6 golos;
  • Haris Seferovic marca pela 19ª vez em 2018/2019. O avançado marcou 11 golos desde a entrada de Bruno Lage;
  • Na Liga, nos últimos 6 jogos em casa, o Benfica marcou sempre pelo menos 3 golos: Benfica 4x0 Feirense; Benfica 6x2 Braga; Benfica 4x2 Rio Ave; Benfica 5x1 Boavista; Benfica 10x0 Nacional;
  • Épocas mais goleadoras de Rafa: 12 - 2015/2016 e 2018/2019; 11 - 2012/2013; 9 - 2013/2014;
  • João Filipe cumpre os primeiros minutos na Liga. Já tinha jogado 13 minutos na Taça de Portugal (Sertanense x Benfica);
  • Jonas chega ao 12º golo em 2018/2019. Marcou em 8 das últimas 10 jornadas que disputou;
  • O Benfica chega às 8 vitórias consecutivas na Liga. A série representa as 8 jornadas disputadas com Bruno Lage no comando técnico;
  • Bruno Lage na Liga (jogos em casa): 4 jogos; 4 vitórias; 23 golos marcados; 3 golos sofridos; 5,75 de média de golos;
  • Em casa, para a Liga, o Benfica goleou em 5 das últimas 6 jornadas: Benfica 4x0 Feirense; Benfica 6x2 Braga; Benfica 4x2 Rio Ave; Benfica 5x1 Boavista; Benfica 10x0 Nacional; BENFICA 4x0 CHAVES;
  • João Félix é o jogador mais jovem a chegar à dezena de golos pelo Benfica (SÉC XXI): JOÃO FÉLIX - 19 Anos 3 Meses; Mantorras - 19 Anos 10 Meses; Toto Salvio - 20 Anos 8 Meses; Rodrigo - 20 Anos 10 Meses; Anderson Talisca - 20 Anos 11 Meses;
  • Jogadores mais jovens a chegarem à dezena de golos pelo Benfica: Espírito Santo - 17 Anos 4 Meses; Chalana - 18 Anos 2 Meses; António Simões - 18 Anos 10 Meses; Arsénio - 19 Anos 2 Meses; JOÃO FÉLIX - 19 Anos 3 Meses;

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o FC Porto na próxima partida, no Estádio do Dragão, em jogo a contar para a 24.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.02.10 20:22 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #21: SL Benfica 10-0 CD Nacional

SIMPLESMENTE NOTA 10!

Nota 10! Jogo perfeito, o melhor resultado de sempre do Benfica no novo Estádio da Luz: histórico triunfo por 10-0 sobre o Nacional na 21.ª jornada da Liga NOS, construindo-se a melhor série de triunfos seguidos das águias na prova (6).
Uma goleada (da equipa mais realizadora da prova: 57 golos) fabricada a 10 de fevereiro, na data em que Chalana, um mágico 10 do passado, completou 60 anos e foi homenageado na Catedral, concluída ao minuto 90 por Jonas, o camisola 10 do elenco! Tudo alinhado, um desfecho que não acontecia há 55 anos e o primeiro lugar do Campeonato a apenas um ponto de distância.
No centro de uma moldura humana espetacular no Estádio da Luz, que teve lotação esgotada no jogo dedicado às Casas do Clube, a equipa do Benfica deu o pontapé de saída, fez circular a bola até à direita, voltou ao centro, derivou para a esquerdo e lançou o primeiro ataque letal da partida.
Gabriel espreitou a movimentação de Seferovic e projetou a bola ao longo do corredor esquerdo. O camisola 14 recebeu e, percebendo a entrada de Grimaldo no espaço aberto, tocou curto para dentro da área, onde o lateral-esquerdo dominou e chutou rasteiro para as redes (1-0). Estavam decorridos apenas 33 segundos de jogo – este foi o segundo golo mais rápido na corrente edição da Liga NOS.
Os jogadores orientados por Bruno Lage estavam ligados à corrente e ao bom futebol, costurando ataques atrás de ataques. O 2-0 aconteceu com naturalidade, aos 21': Gabriel, no espaço ofensivo, pressionou Alhassan e este perdeu a bola para João Félix, que logo fez um passe comprido a desmarcar Seferovic, e este, perante Daniel, atirou de pé esquerda para o segundo festejo dos encarnados.
As oportunidades de golo sucediam-se e a bola encontrou as malhas da baliza do Nacional aos 27': Rúben Dias, descaído para a direita, executou um passe a rasgar, para André Almeida furar a linha defensiva e cruzar rasteiro na direção dos pés de Seferovic, que usou o esquerdo para assinar o 3-0.
Só dava Benfica, um vendaval ofensivo, mas o resultado apenas voltaria a mexer após o intervalo. E foi logo aos 50': Pizzi, sobre a esquerda, bateu um livre e a bola viajou até ao segundo poste, onde João Félix cabeceou para o 4-0. Foi o primeiro passe para golo neste desafio do rei das assistências da Liga NOS.
A encher o campo, Pizzi infiltrou-se pela esquerda, serpenteou entre dois contrários e acabou derrubado por Kalindi (53') no interior da grande área. Penálti!!! Na conversão do castigo máximo (54'), o camisola 21 das águias chutou para a direita e Daniel estirou-se para o lado oposto, nascendo assim o 5-0.
As ofensivas da equipa benfiquistas não paravam e o 6-0 foi consequência de um canto batido à esquerda por Pizzi. A bola caiu perto da pequena área e Ferro foi mais forte na disputa aérea, cabeceando para as redes (56'). O central "Made in Seixal" estreou-se a marcar na tarde/noite em que debutou como titular na equipa principal.
A terceira assistência de Pizzi deu-se aos 64', dois minutos volvidos sobre a entrada de Florentino em jogo (rendeu Samaris), uma estreia absoluta de mais um jogador formado no Caixa Futebol Campus. Nesta fase da partida, as águias tinham sete portugueses em ação (André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Florentino, João Félix, Pizzi e Rafa), quatro dos quais formados no Seixal.
Num livre executado à esquerda, Pizzi fez então a bola pingar junto à entrada da pequena área e Rúben Dias foi mais forte na luta com o marcador de circunstância, tocando na direção da baliza para o 7-0.
Krovinovic substituiu João Félix (68') e Jonas, de regresso à competição após mais de um mês de ausência, ocupou o lugar de Seferovic (73'). Com unidades mais frescas, o Benfica aumentou a diferença. Aos 85', Jonas, de livre direto, disparou para o 8-0. Pouco depois, aos 88', Pizzi recebeu de Rafa na direita da área e de pronto desenhou a quarta assistência na partida, devolvendo a bola ao camisola 27 para este faturar o 9-0.
Ao minuto 90, Jonas, enérgico na pressão sobre a bola, ganhou-a no corredor central e avançou na direção do golo, batendo sem chances de defesa para o guarda-redes Daniel. Estava feito o 10-0, a maior goleada no novo Estádio da Luz. Resultado igual, a favor dos encarnados no Campeonato, só se vê recuando 55 anos, até 2 de fevereiro de 1964 (frente ao Seixal FC).

BRUNO LAGE: “MÉRITO AOS JOGADORES, SÃO QUEM ESCREVE A HISTÓRIA”

No final da goleada histórica (10-0) diante do Nacional, Bruno Lage mostrou-se satisfeito pela continuidade em jogo do trabalho desenvolvido no treino. O técnico deixou uma palavra de reconhecimento a Chalana, de agradecimento à Família Benfiquista e de apoio aos profissionais da formação insular.
Jogadores comprometidos com a ideia e com o processo
“Penso que fizemos um bom jogo. Na sequência do que temos vindo a dizer: evolução no jogo e no treino. Senti logo, desde o primeiro minuto, que a equipa estava presente e a jogar bem. O resultado é consequência disso. O que me deixa satisfeito é a continuidade.”
“Encarámos este jogo com normalidade, com um resultado expressivo que pode ficar a história do Clube e destes jogadores. Fizemos as coisas com calma e acreditámos muito no processo. Os meus parabéns aos jogadores por trabalharem com esta motivação, por jogarem segundo esta ideia, com dinâmica para apresentar uma boa exibição aos adeptos.”
Uma palavra de apoio aos profissionais do Nacional
“Quero deixar uma palavra aos profissionais do Nacional, jogadores e treinador. Também já estive do outro lado e quando as coisas acontecem assim, com um golo sofrido no primeiro minuto, sofre-se o segundo, o terceiro… sofre-se um golo de bola parada… há descontrolo emocional e as coisas acontecem desta maneira. Eles vão ter consciência que têm mais valor do que o que mostraram neste jogo. São jogos e dias maus, há que levantar a cabeça e continuarem a desenvolver o trabalho que têm feito tão bem.”
Estreia de Florentino a jogar e de Ferro a marcar
“Conhecemos os jogadores, agora é dar-lhes a oportunidade de crescerem neste patamar. Sentia que eram dois miúdos que estavam preparados e quando cheguei [à equipa principal] puxei-os para jogarem e treinarem a este nível. Vi o Florentino a fazer desarmes, mas também vi o Jonas, com 34 anos, a recuperar bolas no meio-campo ofensivo. Vejo todos a trabalhar. Estamos com uma transição defensiva cada vez mais forte, construímos com qualidade, chegamos ao golo e criamos oportunidades. Mérito total aos jogadores, são eles que escrevem a história.”
Dia das Casas, de Chalana… Da Família Benfiquista
“Senti o que disse na antevisão: o Benfica são as pessoas. Foi dessa forma que fui educado e aprendi. Hoje [domingo] era o dia da família, dos adeptos, das Casas, de fazer uma bonita homenagem ao Fernando Chalana. Os jogadores juntaram-se e fizeram uma grande exibição, a jogar com qualidade. A equipa está a crescer de treino para treino e de jogo para jogo. Uma vitória muito boa.”
Exigência máxima em todos os jogos
“O que temos de valorizar é o que foi feito de forma progressiva. Tínhamos de conquistar os adeptos com a qualidade do nosso futebol, os adeptos tinham de nos apoiar e isso aconteceu. Senti que no dia 10 há uma homenagem ao Chalana, há os adeptos a puxar pela equipa, os jogadores a corresponderem. Reduzir a desvantagem pontual é muito bom para nós, estamos a um ponto. O que nos leva a vencer mais vezes, a sermos competitivos é o nosso jogo. A nossa exigência tem de ser esta: apresentar-nos sempre com esta organização.”
A promessa de trabalhar dia a dia
“Promessas? Prometo que amanhã [segunda-feira] estou a treinar no Caixa Futebol Campus, às 10h30, para fazer mais uma boa exibição com o Galatasaray.”
Pressão e foco para a tarefa
“A pressão que coloco diariamente nos jogadores é de jogar com qualidade e com a organização que treinamos. Essa é a máxima, porque é a pressão que coloco também em mim. Temos de ir focados para os jogos, a saber o que temos de fazer, a saber qual é a estratégia. O resto não existe.”
“Em determinada altura senti que havia futebolistas a acusar o desgaste e com o que foi acontecendo, podíamo-nos tornar mais individualistas. O que lhes pedi foi que não perdessem o posicionamento e que continuassem com a circulação de bola.”

Coisas e Loisas

  • Álex Grimaldo marca o 6.º golo nesta temporada; já era a sua época com mais golos. Foi o 4.º remate certeiro na Liga Portuguesa. O defesa espanhol marcou 3 golos nos últimos 4 jogos realizados na Luz para o campeonato;
  • Álex Grimaldo não conseguiu bater o recorde do golo mais rápido na nova Luz (desde 2003): 2019 Álex Grimaldo aos 35 seg. vs Nacional [D1]; 2017 Jonas aos 52 seg. vs Portimonense [TL]; 2011 Rodrigo aos 25 seg. vs Olhanense [D1];
  • Haris Seferovic continua a marcar em todos os jogos [6J] na Liga NOS com Bruno Lage no comando. O avançado suíço está com uma média de 1,5 golos/jogo nos últimos 6 jogos [9 golos];
  • Haris Seferovic marcou tantos golos [23] em duas épocas de Benfica como nas quatro anteriores [19 Eintracht Frankfurt e 4 Real Sociedad]. Marcou 11 golos nos últimos 11 jogos (desde Novembro);
  • Desde abril 2015 que o Benfica não estava em vantagem [+3 golos] aos 30 minutos de um jogo na Liga Portuguesa: 2018/19 Benfica [3-0] Nacional; 2014/15 Benfica 5-1 Académica OAF;
  • Haris Seferovic fez o 5.º bis da carreira: x2 Nacional - Benfica, Liga [B. Lage]; x2 Boavista - Benfica, Liga [B. Lage]; x2 Rio Ave - Benfica, Liga [B. Lage]; x3 Livorno - Novara, Serie B [Aglietti]; x2 Crotone - Novara, Serie B [Aglietti];
  • É a 2.ª vez que o Benfica chega ao intervalo com uma vantagem de 3 golos nesta temporada (V. Guimarães e Nacional). Só por uma vez na sua história (212J, 211V) o Benfica foi surpreendido após uma vantagem de 3 golos ao intervalo: Besiktas 3-3 Benfica, UCL 16/17;
  • João Félix fez o 9.º golo nesta temporada; marca há 3 jogos consecutivos na Liga NOS 18/19. João Félix ultrapassa Jonas como 3.º melhor marcador das águias na Liga Portuguesa;
  • Desde maio 2017 que um central do Benfica não marcava na estreia na Liga: 2019 Ferro vs Nacional [C]; 2017 Kalaica vs Boavista [F]. Últimas estreias com golos no SLB: 2019 Ferro; 2017 Seferovic; 2017 Kalaica; 2016 André Horta; 2015 N. Semedo;
  • Rúben Dias marca há dois jogos consecutivos na Liga NOS 18/19 (Sporting e Nacional). O defesa central fez o 7.º golo pelo Benfica, o 6.º no campeonato português: 71% dos golos foram na sequência de bola parada e de cabeça;
  • Jonas marca no regresso à competição 38 dias depois. O último golo do avançado brasileiro tinha sido frente ao SC Braga, terminando uma série de 3 jogos a marcar. Fez o 7.º golo na Liga NOS 18/19 e iguala João Félix no 3.º posto dos goleadores encarnados;
  • Foi a 9.ª vez que o Benfica fez 10 golos num jogo da Liga: 2019 Nacional [10-0]; 1965 Seixal [11-3]; 1964 Seixal [10-0]; 1957 Barreirense [10-1]; 1954 Boavista [11-0]; 1947 Sanjoanense [13-1]; 1945 Salgueiros [11-3]; 1943 FC Porto [12-2]; 1939 Casa Pia [10-1]; 1937 Leixões [10-2];
  • HISTÓRICO!!! Maior goleada do Benfica na Liga Portuguesa dos últimos 55 anos. Maiores goleadas das águias na Liga: 10-0 Nacional [2019] +10; 10-0 Seixal [1964] +10; 11-0 Boavista [1954] +11; 13-1 Sanjoanense [1947] +12; 12-2 FC Porto [1943] +11;
  • Últimas goleadas na Liga por 10+ golos de diferença: 2019 Benfica x Nacional [10-0]; 1964 Benfica x Seixal [10-0]; 1959 Académica x Caldas [11-0]; 1959 FC Porto x Caldas [10-0]. A maior goleada na Liga [+14]: 1943 Unidos Lisboa 14-0 V. Guimarães; 1942 Sporting 14-0 Leça;
  • Benfica aumentou a diferença no topo da lista das equipas com mais golos na Liga [57 golos]. Apesar dos 10-0 ao Nacional à 21.ª jornada, não permitiu a equipa de Bruno Lage ultrapassar o registo de Rui Vitória em 15/16 com 59 golos nos primeiros 21 jogos;
  • Benfica de Bruno Lage num só jogo fez 50% dos golos que tinha feito até à data. Bruno Lage no comando das águias: 9 jogos, 8 vitórias [100% de triunfos na Liga], 30 golos marcados, 9 golos sofridos;
  • Há 30 anos que um equipa não marcava 7 golos numa 2.ª parte de um jogo da Liga Portuguesa: 2019 Benfica vs Nacional [10-0]; 1989 Benfica vs Penafiel [7-0]; 1965 Benfica vs Seixal [10-0]; 1960 Belenenses vs Boavista [8-0]; 1959 Sporting vs V. Setúbal [8-0];
  • 4 assistências de Pizzi no mesmo jogo: Tem 13 na Liga: igualou o melhor registo de um jogador na prova em 2017/18 (Alex Telles); Passou a ser o jogador com participação em + golos na Liga (21); Tem 16 assistências em 2018/19 (todas as competições);
  • Desde 2010 que um jogador do Benfica não fazia 4 assistências num jogo: 2010 Carlos Martins (vs Lyon, Champions); 2019 PIZZI (vs. Nacional);
  • 10x0: maior goleada no Séc. XXI entre as 10 principais Ligas UEFA (segundo o atual ranking UEFA). Marcaram 10 golos nas Ligas Top 10 UEFA no Séc. XXI: 2015/16 Real Madrid (10x2 vs Rayo Vallecano); 2018/19 BENFICA (10 x vs Nacional).

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Galatasaray SK na próxima partida, no Türk Telekom Arena, em jogo a contar para os 32-avos-de-final da Liga Europa 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.01.15 23:41 fidjudisomada Taça de Portugal 2018/9, Quartos-de-final: Vitória SC 0-1 SL Benfica

RÚBEN-FÉLIX: PONTE PARA A VITÓRIA

Eficaz e sólido em todo o encontro, o Benfica venceu em Guimarães por 0-1 e avançou para as meias-finais da Taça de Portugal. Rúben Dias fez a assistência e João Félix, também formado no Clube, atirou para as redes no lance que decidiu o duelo em casa do Vitória, naquele que foi o terceiro triunfo das águias sob o comando de Bruno Lage.
Miguel Silva, com uma defesa por instinto aos 2' a remate de Zivkovic, impediu o Benfica de praticamente abrir o jogo no Minho com a obtenção de um golo. A jogada não terminou com a bola no interior da baliza vimaranense, mas foi ilustrativa da forma aguerrida, determinada e ambiciosa como o Benfica atacou este desafio no Minho.
Com mais bola no primeiro quarto de hora do encontro, instalado quase em permanência na metade ofensiva do retângulo de jogo, o conjunto benfiquista beneficiou de um livre em boa posição para visar a baliza vitoriana, mas o tiro de Grimaldo, aos 13', errou as medidas do golo.
[GOLO: 0-1] Não foi pelo pé esquerdo de Grimaldo, foi pelo direito de João Félix, aos 14', que o esférico tomou o caminho das malhas do Vitória de Guimarães. Rúben Dias, no ponto A do eixo da Formação do Benfica, lançou a bola para o ponto B, onde o jovem atacante recebeu, dominou e chutou perante Miguel Silva, que ainda tocou no esférico, mas não lhe retirou as coordenadas do golo.
Os vimaranenses tentaram responder e, em duas bolas na área, Guedes (19' e 22') deu trabalho à defensiva do Benfica e a Svilar, o guarda-redes escolhido para esta partida.
Ainda antes do intervalo, os encarnados ameaçaram o 0-2. Um dos lances mais problemáticos para a equipa da casa foi desenvolvido pelo flanco esquerdo do Benfica, com João Félix a desmarcar André Almeida, que, já no interior da área, cruzou com muito perigo.
O segundo tempo do desafio principiou com uma alteração na equipa do Benfica: Fejsa foi rendido por Samaris, que se posicionou como médio mais defensivo do 4x4x2 concebido por Bruno Lage.
Este período do encontro foi mais fechado, com o Benfica bem organizado defensivamente, não dando espaços para o adversário ameaçar seriamente a baliza de Svilar.
Salvio (rendeu Zivkovic aos 61') e Gedson (entrou para o lugar de Pizzi aos 85') participaram na gestão de jogo dos encarnados e contribuíram na solidez da equipa, que conduziu o encontro no sentido que lhe interessava. Pelo meio, Joseph, por uma falta cometida sobre Pizzi aos 72', deveria ter visto segundo cartão amarelo e consequente vermelho. O certo é que pouco depois, aos 75', foi retirado de campo (substituição) pelo treinador dos minhotos.
Missão cumprida no berço da nação: triunfo por 0-1 e apuramento para as meias-finais da Taça de Portugal, eliminatória onde as águias vão defrontar o vencedor do duelo Feirense-Sporting.

BRUNO LAGE: “ISTO É JOGO A JOGO COM A MESMA DETERMINAÇÃO DE HOJE”

Bruno Lage analisou a vitória diante do V. Guimarães por 0-1, que catapultou a equipa para as meias-finais da Taça de Portugal. O técnico elogiou a entrada forte das águias, a construção ofensiva e a evolução que os jogadores têm mostrado perante uma nova identidade e um novo sistema tático.
Entrada forte, golo e resultado justo
“Chegar à vitória e às meias-finais foi o que nos propusemos. Uma vitória que nos deixa continuar na competição e estamos satisfeitos pelo resultado e pelos primeiros 30 minutos em que tivemos controlo, com jogo interior, exterior e chegámos à vantagem com enorme mérito. A partir daí, o jogo foi repartido. Não controlámos com bola, controlámos sem bola, estivemos mais juntos e compactos. No fim, o resultado foi justo.”
“O golo foi fundamental e a vitória foi justa porque fomos superiores na primeira parte. Fizemos o golo com qualidade, com posse de bola, a procurar os caminhos que o adversário nos deu. Colocámos o V. Guimarães a jogar numa linha de seis jogadores, a puxar os médios de um lado ao outro. No momento certo, uma bola em profundidade e o João Félix a fazer um golo fantástico.”
A entrada de Gedson e a mudança para o 4x3x3
“Do outro lado está um grande treinador e equipa, que foi alterando o sistema. Passou de um 4x3x3 puro para 4x2x3x1. Trocámos o Pizzi pelo Gedson. Sentimos a equipa mais desgastada e a entrada dele foi fundamental. Assim, um dos avançados veio para a ala e foi o [João] Félix, e passámos para o 4x3x3, porque estávamos a perder o jogo em termos de posse de bola.”
As metamorfoses no jogo de um talento chamado João Félix
“São apenas 10 dias enquanto treinador. Estou a conhecer os jogadores. Ele passou por várias situações no jogo: como avançado em 4x4x2, jogou entrelinhas e terminou na ala, como já havia acontecido noutros jogos. É um grande talento no futebol nacional e internacional, mas o importante é que tenha a capacidade de evoluir, crescer e chegar ao patamar que o talento indica.”
Trabalhar com tranquilidade e com determinação
“Relativamente à tranquilidade: vim para Portugal para estar com a família. Tenho um contrato longo, de cinco anos, com o Benfica. Surgiu a oportunidade de chegar à equipa A e estamos a tentar mudar o rumo das coisas que não estavam a sair. Os jogadores estão disponíveis para ouvir, jogar e evoluir num sistema que é novo. Isto é jogo a jogo e vamos disputá-los com a determinação com que fizemos hoje.”
Olhar já para o embate da Liga NOS
“É um desafio aliciante [jogar de três em três dias]. Preparar os jogos tem sido a minha vida enquanto assistente do Carlos Carvalhal nos últimos três anos. A única coisa que muda é que é o mesmo adversário. Sinto-me à vontade para o fazer.”
“O que nos preocupa é recuperar os jogadores e preparar o próximo jogo com o V. Guimarães.”
Todos os adversários são um desafio
“Santa Clara, Rio Ave e V. Guimarães têm organizações diferentes. Estamos a tentar criar uma identidade e, ao mesmo tempo, preparar os jogos. Queremos ser pressionantes, ter mais bola, mas também preparar-nos para os desafios que o adversário nos coloca. O desafio é olhar para a nossa evolução, para o adversário e ver a melhor forma de ganhar os jogos.”
Taça de Portugal ou Taça da Liga? Jogo a jogo!
“É jogo a jogo. Não há tempo para pensar em mais nada. Só assim seremos mais organizados, poderemos crescer no que pretendemos e disputar os jogos com a intenção de os vencer.”

Coisas e Loisas

  • João Félix estreia-se a marcar na Taça de Portugal. O jovem avançado já marcou em todas as competições nacionais em que participou: 4 Liga; 1 Taça de Portugal; 1 Taça da Liga; 7 Segunda Liga;
  • João Félix igualou a sua época mais goleadora como sénior: 2018/19 - 6 golos em 17 partidas [0,35 G/J] Benfica; 2017/18 - 6 golos em 19 partidas [0,32 G/J] Benfica B;
  • Benfica abre o marcador em Guimarães há 5 jogos consecutivos (venceu os últimos 4 encontros); a melhor sequência dos últimos 16 anos: 2018/19 João Félix; 2017/18 Jonas; 2016/17 Gonçalo Guedes; 2016/17 Jonas; 2015/16 Renato Sanches;
  • Benfica 100% vitorioso depois de sair em vantagem ao intervalo em Guimarães [30 vitórias do Benfica] a contar para todas as competições;

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos novamente o Vitória SC na próxima partida, também no Estádio D. Afonso Henriques, desta vez em jogo a contar para a 18.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.01.11 21:59 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #17: CD Santa Clara 0-2 SL Benfica

KO COM GOLPES DE QUALIDADE

Com bom futebol e aproveitamento na zona de finalização, o Benfica bateu o Santa Clara por 0-2 no Estádio de São Miguel, nos Açores, e, com 38 pontos em 17 jornadas, saltou para o segundo lugar da tabela classificativa da Liga NOS.
Seguro e confortável com e sem bola logo no arranque da partida, o Benfica deu ao jogo um sentido: o da baliza do Santa Clara. Seferovic, aos 3', ficou em boa posição, sobre o corredor central, para marcar o golo inaugural do encontro, após passe de cabeça de Zivkovic, mas a finalização errou o alvo.
De novo com Zivkovic no último passe, as águias criaram sensação de golo aos 16', mas o remate de João Félix, de pé direito na área, não deu à bola as coordenadas exatas e a oportunidade fugiu pela linha de fundo.
O golo dos encarnados, percebia-se, era apenas uma questão de (pouco) tempo e, aos 22', as malhas guardadas por Serginho agitaram-se como consequência de um tiro de Seferovic com o pé esquerdo.
[GOLO: 0-1] André Almeida, sobre a asa direita, fez um passe longo a explorar o espaço entre os centrais do Santa Clara, e foi por essa brecha, perante alguma hesitação dos anfitriões, que Seferovic rompeu para recolher o esférico e depois progredir e disparar com precisão para o interior da baliza (22').
Neste lance, André Almeida aumentou para cinco o número de assistências nesta Liga NOS (só Pizzi, entras as águias, fez melhor, com sete) e Seferovic passou a ser o principal marcador do Benfica no Campeonato (sete golos).
[PENÁLTI ASSINALADO... E (MAL) RETIRADO] João Félix, dando sequência a mais um ataque das águias, deixou Seferovic em boas condições para ampliar a vantagem aos 39', mas o remate do internacional suíço saiu à figura de Serginho. Na ofensiva seguinte, Pizzi foi carregado por Fábio Cardoso quando escapava ao central do Santa Clara. Perentório, o árbitro João Capela assinalou pontapé de penálti, mas depois, por indicação do videoárbitro, recorreu às imagens para rever o lance.
O juiz voltou mesmo atrás na decisão (mas mal, porque o que a Lei 12 diz é que a falta deve ser assinalada no local onde termina) e apitou um livre direto fora da área. Pela infração cometida, Capela exibiu vermelho direto a Fábio Cardoso (44').
O Benfica carregou na abertura da segunda parte e conquistou um pontapé de canto à direita.
[GOLO: 0-2] Pizzi pegou na bola, levou-a para o quarto de círculo e, de pé direito, cobrou o canto, batendo o esférico para a zona de Jardel, no meio da área, onde o central do Benfica foi imponente nas alturas e cabeceou sem apelo nem agravo para dentro da baliza. Num lance de laboratório, os encarnados confirmavam o KO com mais um golpe de qualidade.
Só dava Benfica e o 0-3 esteve para acontecer em diversos momentos da segunda parte: Mamadu, após passe de Grimaldo na área aos 52', evitou a emenda de Seferovic, jogador que depois andou perto do bis aos 53', 57' e 84'; Pizzi (59') e Grimaldo (64'), em disparos de pé esquerdo na área, erraram a baliza contrária por muito pouco.
Brioso, o Santa Clara respondeu como pôde ao domínio do Benfica, apostando todas as fichas em remates de meia distância, que Odysseas e a defensiva encarnada foram controlando e resolvendo.
No plano de jogo delineado por Bruno Lage couberam ainda Salvio, Castillo e Gedson, que renderam Zivkovic (71'), João Félix (85') e Pizzi (90'+1').

BRUNO LAGE: “TIVEMOS O CONTROLO DO JOGO EM TODAS AS AÇÕES”

Bruno Lage analisou o triunfo do Benfica (0-2) diante do Santa Clara, no Estádio de São Miguel. Elogiou os 70 minutos da equipa no jogo e avisou que as transições ofensivas permitidas aos açorianos nos últimos 20 minutos de jogo são um aspeto a rever. O técnico explicou as titularidades de Gabriel e Zivkovic e sublinhou que a meta passa por conquistar os Benfiquistas jogo a jogo, com futebol de qualidade.
Análise à vitória e à exibição da equipa
“Senti que fizemos um bom jogo e penso que este é o caminho de reconquista do público. Jogar bem e reconquistar este público são os objetivos para já, jogo a jogo. Se estes adeptos nos acompanharem e apoiarem, esta equipa pode jogar com qualidade, crescer, evoluir e fazer o jogo que fizemos. Hoje foi diferente, não demos os primeiros 20 minutos ao adversário. Fizemos 70 minutos de elevada qualidade. Na primeira parte tivemos várias oportunidades para marcar golo; na segunda, tirando partido do melhor posicionamento da nossa parte e do facto de o Santa Clara ter menos um jogador, podíamos ter tido maior controlo do jogo e não tivemos. Permitimos algumas transições ao adversário e a equipa tem de melhorar nesse aspeto.”
“Foi um jogo muito positivo da nossa parte, com uma entrada muito forte e uma primeira parte muito boa, com muitas oportunidades. Fizemos 15 a 20 minutos muito bons em que poderíamos ter feito o segundo, terceiro golo.”
Titularidade de Gabriel e Zivkovic
“Zivkovic e Gabriel? Procurava ter mais bola, maior capacidade de construção, quer à direita, quer à esquerda e ter maior equilíbrio no jogo. Foi o que fizemos. Tivemos o controlo do jogo em todas as ações, uma transição defensiva forte, o que nos permitiu estar sempre por cima do jogo, quer a construir, quer a transitar. Os últimos 20 minutos, todavia, são para rever.”
“Este foi mais um feeling e há que perceber que os feelings dos treinadores não são um mago que está a ver uma bola de cristal, mas sim a análise que fazemos da nossa equipa e do adversário. Temos de conhecer o que são os jogadores do Benfica, treinar, criar rotinas e deixar os jogadores confortáveis. O mais importante é os jogadores perceberem o que lhes transmitimos diariamente e os Sócios perceberem que o treinador comunica bem com os jogadores e eles percebem.”
Conquistar os Benfiquistas com futebol de qualidade
“Vi essa declaração [de João Henriques com a metáfora sobre o Rocky e o Ivan Drago] e fartei-me de rir. Sou fã do Rocky e acho que, neste momento, temos de ser o Rocky para fazer lutas bonitas dentro de campo, como foi a que fizemos nos primeiros 70 minutos deste jogo e a que fizemos com o Rio Ave a partir dos 20 minutos. Com futebol de qualidade conquistamos o público e com os adeptos connosco, o Benfica é muito forte.”
Entrada forte ajudou
“Os golos ajudam, mas determinante foi logo a primeira oportunidade que tivemos aos 2’. Senti a equipa segura, com um posicionamento forte. O golo aparecer é consequência do nosso jogo ofensivo.”
Ambiente fantástico em São Miguel e no Estádio
“O ambiente foi fantástico. Começou ontem [quinta-feira] com a receção que tivemos. Já há muitos anos que o Benfica não vinha à ilha [de São Miguel] e sentimos o ambiente. O apoio do público foi determinante.”
Último jogo à frente da equipa principal do Benfica?
“Isso não é importante, a questão de continuar ou não. Importante é perceber que homens existem dentro deste balneário, que equipa querem apresentar lá dentro, com que futebol querem presentear os adeptos e reconquistá-los. Isso é o mais importante.”
Agenda de jogos apertada em janeiro
“Venho de uma realidade em que jogava de três em três dias e sei o que é gerir uma equipa. Não há problema nenhum. Temos de ter a capacidade de mudar rotinas de 4x3x3 para 4x4x2, eu ter conhecimento dos jogadores e preparar os jogos. Estas foram as minhas tarefas nos últimos três anos a trabalhar junto do Carlos Carvalhal.”

Coisas e Loisas

  • Gabriel, 2 meses depois, volta a ser titular na Liga. Não jogava de início desde 11 de novembro (Tondela 1x3 Benfica);
  • Seferovic chega aos 10 golos em 18/19. Marcou em 3 das últimas 4 partidas.
  • Jardel chega ao 3º golo em 2018/2019. No que toca à concretização, já é a 3ª melhor época da carreira do defesa;
  • Fora de casa, o Benfica não marcava 2 golos há 2 meses. Desde a vitória em Tondela (1x3) que os encarnados não chegavam, pelo menos, à chapa 2;
  • Nicolás Castillo é utilizado pela 3ª vez na Liga. O chileno contabiliza, até ao momento, 72 minutos na Liga;
  • Depois de 5 jogos a conceder golos, o Benfica volta a ganhar sem sofrer. A última vitória sem qualquer golo sofrido tinha acontecido em Montalegre (0x1);
  • Melhores épocas de Haris Seferovic: 11 - Eintracht Frankfurt (14/15);10 - Novarra (12/13) e Benfica (18/19); 7 - Benfica (17/18);

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Vitória SC na próxima partida, no Estádio D. Afonso Henriques, em jogo a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.01.02 23:10 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #15: Portimonense SC 2-0 SL Benfica

CORREÇÃO MARCADA PARA DOMINGO

O Benfica escorregou na deslocação ao terreno do Portimonense (2-0), na 15.ª jornada da Liga NOS. A reação a este desaire está marcada já para domingo, no Estádio da Luz, na receção ao Rio Ave (17h30).
Foi uma primeira parte ingrata e amarga para o Benfica no Estádio Municipal de Portimão. Numa fase do encontro em que procurava dar mais profundidade ao seu jogo e ser mais agressivo e incisivo na construção ofensiva, as águias sofreram o golo inaugural.
[GOLO: 1-0] Manafá subiu pelo flanco esquerdo e armou o cruzamento; Rúben Dias fez-se à bola, esticou-se para conseguir a interceção, mas, com a bota direita, acabou por desviá-la na direção da baliza, fora do alcance de Odysseas. Um autogolo.
O empate esteve para acontecer ao minuto 27, com Zivkovic a conduzir o ataque, em segunda vaga, pelo corredor direito, executando um cruzamento para o cabeceamento de Jardel, ao qual, no entanto, o guarda-redes Ricardo Ferreira respondeu com uma defesa.
Com mais bola (acima dos 60 por cento), o conjunto benfiquista beneficiou de um livre direto (falta sobre Pizzi) quase em cima da linha de grande área aos 37'. Jonas chamou a si a responsabilidade da cobrança, mas o pontapé errou o alvo por pouco. No lance seguinte, o Portimonense marcou.
[GOLO: 2-0] Nakajima, um pouco descaído para a esquerda, faz um passe para as costas da defensiva do Benfica, servindo Jackson, que, perante a saída de Odysseas, reagiu com um chapéu de pé direito. Jardel acorreu ao lance e, na tentativa de cortar, tocou a bola de cabeça para o interior da baliza (38').
As águias ainda tentaram atenuar a diferença antes que se atingisse o período de intervalo, mas não houve fogo no ataque.
À entrada para o segundo tempo, Rui Vitória alterou duas pedras na equipa do Benfica: saíram Gedson e Cervi, entraram Salvio e Seferovic. Mais rápidos, os encarnados procuraram conjugar ideias e soluções para invadir a área contrária, mas não acertaram no alvo.
Aos 54', Grimaldo recebeu um passe curto de Pizzi e, no interior da área, fletido para a esquerda, teve uma boa chance para reduzir diferenças, mas a bola, ainda desviada por um oponente, passou ao lado da baliza. Na jogada seguinte, na área do Benfica, Odysseas levou a melhor no cara a cara com Manafá (55').
As águias somavam cruzamentos e cantos, mas não visavam a baliza defendida por Ricardo Ferreira. O cenário ficou mais cinzento quando o árbitro Manuel Mota, depois de visionar as imagens de um lance em que Jonas chocou com o guarda-redes Ricardo Ferreira quando tentava concluir um centro da esquerda, recebeu ordem de expulsão (cartão vermelho direto aos 72'). Uma decisão, com recurso a videoárbitro, muito difícil de aceitar.
João Félix entrou aos 80' (rendeu André Almeida) no tudo por tudo do Benfica, mas não houve oportunidades de golo para mudar o curso e o final da história deste encontro.

RUI VITÓRIA: “FOI UM JOGO ATÍPICO”

O treinador do Benfica, Rui Vitória, analisou a exibição da equipa após o desaire (2-0) diante do Portimonense, no Estádio Municipal de Portimão. Considerou que os jogadores sentiram os dois autogolos, apontou a uma expulsão que condicionou uma entrada na segunda parte com “determinação e convicção”. Melhorar para o jogo com o Rio Ave é palavra de ordem.
Pensar no que não foi bem feito
“Pouco há a dizer. Em alta competição estes erros pagam-se caro. Quando sofremos dois golos da forma como sofremos, isto paga-se. Cometemos dois deslizes, o Portimonense ainda não tinha ido à nossa baliza. Faltou-nos a profundidade. Na segunda parte, com as mudanças que fizemos, fomos atrás do jogo, mas ficámos limitados com a expulsão do Jonas. Há que assumir que o jogo não foi bem conseguido, há que melhorar e ter noção do que fizemos menos bem. A concentração tem de ser máxima em alta competição.”
“Estes erros não podem acontecer, uma equipa como a nossa tem de ter outro tipo de abordagem aos lances. Uma primeira parte infeliz; na segunda parte, a expulsão do Jonas limitou o poder que estávamos a exercer sobre o adversário. Ainda não analisei em pormenor a expulsão, mas pelo que tenho visto tem de haver muita expulsão por estes estádios fora.”
Dois autogolos que condicionaram
“Foi um jogo atípico. Não me lembro de ver dois autogolos do Benfica. Isso acaba por ser atípico. A equipa veio com vontade e motivação, sofre um golo do nada e isso foi uma condicionante. Não estivemos bem e temos de assumir isso.”
Consistência e solidez têm de estar presentes
“Os adversários ainda não jogaram [jogam esta quinta-feira]. Nós jogámos e não ganhámos o que queríamos. Há que melhorar. Não podemos pensar que ser boa equipa, bom jogador, ter qualidade ou potencial chega; em termos práticos, temos de ser uma equipa mais consistente, mais sólida. Não podemos estar a perder ao intervalo desta forma. O responsável por tudo o que se passa na equipa sou eu. Os índices de foco e concentração têm de ser outros.”
Determinação no segundo tempo
“O resultado não foi o que pensámos. Em relação às substituições, a ideia foi dar maior poder ofensivo e jogar num 4x4x2 declarado, algo que os jogadores dominam. Entrámos na segunda parte com determinação e poderíamos ter feito golos. Fomos uma equipa mais convicta, mas a expulsão deixou-nos limitados. Jogadores cumpriram.”

Coisas e Loisas

  • Rui Vitória somou a 30.ª derrota em quatro épocas (2015/16) de Benfica. 60% desses desaires aconteceram nos últimos 2 anos: desde Janeiro 2017 - 18 derrotas em 103 jogos [com 62% vitórias]; até Janeiro 2017 - 12 derrotas em 77 jogos [com 77% vitórias];
  • Dois anos depois o Benfica volta a perder um jogo depois de uma goleada por 4 golos de diferença: 2018/19 vs Braga V 6-2 [C], vs Portimonense D 2-0 [F]; 2016/17 vs Tondela V 4-0 [C], vs V. Setúbal D 1-0 [F];
  • Há 3 anos que o Benfica não era derrotado em 2 ou + jogos sem marcar qualquer golo e sempre com Rui Vitória: 2018/19 vs Belenenses (2-0) e Portimonense (2-0); 2015/16 vs Arouca (1-0), FC Porto (1-0) e Sporting (0-3);
  • Benfica com 3 derrotas à 15.ª jornada da Liga só com Rui Vitória nas últimas 8 épocas (2015/16 e 2018/19). Os 15 golos encaixados, até ao momento, revelam a pior defesa das águias (até à 15.ª jornada) nos últimos 14 anos (16 golos sofridos com Giovanni Trapattoni);
  • É a pior pontuação do Benfica dos últimos 10 anos à 15.ª jornada da Liga! 2018/19 Rui Vitória - 32 pontos [10V, 2E, 3D]; 2008/09 Quique Flores - 30 pontos [8V, 6E, 1D]
  • 9 jogos depois o Benfica volta a perder (desde D 5-1 em Munique frente ao Bayern a 27 Novembro). Internamente, há 2 meses que as águias não eram derrotados (vs Moreirense, 1-3); voltam também a estar 2 jogos consecutivos sem vencer (Belenenses 2-0 e Moreirense 1-3);
  • HISTÓRICO!!! Após 41 jogos o Portimonense conquistou a primeira vitória frente ao Benfica (1V, 8E, 32D). O melhor que os algarvios tinham feito frente aos encarnados nos últimos 33 anos tinham sido 3 empates em 17 partidas;
  • Três das quatro expulsões do Benfica na Liga NOS 18/19 foram de vermelho direto [Conti, Jardel e Jonas]. Há seis anos (2012/13) que os encarnados não tinham duas expulsões consecutivas com vermelho direto no campeonato.
  • Jonas foi expulso pela 1.ª vez no Benfica (167 jogos). Foi a 5.ª expulsão das águias nesta temporada, tantas como o somatório das duas épocas anteriores (2016/17 e 2017/18);
  • Há 72 anos que o Benfica não fazia 2 auto-golos num jogo da Liga Portuguesa: Jan. 2019 [D 2-0] Portimonense [F], Rúben Dias e Jardel; Jan. 1947 D 3-2 Atlético [F], Joaquim Fernandes e Francisco Moreira;
  • Benfica lidera a lista de auto-golos [3] da Liga NOS 18/19. Há 1 ano que uma equipa não fazia dois auto-golos num jogo da Liga Portuguesa: Jan. 2019 Portimonense [2-0] Benfica, Rúben Dias e Jardel; Jan. 2018 Estoril 0-2 Feirense, Pedro Monteiro e Kyriakou;
  • Benfica entra a perder há 2 jogos consecutivos, o pior registo dos últimos 10 jogos. Dois jogos consecutivos a perder em provas nacionais, as águias não se viam nesta situação desde meados de Novembro 2018; viraram os dois jogos frente a Tondela e Arouca;
  • Rúben Dias fez o seu 2.º auto-golo como profissional: Jan. 2019 vs Portimonense [F], Liga; Mai. 2016 vs FC Porto B [F], Segunda Liga.

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Rio Ave FC na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 16.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2018.12.23 20:24 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #14: SL Benfica 6-2 SC Braga

BENFICA SEIS ESTRELAS!

Competente e mortífero, o Benfica venceu o Braga por 6-2 na 14.ª jornada da Liga NOS. Praticamente 13 meses depois, as águias voltaram a marcar meia dúzia de golos numa só partida do campeonato na Catedral (não o faziam desde a receção ao V. Setúbal em 26 de novembro de 2017). Os encarnados construíram o sétimo triunfo seguido (estão na melhor série da época).
Com uma atuação digna de nota máxima, a equipa orientada por Rui Vitória foi a primeira a apontar seis golos num jogo nesta edição da Liga NOS, sendo já, antes da conclusão do V. Guimarães-Sporting, a mais realizadora da principal competição nacional (31 golos).
Uma ligação perfeita entre a equipa e os adeptos no Estádio da Luz conduziu o Benfica a uma exibição segura, empolgante e recheada com golos no primeiro tempo da partida com os bracarenses.
Depois de vários ataques e de diversas tentativas para descompor a defensiva arsenalista, as águias, pela visão de Jonas, rasgaram uma entrada pelo eixo, com Pizzi a dominar a bola picada sobre os centrais, mas a ser desfeiteado por um adversário quando se preparava para armar o remate. Era um aperitivo para o que viria a seguir.
Um lance bem trabalhado, aos 19', teve como consequência um cruzamento de Pizzi, a partir da esquerda da área, à procura de Jonas perto do poste contrário; o Pistolas disparou de primeira, mas torto, gora-se uma clara oportunidade para agitar as redes da equipa minhota.
[GOLO: 1-0] Após nova ameaça, os comandados de Rui Vitória saltaram para a frente do marcador. Grimaldo, sobre a asa esquerda, prolongou a ofensiva com um passe rasteiro na direção de Pizzi, que recebeu, avançou, derivou para dentro e, pisando já na grande área, atirou cruzado, com colocação e força. Tiago Sá bem se estirou, mas não tinha maneira de suster o pontapé do camisola 21 do Benfica.
O Braga não dispunha de grandes espaços na zona ofensiva e foi com remates executados em terrenos exteriores que esboçou a reação. Depois de Ricardo Horta (23') atirar por alto, Fransérgio disparou de meia distância e fez a bola roçar na parte superior da barra, com Odysseas a voar (24'). Dyego Sousa, aos 26', escapou na direita, mas não teve ângulo para melhor do que um tiro que levou o esférico a tocar nas malhas laterais.
O melhor momento reativo dos bracarenses na etapa inicial aconteceu aos 34', quando Ricardo Horta recebeu um passe curto na área para ficar frente a frente com Odysseas, perdendo o duelo com o guarda-redes das águias.
[GOLO: 2-0] Implacável, o Benfica abriu o laboratório aos 39' para elevar a contagem. Zivkovic, no lado direito, executou o pontapé de canto e, no meio da área, Jardel movimentou-se para iludir a marcação e saltar mais alto do que o guarda-redes Tiago Sá, cabeceando para as malhas.
Insaciável, o Benfica partiu em busca do 3-0 ainda antes de se atingir o tempo de intervalo, mas Jonas, no cara a cara com Tiago Sá, não conseguiu picar a bola sobre o corpo do guardião arsenalista (41'). Em cima do minuto 45, Cervi importunou Esgaio, que errou num primeiro instante, mas foi capaz de corrigir logo a seguir, cortando para canto.
Disposto a ampliar a diferença e não dar esperanças ao visitante, o Benfica arrancou com velocidade e eficácia na segunda parte.
[GOLO: 3-0] Aos 48', Cervi, pela esquerda, lançou Grimaldo, que entrou na área, cruzou e atacou a bola devolvida pelo corte de Marcelo Goiano, rompendo depois entre este e Bruno Viana, para bater Tiago Sá com um remate simples junto ao poste mais próximo.
[GOLO: 3-1] Apesar do diferencial, o Braga esforçou-se por atenuar os estragos que o vendaval ofensivo do Benfica ia provocando no relvado da Catedral. Sequeira, aos 51', subiu na esquerda e cruzou para um golpe de cabeça certeiro de Dyego Sousa.
Os encarnados somavam lances de entendimento e combinações rápidas nos últimos metros do terreno de jogo, espalhando instabilidade na defensiva bracarense.
[GOLO: 4-1] Fruto de nova articulação rápida das suas unidades mais incisivas, o Benfica alargou o recital e deu-lhe outra expressão aos 54', quando Gedson largou a bola para a entrada de Cervi na esquerda da área, de onde o internacional argentino cruzou rasteiro para a emenda mortífera de Jonas na pequena área.
Com muita qualidade combinada nas zonas de decisão, o Benfica continuou a dar robustez à sua exibição e aos números no marcador, mesmo se as peças iam mudando. Jonas, aos 62', foi o primeiro jogador a sair na equipa encarnada, sendo rendido por Seferovic.
[GOLO: 5-1] André Almeida, aos 62', fez um arremesso lateral na direita, solicitando o recém-entrado Seferovic, que serviu, com um passe curto, a infiltração de Zivkovic na direita, com o sérvio a centrar para a entrada veloz e certeira de Cervi, a concluir o bonito lance de ataque com o pé esquerdo.
Em mais um lance de bola parada, o Benfica criou dificuldades aos arsenalistas aos 66'. Jardel, no seguimento de um livre batido sobre o flanco esquerdo, impôs-se no duelo aéreo e Tiago Sá, em cima da linha de baliza, teve de sacudir o esférico para canto.
[GOLO: 6-1] No desenvolvimento do pontapé de canto, uma combinação entre Pizzi e Zivkovic deixou o português em posição para serpentear na esquerda da área minhota, cruzando para corte de cabeça de Claudemir. O esférico caiu uns metros à entrada da área, onde estava André Almeida, que sem cerimónias, aplicou um poderoso e colocado tiro de pé esquerdo. A bola entrou no ângulo superior! Foi o sexto jogador diferente a faturar pelas águias neste desafio.
Ainda antes de Conti entrar em ação para render Jardel no eixo da defesa benfiquista, o Braga acercou-se da área de Odysseas.
[GOLO: 6-2] João Novais, aos 73', teve liberdade para recolher um passe da direita e chutar de pé direito para o interior da baliza.
Krovinovic substituiu Cervi aos 79' e as águias tiveram energia renovada na intermediária para manter a partida sob controlo, espreitando a possibilidade de alcançar um sétimo golo, que, no entanto, não chegaria.

RUI VITÓRIA: “EXIBIÇÃO DE GRANDE CATEGORIA”

Era preciso um SL Benfica muito forte para derrotar um SC Braga muito forte também! Foram estas as palavras de Rui Vitória na antevisão ao desafio da 14.ª jornada da Liga NOS. A equipa cumpriu e interpretou na perfeição, e a consequência foi uma goleada, por 6-2, com uma exibição de “tremenda alma”, analisou o treinador após o encontro.
O trunfo para a goleada
Foi uma excelente partida da nossa parte, uma excelente exibição, com os nossos jogadores a saberem aquilo que tínhamos de fazer para derrotar este excelente Braga. Quero dar os parabéns aos meus jogadores, foi uma exibição de grande categoria. Acima de tudo soubemos muito bem os tempos que tínhamos de atacar e soubemos muito bem como controlar a força que o Braga tem. Uma palavra ao Braga, é uma excelente equipa, está muito bem trabalhada pelo Abel e hoje o que se passou aqui não é a realidade do que tem sido o campeonato do Braga. É uma equipa que tem muita qualidade, mas nós hoje fomos fortes e soubemos muito bem quando atacar, como atacar e ao, mesmo tempo, como defender e esse foi, de facto, o nosso grande trunfo.”
Eficácia ofensiva vs. reação à perda de bola
“Gostei de tudo. É evidente que os dois golos sofridos foram aquilo que não queríamos, mas também, quem marca seis golos e cria as situações que nós criámos, golos bonitos, tenho de ser, de certa forma, condescendente com os meus jogadores. Os meus jogadores interpretaram tudo na perfeição, tiveram uma alma tremenda, à Benfica. A equipa jogou muito solta, muito determinada e começámos desde muito cedo a ir para uma grande exibição. Fomos muito fortes em muitos aspetos!”
A retoma e os objetivos
“O trabalho é feito desta forma. Temos de continuar com os pés bem assentes na terra! Evidentemente que temos muto trabalho pela frente. Ganhámos um jogo, sabemos muito bem aquilo que estamos a fazer, vamos somando vitórias, somando pontos e é isso que queremos. Agora, é saborear esta vitória, festejar com os jogadores e passar o Natal bem. Desejo um bom Natal a todos e, em particular aos Benfiquistas, umas excelentes festas.”
Orgulho dos Benfiquistas
“Foi uma exibição de gala, de grande categoria! Naturalmente, os benfiquistas irão para casa contentes, mais confiantes e orgulhosos com aquilo que a equipa fez. Queríamos a vitória para somar mais três pontos e conseguimos isso com brilhantismo. Não era uma questão de fazer as pazes, era uma questão de vencer e vencemos justamente. Este triunfo traz três pontos, os mesmo três pontos que trouxemos da Madeira, de Setúbal e dos últimos jogos que fizemos. Traz-nos um sentimento de satisfação e confiança. Fomos poderosos, fortes e dominámos praticamente todos os momentos jogo.”
Conhecimento profundo do adversário e a exibição de gala
“É uma consequência do trabalho. As alterações que fizemos no jogo em Montalegre eram já a preparar este e, depois, não o preparámos só do ponto de vista de alguns jogadores que tinham de recuperar ou descansar, mas também na forma como olhámos para o jogo em si e para o adversário. Estávamos muito cientes do Braga que ia aparecer na Luz. Soubemos controlar o jogo dos dois pontas de lança, bem como a saída a três e, ao mesmo tempo, fomos pressionantes e controladores do espaço interior. Com bola, evitámos sempre as parelhas, 3x2, 4x3… criando pequenas dinâmicas e causando assim mossa na equipa do Braga. Para além de controlarmos praticamente todos os momentos do jogo, os jogadores também estiveram inspirados para fazerem os golos que fizeram.”

Coisas e Loisas

  • Pizzi fez o 7.º golo esta temporada e ultrapassa o registo da época passada; a sua melhor temporada continua a ser 2016/17 com 13 remates certeiros. O médio português não marcava há 4 meses pelos encarnados; tinha feito 6 golos no arranque da época (7 jogos);
  • Benfica abre o marcador há 7 jogos consecutivos, o melhor registo do clube nesta temporada. O SC Braga não sofria um golo de bola corrida desde a derrota no Dragão por 1-0 aos 88 minutos, Soares, frente ao FC Porto.
  • Jardel fez 2 dois 3 golos do Benfica na sequência de um pontapé de canto, no 2.º jogo consecutivo: vs Braga, canto de Zivkovic... golo de cabeça; vs Montalegre, canto de Zivkovic... golo de cabeça de Conti; vs PAOK, canto de Pizzi... golo de cabeça;
  • Álex Grimaldo iguala a sua época mais concretizadora: 4 Benfica 2018/19; 4 Barcelona B 2014/15; Marcou 2 golos nos últimos 3 jogos que realizou pelos encarnados. Foi a 1.ª vez que marcou e assistiu num jogo de águia ao peito;
  • Jonas marcou o 8.º golo frente ao SC Braga, é a 7.ª equipa mais visada pelo avançado brasileiro desde que chegou às águias. Marcou 8 golos nos últimos 9 jogos pelo Benfica (ficou em branco em Munique). Se contarmos apenas as provas nacionais, são 7 os jogos consecutivos;
  • Com os 6 golos frente ao SC Braga, o Benfica passa a ser o melhor ataque da Liga NOS 2018/19. Os arsenalistas eram a melhor defesa (juntamente com o FC Porto) quando entraram no relvado da Luz, agora é a 6.ª defesa mais batida do campeonato.
  • Há quase dois anos que o Estádio da Luz não via 8+ golos num jogo: Dez. 2018 vs SC Braga V 6-2, Liga; Jan. 2017 vs Leixões V 6-2, Taça de Portugal. A última vez que os encarnados marcaram 6 golos na Liga foi há 1 ano frente ao V. Setúbal (V 6-0);
  • Foi a 3.ª goleada do Benfica na Liga NOS 2018/19, igualando Sporting e FC Porto no topo da lista. Foi a 2.ª goleada consecutiva dos encarnados na Luz, em jogos a contar para a Liga (Feirense e SC Braga) e novamente por quatro golos de diferença;
  • Nunca o Benfica tinha marcado tantos golos num mês em 2018/19: 16 golos em Dezembro (falta um jogo); 13 golos em Agosto (agora, o 2.º melhor mês). Hoje, marcou tantos golos (6) como tinha marcado nos últimos 5 jogos;
  • Benfica vence há 7 jogos consecutivos, o melhor registo desde Março. O melhor registo de Rui Vitória no Benfica são 11 triunfos consecutivos. Foi a 7.ª vez que o técnico somou este número de vitórias desde que chegou ao Benfica em 2015/16;
  • Há 34 anos que o Benfica não marcava 6+ golos ao SC Braga. Foi a 2.ª vez nos últimos 2 anos (disputaram-se 6 partidas) que os encarnados venceram os bracarenses por uma diferença de 4 golos.

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o CD Aves na próxima partida, no Estádio do CD Aves, em jogo a contar para a 3.ª rodada da Taça da Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2018.12.05 23:12 fidjudisomada Taça da Liga 2018/9, #2: SL Benfica 2-0 FC Paços de Ferreira

AO RITMO DA FORMAÇÃO

Uma exibição segura e de qualidade conduziu o Benfica a um triunfo incontestável sobre o Paços de Ferreira (2-0) na 2.ª jornada do Grupo A da Taça da Liga. Os encarnados disputam a 3.ª e última ronda com o Aves, no dia 28 de dezembro, e estão a apenas um ponto de se qualificarem para a final four da Taça da Liga.
Confiantes e autoritários, os jogadores do Benfica pegaram no jogo com as duas mãos, imprimindo velocidade a uma circulação de bola larga e profunda, com Krovinovic a operar no coração do meio-campo e João Félix posicionado sobre a esquerda do ataque, mas pisando zonas interiores em movimentos de aproximação ao espaço de Seferovic.
Dinâmica e acutilante, a equipa benfiquista, com seis portugueses no onze (André Almeida, Rúben Dias, Yuri Ribeiro, Alfa Semedo, Gedson e João Félix), cinco dos quais da formação, criou a primeira oportunidade de golo aos 8’: João Félix, com notável leitura, percebeu a movimentação de Seferovic e, executando um passe longo por alto, soltou o camisola 14 das águias, que, descaído para a esquerda, enquadrou o tiro, mas errou o alvo por muito pouco.
Sempre no comando, com posse de bola a bater nos 60 por cento, os encarnados insistiram nas combinações ofensivas e descobriram o caminho para as redes pacenses.
[Golo: 1-0] Sobre a direita, Alfa Semedo tabelou com André Almeida e depois centrou para a emenda de Seferovic na pequena área (11’).
Controlando e procurando ampliar a vantagem, o Benfica ganhou cantos e somou remates, muitos bloqueados pela defensiva do Paços de Ferreira.
[Golo: 2-0] Antes do intervalo, aos 45’, as águias desenharam mais uma jogada bonita sobre a esquerda da linha de ataque, com Yuri Ribeiro, João Félix e Zivkovic a elaborarem, a muralha pacense a resistir à primeira investida, mas a não deter o potente remate de João Félix.
Mandão e decidido, o Benfica entrou na segunda parte a bater no ferro: Seferovic, de fora da área, disparou de pé direito e pôs o poste direito a abanar. Era um golaço!
Com retoques no conteúdo, o Paços de Ferreira ainda tentou replicar e entrar no espaço defensivo dos encarnados, mas a linha recuada da equipa da casa mostrou-se agressiva e concentrada em permanência, raramente concedendo brechas para dar ideias ao adversário.
Castillo rendeu Seferovic aos 59' e rapidamente deu sinais de atrevimento, expondo no terreno de jogo vontade de fazer mossa. O internacional chileno rematou por duas vezes de pé direito, mas falhou o alvo por pouco. Antes da segunda tentativa de Castillo, Alfa Semedo puxou os holofotes para si, driblou dois adversários à entrada da área do Paços e chutou para superior intervenção do guarda-redes Carlos Henriques (68').
Aos 75', o Benfica voltou a rondar o 3-0: Zivkovic entrou pela esquerda, centrou largo e Gedson viu um defesa contrário esticar a perna direita e impedi-lo de festejar. No último quarto de hora do desafio, sem deixar de pensar em chegar à baliza do Paços, o Benfica controlou (já com Gabriel e Cervi nos lugares de Gedson e Zivkovic) e geriu o triunfo.

RUI VITÓRIA: “GOSTEI DA FORMA COMO JOGARAM OS MAIS NOVOS”

Rui Vitória mostrou-se naturalmente satisfeito com a vitória (2-0) na receção ao Paços de Ferreira para a Taça da Liga, onde fez entrar de início cinco jogadores da formação do Benfica.
Mais minutos, mais ritmo
"Gostei da forma como jogaram os mais novos. Era um jogo em que, acima de tudo, tínhamos de controlar, não podíamos deixar que o Paços de Ferreira tivesse muita bola e isso foi conseguido. Havia vários objetivos: jogámos com cinco jogadores da formação do Benfica no onze titular, seis portugueses, ganhámos, sabíamos que a vitória nos colocaria no primeiro lugar – independente de com muitos ou poucos golos – e era fundamental ganhar. Já temos um jogo no sábado, temos dois dias de intervalo. Gostei dos jogadores que entraram, evidentemente dando alguma condescendência porque alguns não têm tanto ritmo de jogo e têm de o ganhar aqui. Ninguém me surpreendeu de sobremaneira porque estão todos prontos para competir."
"O que nós queremos é que, nomeadamente, o Krovinovic vá ganhando esse ritmo competitivo aos poucos. Foram dez meses de intervalo, já tinha feito 45 minutos, agora fez 90. É evidente que isto tem de ser algo gradual e estamos em crer que, à medida que o tempo vai passando, vai ficando melhor. Isto não significa que o Krovinovic tenha um tratamento especial. Vamos possibilitando que, quer ele quer os outros jogadores, tenham minutos de jogo para quando forem chamados estarem cada vez mais aptos."
Objetivos alcançados
"Estes jogos são sempre jogos com muito menos público, o Paços também com uma abordagem já diferente do jogo… Às vezes não é preciso o tal brilhantismo. Nesta altura, nós tivemos aquilo que o jogo pedia: controlo quase absoluto da partida, não correr qualquer risco, ter as nossas oportunidades de golo – podíamos ter materializado mais –, possibilitar que os jogadores jogassem e, ao mesmo tempo, não encher a equipa que tem jogado mais de mais minutos em cima. Aquilo que pretendíamos era jogar com cinco jogadores da formação de início, seis portugueses, somar seis pontos, manter rotinas defensivas – tudo objetivos claros, e assumidos da nossa parte, perfeitamente alcançados."
As opções no ataque
"Temos quatro avançados, tenho de escolher sempre algum. Se na vossa redação tiverem quatro bons jornalistas e de repente tiverem de tirar um, há de haver um bom jornalista que vai ficar de fora. É o que está a acontecer neste caso. Entendi que era o Seferovic que devia jogar, que devia dar mais minutos ao Castillo, mas sempre com o propósito de ganhar. Ninguém está fora, foi este jogo. No próximo sábado vai haver outro, há uma nova convocatória de 18/19 jogadores que vão mostrar o que querem fazer e depois é esperar uma oportunidade."
Mudanças a pensar no Bonfim
"Este onze foi a pensar primeiro em ter segurança para ganhar o jogo – trabalhar as rotinas defensivas praticamente com a linha defensiva que tem jogado, à exceção do Grimaldo – e também fazer descansar alguns jogadores e dar-lhes ritmo. O Jardel esteve um tempo fora, era importante que voltasse a competir, que as rotinas defensivas continuassem e garantir essa segurança, a estabilização da defesa e, ao mesmo tempo, trabalhar o processo defensivo. Os objetivos foram alcançados e gostei da forma como, principalmente os jogadores mais novos jogaram. Controlámos a partida perante um adversário que, mesmo mudando algumas peças, esteve sempre muito bem organizado. As equipas do Vítor [Oliveira] acabam por ser assim, o que valoriza ainda mais a vitória."
Final four da Taça da Liga como objetivo
"É evidente que, estando agora no primeiro lugar, vamos ao Desportivo das Aves com o mesmo objetivo que eles. Vamos lá para passar à final four, mas agora temos de nos focar nos jogos que faltam até lá."
Significado de mais uma vitória
“Ganhar é sempre bom. Dou o significado que tem de se dar naquilo que pretendíamos. Queremos somar vitórias, não sofrer golos, colocar mais jovens jogadores a jogar, jogadores da formação. Isso foi tudo alcançado. Antes do Bayern já tínhamos somado vitórias, vamos continuar a somar. Hoje somámos esta, que era aquilo que queríamos, e isto é dia a dia. Uma equipa como a nossa não pode ter muito tempo para pensar sequer naquilo que ficou para trás.”
Fonte: SL Benfica

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Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Vitória FC na próxima partida, no Estádio do Bonfim, em jogo a contar para a 12.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2018.12.01 20:58 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #11: SL Benfica 4-0 CD Feirense

VENDAVAL

Ainda mais forte e veloz no segundo tempo do encontro, o Benfica reagiu de forma contundente ao último resultado oficial e arrancou o triunfo mais expressivo da temporada no Estádio da Luz: 4-0 sobre o Feirense na 11.ª jornada da Liga NOS, isto é, perante um adversário que tinha sofrido apenas 11 golos até esta ronda.
Apoiado pelos adeptos, que foram incansáveis do princípio ao fim no incentivo e na comunhão com a equipa, o Benfica entrou no jogo com energia e atitude ofensiva. Aos 2’, as águias construíram o primeiro ataque perfurante, com Grimaldo a entrar pela esquerda e Rafa a dar sequência na área, mas a não conseguir vencer os últimos defesas. O mesmo Rafa voltou a ser protagonista aos 10’, mas a bola rematada pelo camisola 27 morreu nas luvas de Caio Secco.
Com dois disparos de fora da área, pelo pé esquerdo de Zivkovic (25’) – uma das novidades do onze benfiquista – e pelo direito de Jonas (26’), a equipa benfiquista ensaiou caminhos alternativos para chegar onde pretendia. Pizzi (28’) e Gedson (29’) imitaram os companheiros na exploração da meia distância, mas a bola não ganhava trajetórias que a colassem às redes.
Após o intervalo, os comandados de Rui Vitória foram mais poderosos e efetivos na concretização dos seus propósitos.
[GOLO: 1-0] Aos 49’, após mais uma investida de Grimaldo sobre o corredor esquerdo, a bola cruzada pelo internacional Sub-21 espanhol foi aproveitada por Jonas, que ultrapassou Briseño com um pormenor definidor da sua categoria e depois finalizou o lance com um indefensável remate cruzado de pé esquerdo.
O Benfica carregava, Jonas dispôs de duas ocasiões para dilatar a diferença (51’ e 54’) e acertou mesmo nas redes aos 55’, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
[GOLO: 2-0] Aos 57’, porém, a bola entrou e contou mesmo. Vistoso lance de ataque do Benfica, com Rafa a ser servido por Grimaldo e a fugir nas costas da defensiva do Feirense, a ultrapassar o guardião Caio Secco e, com ângulo diminuído, a tentar servir Jonas. Bruno Nascimento não autorizou a assistência, mas, de carrinho, impeliu a bola para o interior da sua baliza.
Só dava Benfica e o vendaval ofensivo foi premiado num lance que atravessou os três corredores do terreno de jogo, envolvendo cinco jogadores.
[GOLO: 3-0] Aos 68', Gedson embalou na direita e cruzou largo; Zivkovic recebeu na esquerda e cruzou na direção de Pizzi, que, dentro da área, tocou curto para Jonas; este procurou rematar de pé esquerdo, Caio Secco não susteve o esférico e Rafa apareceu a grande velocidade para a recarga bem-sucedida.
Com quase 70 por cento de posse de bola, o Benfica podia ter rubricado o quarto golo aos 83': depois de um passe de André Almeida sobre o lado direito da área, Zivkovic, em posição frontal, usou o seu melhor pé, o esquerdo, mas o remate ganhou altura e passou por cima do alvo.
[GOLO: 4-0] Perto do fim da partida, mais uma finalização certeira das águias, dando expressão ao intenso e prolongado domínio no encontro. Zivkovic, descaído na esquerda, executou um cruzamento para a entrada da pequena área, Seferovic fez-se à bola, Caio Secco defendeu, mas o internacional suíço não desistiu, foi lesto a insistir e a empurrar a bola para as malhas (89').

RUI VITÓRIA: “DELICIADO COM A QUALIDADE DA NOSSA EXIBIÇÃO”

O treinador do Benfica, Rui Vitória, mostrou-se satisfeito pela resposta dada pela equipa, fundamentalmente na segunda parte, depois de uma semana atípica. Para o técnico, a postura dos jogadores e o apoio dos adeptos nas bancadas construíram o triunfo por 4-0 ante o Feirense.
Estádio de pé a aplaudir
“Interpreto isso com muita alegria porque é um sinal de que estamos juntos. Temos de estar juntos e unidos. O Benfica, quando está forte em campo e fora dele, é praticamente imbatível. Exibição de grande nível na segunda parte, deliciei-me com o que vi porque fizemos tudo o que tínhamos programado. Fizemos quatro golos, não demos hipóteses ao adversário de ter bola e ter oportunidades de golo. Deixou-me muito satisfeito.”
Exibição categórica da equipa
“Saio daqui deliciado com a qualidade da nossa exibição na segunda parte. Desgastámos o adversário na primeira parte e tivemos uma dinâmica muito forte na segunda parte. Quem viu o jogo em casa e no Estádio sentiu, com certeza, essa confiança e vai mais satisfeito. Fico ainda muito satisfeito porque imprimimos velocidade, dinâmica e isso derrotou a equipa do Feirense.”
“Tínhamos feito um trabalho de desgaste do adversário na primeira parte com muita posse. Faltava-nos agredir o adversário. Entrámos a fazer movimentos fortes de ataque à área contrária. Com isso começou a haver espaço na equipa contrária e tivemos uma qualidade ainda maior na definição nos movimentos que estávamos a fazer. Foi uma exibição categórica na segunda parte que me deliciou.”
As mudanças da primeira para a segunda parte
“As palavras ao intervalo foram direcionadas para o ponto de vista técnico-tático. A postura, do ponto de vista competitivo, estava lá. E quais foram? Foram, fundamentalmente, agredir o adversário com e sem bola, ir para cima da linha defensiva contrária, alterámos o posicionamento dos nossos alas, com Rafa a ir para a direita e o Zivkovic a ir para a esquerda. Era importante entrarmos entre o central e o lateral, com movimentos de rutura naquele espaço, e o posicionamento dos dois jogadores e a postura da equipa permitiram que fosse uma segunda parte de grande nível, com jogadas de belo efeito.”
Apoio à equipa foi fundamental
“Senti-me um treinador de um grande clube e estamos aqui para lidar com todo o tipo de situações. Fundamental era o apoio à equipa e esse esteve presente quase todo o jogo, e principalmente na segunda parte. Sentiu-se uma grande qualidade dentro e fora do campo. Quando isso acontece, o Benfica torna-se muito forte. A dinâmica que os jogadores imprimiram ao jogo permitiu que quem estava fora se entretivesse com o jogo. Ganhámos a confiança em alguns adeptos, apesar de essa ter de ser paulatinamente ganha.”
Enfrentar novo ciclo com determinação
“Desde ontem e anteontem [dias 29 e 30 de novembro] que estamos numa nova vida. Vamos dar um passo novo para o Clube também e era fundamental que houvesse esta qualidade. Vamos entrar num ciclo de jogos, temos de enfrentá-lo com esta determinação e a querer ganhar. A partir de amanhã [domingo], vamos começar a preparar o jogo de quarta-feira. A vida é feita assim: etapas, conquistas diárias. É assim que vejo e é assim que vamos continuar.”
Benfica unido tem muito poder
“Quando disse que temos de estar unidos abarquei todos os sectores do Universo Benfica. Temos de sentir que um Benfica unido tem muito poder e ganha uma dimensão muito grande, que é a do Benfica. Agora é continuar a trabalhar, mas estou muito contente com a exibição e com a qualidade dos jogadores.”
A preparação para o jogo com o Feirense
“O jogo foi preparado. Quem foi convocado, foi a pensar neste jogo. Olho para a qualidade e para as características necessárias para este jogo. Falei em mudanças, mas elas não acontecem num estalar de dedos. As mudanças são interiores, todos nós temos de olhar para dentro e saber que tipo de mudanças temos de fazer. Para o jogo de hoje foram 18 jogadores, foram os que entendi que tinham as características capazes; quarta-feira é outro jogo. Todos os jogadores do Benfica têm de estar preparados para jogar, para se sentarem ao meu lado [no banco de suplentes] ou para se sentarem na bancada.”
Equipa com carácter e qualidade
“Esta equipa tem carácter e mostrou-o na segunda parte. Tem muita qualidade e apresentou-a. Isto é um sinal de grande união. Ver o Seferovic a entrar, ver que só tinha 10 minutos para jogar e para procurar um golo, e foi o que fez. Estas pequenas mensagens são transmitidas de uma forma despercebida, mas são importantes para nós.”

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Eleição do MVP

Coisas e Loisas

  • Andrija Zivkovic é titular pela 1ª vez no campeonato. Tinha realizado, até hoje, 5 jogos como suplente utilizado;
  • No Benfica, seis jogadores foram titulares em todas as jornadas do campeonato: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Grimaldo, Fejsa e Pizzi;
  • Quase 2 meses depois, na condição de visitado, o Benfica chega ao intervalo sem qualquer golo marcado. A última vez que as Águias não tinham marcado nos 45 minutos iniciais tinha sido no clássico contra o FC Porto (1-0);
  • Ao 10º jogo, Jonas chega à meia dúzia de golos em 2018/2019. Nas provas nacionais, marcou em 5 dos últimos 6 jogos;
  • Rafa chega aos 8 golos em 2018/2019. No que toca à concretização, já é a 4ª melhor época do extremo em Portugal;
  • Em provas nacionais, é a 5ª vez que o Benfica marca 3 ou mais golos na atual época: Benfica 3x2 V. Guimarães; Nacional 0x4 Benfica; Sertanense 0x3 Benfica; Tondela 1x3 Benfica;
  • Na condição de titular, em provas nacionais, Jonas marcou em 10 dos últimos 11 jogos;
  • 11 meses depois, Krovinovic volta a jogar na Liga. Não atuava no campeonato português desde a receção ao Desportivo de Chaves, em janeiro de 2018 (V-3x0);
  • Ao bater o Feirense, em casa, por 4x0, o Benfica materializou a maior goleada da época no Estádio da Luz. É a 3ª vez que os encarnados marcam 4 golos em 2018/2019;
  • Chapa 4 do Benfica em 2018/2019: PAOK 1x4 Benfica; Nacional 0x4 Benfica; BENFICA 4x0 FEIRENSE;
  • O Benfica não marcava 4 ou mais golos em casa desde março de 2018 - Benfica 5x0 Marítimo;
  • Ao marcar ao Feirense, Seferovic materializou o 5º golo na conta pessoal em 2018/2019; Na época transata, o suíço terminou com 7 golos;
  • Desde que Rui Vitória está no Benfica, os encarnados golearam, em casa, na Liga por 16 ocasiões. Em 12 ocasiões, as Águias terminaram com goleada e sem golos sofridos;
  • Top melhores marcadores Benfica (todas as competições): 8 - Rafa; 6 - Pizzi Jonas; 5 - Seferovic;
  • Top melhores marcadores Benfica (Liga): 5 - Rafa; 4 - Seferovic, Pizzi; 3 - Jonas;
  • Melhores marcadores portugueses da Liga: 5 - Nani, RAFA; 4 - Wilson Eduardo, Ricardo Horta, André André, Pizzi.

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o FC Paços de Ferreira na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 2.ª rodada da Taça da Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2018.11.27 22:55 fidjudisomada UEFA Champions League 2018/9, 5.ª jornada: FC Bayern München 5-1 SL Benfica

BENFICA SEGUE PARA A LIGA EUROPA

O desfecho do jogo em Munique, na 5.ª jornada do Grupo E da Liga dos Campeões, foi desfavorável ao Benfica (5-1), que, independentemente do resultado com o AEK na 6.ª e última ronda, já sabe que termina na terceira posição e, por via disso, vai competir na Liga Europa (16 avos de final) a partir de fevereiro.
O Benfica procurou ter bola e construir nos minutos iniciais do encontro, perante um Bayern que, nesta fase madrugadora, cuidou principalmente de posicionar as suas pedras com o intuito de não autorizar espaços na intermediária. Nos momentos de posse, a equipa alemã, contudo, foi mais incisiva e eficaz. Aos 13’, o primeiro remate enquadrado e o golo inaugural dos bávaros pelo pé esquerdo de Robben, que serpenteou na direita antes de aplicar um remate por alto, indefensável (1-0).
Num ataque rápido, as águias tentaram explorar a velocidade de Rafa pela esquerda aos 23’, mas Neuer, atento, saiu disparado da sua grande área e chutou o esférico pela linha lateral. Ripostou o Bayern pelo pé direito de Lewandowski, que rematou de fora da área, em arco, para vistosa defesa de Odysseas para canto (23’).
Depois de um ataque bem elaborado pelo Benfica (ganhou um canto à direita aos 27’), os anfitriões esticaram a vantagem no marcador aos 30’: Robben recebeu a bola no meio, correu, enfrentou Conti e usou o seu melhor pé, o esquerdo, para atirar com força e colocação, batendo Odysseas (2-0).
Com grande aproveitamento nas ofensivas, o Bayern assinou o 3-0 aos 36’ num cabeceamento do goleador polaco Lewandowski, que se elevou mais alto na área e deu sequência ao pontapé de canto executado sobre o lado direito do ataque. Estava escrita a história da etapa inicial.
O Benfica reentrou na partida com uma alteração no meio-campo: Pizzi cedeu a vez a Gedson. E o recomeço foi positivo para as águias, que reduziram a desvantagem (3-1) numa finalização de Gedson: depois de combinar com Jonas, o médio formado no Caixa Futebol Campus recebeu na área e, na cara de Neuer, bateu por cima, para as redes (46’).
Ribéry quis dar corpo a uma resposta rápida e, depois de romper pelo meio, atirou para defesa de Odysseas (50’). No minuto seguinte, o Bayern capitalizou num canto cobrado à esquerda, com Lewandowski a cabecear sem chances para o guarda-redes do Benfica (4-1).
A segunda modificação na equipa benfiquista ocorreu aos 59’: Jonas foi rendido por Seferovic. No lance seguinte, Rafa conquistou um canto no lado direito (60’). O mesmo camisola 27 das águias, no culminar de um ataque bem elaborado, ficou em boa posição para atirar à baliza do Bayern, mas um defensor ainda conseguiu recuperar e recolocar-se de forma a dar o corpo à bola (61').
Depois de os encarnados esgotarem as substituições (Alfa Semedo entrou para o lugar de Fejsa aos 76’), a formação bávara assinou o 5-1 por intermédio de Ribéry, que, no centro da área, finalizou de pé direito após cruzamento de Alaba na esquerda (76'). O desafio estava sentenciado.

RUI VITÓRIA: "TÍNHAMOS DE SER MAIS INTENSOS E AGRESSIVOS"

O treinador do Benfica, Rui Vitória, explicou o que não correu conforme o planeado para o duelo com o Bayern Munique, no Estádio Allianz Arena. A derrota (5-1) teve como consequência a passagem para a Liga Europa (16 avos de final) em fevereiro.
Erros que se pagam
"Uma tristeza, porque não era isto que queríamos. O Bayern foi superior. Não conseguimos operacionalizar a estratégia que delineámos. Deixámos o adversário jogar quase a seu bel-prazer e isso paga-se caro. Cometemos demasiados erros. Tínhamos de ser mais intensos e agressivos. A este nível paga-se caro. O adversário conseguiu bloquear-nos em determinadas zonas, porque pensámos um pouco lento, não fomos lúcidos. Defrontámos uma belíssima equipa, com belíssimos jogadores, não é fácil contrariá-los. Saímos da Liga dos Campeões e estamos na Liga Europa."
Bayern tirou força anímica
"A estratégia passava por sermos uma equipa forte e pressionante do ponto de vista defensivo, ao mesmo tempo agressiva para depois, com bola, sairmos em velocidade e mobilidade no ataque. Não conseguimos fazê-lo, porque o Bayern fez logo o primeiro golo numa passividade que permitimos. Isso condicionou-nos. Depois de marcarmos o 3-1, sofremos o 4-1, que nos tirou essa força anímica. Ficou um resultado pesado. O Bayern teve mérito, foi superior, é uma das melhores equipas da Europa. Não estivemos como queríamos, estamos tristes por isso."
Jogos com Ajax decidiram grupo
"A decisão deste grupo foi nos dois jogos com o Ajax, onde por pormenores se perdeu e empatou, quando podia ter sido o contrário. Ainda podemos fazer sete pontos, mas a dupla jornada com o Ajax foi determinante."
Preparar bem a receção ao Feirense
"O próximo passo é analisar este jogo e depois focarmo-nos na preparação dos próximos. Os maus momentos e os desafios são para ser ultrapassados. Liga Europa? Agora vamos pensar no jogo com o Feirense [sábado, no Estádio da Luz]. É prematuro estar a falar da Liga Europa. Estamos em cima de um jogo que foi difícil para nós, em que a tristeza dos Benfiquistas também é enorme. Não é adequado estarmos agora a falar do futuro."
Momento de união
"É nestes momentos que se tem de ver o espírito de campeão, a união de todos, por mais que custe. Estou triste neste momento, porque a derrota que tivemos não era o resultado que esperávamos."

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Eleição do MVP

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Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o CD Feirense na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 11.ª rodada da Primeira Liga 2018/9. Quais as perspetivas?

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2018.11.22 23:44 fidjudisomada Taça de Portugal 2018/9, 16 avos-de-final: SL Benfica 2-1 FC Arouca

RAFA NA MEDIDA EXATA

O Benfica ultrapassou o Arouca por 2-1 no Estádio da Luz e apurou-se para os oitavos de final da Taça de Portugal. Foi preciso correr, transpirar e forçar para derrubar a organização dos arouquenses, que se atreveram mais no segundo tempo. Rafa apontou o seu sétimo golo na temporada, lacrando o triunfo das águias.
Esmagador na posse de bola (72%), o Benfica, armado em 4x4x2 e com Krovinovic de volta ao palco ao fim de dez meses de ausência por lesão, dominou, controlou, atacou, mas apontou apenas um golo até ao intervalo. E fê-lo depois de ter sido surpreendido por um contragolpe do Arouca, que, no primeiro e único remate enquadrado na etapa inicial (uma trivela de Bukia sobre a esquerda), começou por colocar os visitantes em vantagem no Estádio da Luz (0-1 aos 19’).
O tiro afortunado dos arouquenses não abalou os encarnados, que no ataque seguinte ao golpe nas suas redes dispuseram de uma franca oportunidade para igualar a partida: Seferovic, já quase a pisar a linha de pequena área, fletido para a esquerda, chutou cruzado para fora (20’). Na ofensiva sucedânea, Jonas cabeceou à figura de Rui Vieira após canto executado por Zivkovic no lado direito (21').
De bola parada (cantos e livres laterais e frontais), o Benfica ia tentando afinar a velocidade do seu jogo e aplicar à bola a rota certa, com o intuito de, no mínimo, alcançar o empate antes de se esgotarem os primeiros 45 minutos do desafio.
Gabriel, aos 42’, viu a movimentação de Seferovic sobre o flanco esquerdo e, com um passe bem medido, lançou a corrida do internacional suíço. Este avançou com bola e, já perto da área, libertou para Jonas, que tirou um oponente da frente e, já a pisar dentro da grande área do Arouca e sobre a zona central, rematou colocado de pé direito, furando a oposição do guarda-redes Rui Vieira (1-1).
O Benfica avançou para o segundo tempo com Rafa na vez de Krovinovic e o primeiro sinal ofensivo das águias saiu mesmo do pé direito do veloz recém-entrado (47'). O mesmo Rafa esteve em destaque aos 59': após combinar com Jonas e receber do camisola 10, picou a bola sobre Rui Vieira, mas Thales, praticamente sobre a linha de golo, impediu o festejo benfiquista.
A pouco e pouco, o Arouca desamarrou-se, atreveu-se, esticou-se e, depois dos 65 minutos, criou alguns problemas à defensiva do Benfica. O lance mais perigoso dos forasteiros aconteceu já aos 82', com Fábio Fortes a cabecear para excelente intervenção de Svilar.
Com Pizzi (rendeu Gabriel aos 62') e João Félix (substituiu Grimaldo aos 82') em campo, os encarnados, ficaram perto do 2-1 num remate de Jonas (85') depois de cruzamento de Seferovic.
Com a partida já em tempo de compensação, a insistência final das águias deu frutos: Seferovic soltou-se na esquerda, cruzou largo, Jonas desviou ligeiramente de cabeça e Rafa, descaído na direita, acreditou e forçou a entrada por uma nesga, batendo Rui Vitória já de ângulo um pouco fechado (2-1 aos 90'+3'). Foi o sétimo golo do camisola 27 do Benfica na temporada em curso.

Coisas e Loisas

  • Filip Krovinovic volta aos relvados 10 meses depois. O último jogo do médio croata tinha sido na Luz frente ao Chaves. É o 9.º jogo na competição, venceu 4 jogos e marcou 2 golos (vs Estoril e V. Setúbal);
  • Jonas marca há 4 jogos consecutivos, é o melhor registo do avançado nos últimos 9 meses. Foi o 11.º golo em 11 jogos na Taça de Portugal;
  • Rafa Silva volta marcar como suplente utilizado (Nacional e Arouca); foi o 7.º golo nesta temporada, a 2.ª vez em 2018/19 que marca em 2 jogos consecutivos (Tondela e Arouca);
  • Um mês e meio depois o Benfica consegue somar duas vitórias consecutivas. Não vencia em casa desde 7 de Outubro quando derrotou o FC Porto por 1-0 para a Liga Portuguesa;
  • Os encarnados estão há seis jogos consecutivos a sofrer golos; a última vez que não sofreram qualquer golo, foi há um mês na Taça de Portugal frente ao Sertanense [V 0-3];
  • Um golo de Rafa Silva deu pela 1.ª vez uma vitória ao Benfica. Golos da vitória de Rafa Silva na carreira: 2012 Feirense v FC Porto; 2012 Feirense v Trofense; 2013 Braga v Estoril; 2015 Braga v Slovan; 2015 Braga v V. Guimarães; 2016 Braga v Sion; 2018 Benfica v Arouca;
  • Há quase 10 anos que o Benfica não vencia um jogo em casa com reviravolta frente a um adversário de escalão inferior: Nov. 2018 V 2-1 Arouca, Taça de Portugal; Jan. 2009 V 4-1 Olhanense, Taça da Liga;
  • Nunca o Benfica tinha marcado o golo da vitória (também o da reviravolta) aos 90 ou + minutos, a jogar na Luz, contra a um adversário de escalão inferior [V 2-1 Arouca, Taça de Portugal].

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Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o FC Bayern München na próxima partida, no Allianz Arena, em jogo a contar para a 5.ª rodada da UEFA Champions League 2018/9. Quais as perspetivas?

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